quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

A BANALIZAÇÃO E O DESVIRTUAMENTO DA MÚSICA GOSPEL

O termo "Música Gospel" abrange um campo da música muito vasto. Seus estilos, embora com nomes variados, possuem todos uma mesma essência e raiz, ou seja, a música cristã negra nos Estados Unidos da América.


A palavra gospel significa "evangelho" ou "evangélico". Contudo,quando se refere a estilos musicais, um rock, um funk, um samba, um pagode, um "pop contemporâneo", um metal, etc, são estilos distintos e não são o gênero original cunhado como música gospel.

Entretanto, no Brasil, o termo Gospel passou a remeter genericamente a toda expressão musical da fé evangélica, saindo fora, do conceito original. Basta ter algum conteúdo cristão na letra e já a música é reconhecida e vendida como gospel. Não importa se a mensagem é herética,desvirtuada, sensual ou de apologia mundana. Importa vender.

Isto evidentemente é alimentado pela gigantesca indústria multibilionária de gravação musical. Nas últimas décadas surgiram um incontável número de gravadoras gospel. Desde as mais sofisticadas e famosas até aquelas caseiras e quase artesanais e igualmente lucrativas.

As estatísticas mostram a música gospel lucrando milhões de reais. Serve para enriquecer as gravadoras e seus respectivos cantores. Ajuda também a enriquecer líderes sem escrúpulos que fazem uso deste filão musical para angariar fundos para si, promover seus projetos eclesiásticos e ministeriais. O temor a Deus e a sua palavra inexistem.

No afã de aumentar suas rendas e lucrar cada vez mais, a música gospel e seus promotores se renderam as estratégias típicas do mundo.Variados tipos de “shows gospel” são organizados para arrebatar e entreter os incautos, os neófitos e os de fé capenga. Em alguns arraiais tidos como evangélicos, inclusive, tornou-se prática comum a cobrança de ingresso para a entrada em tais shows. Em outros lugares, até o sensualismo, danças, coreografias, aplausos, assovios, histerismos e outros comportamentos condenáveis são imitados e repetidos tal qual sucede no mundo.

A imitação da conduta mundana não justifica os propósitos (por mais nobres que pareçam ser) e fere os preceitos bíblicos claramente expostos pelo Apóstolo dos gentios: “Não tomeis a forma deste mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus” (Rm 12.2). “Como filhos obedientes, não vos conformando com as concupiscências que antes havia em vossa ignorância” (1Pe 1.14)

Existe uma questão no coração de crentes sinceros e que exige reflexão igualmente sincera: A quem estamos imitando e qual é a finalidade dos shows gospel cujos ingressos são cobrados? Não importa se o ingresso esteja disfarçado como contribuição para participar de algum sorteio ou para ajudar supostos necessitados com alimentos não perecíveis. Os fins não justificam os meios. Fomos libertos do mundo e por isso não somos reféns de suas práticas reprováveis.

A igreja não deve e nem pode imitar o mundo. Quem assim o faz, anula a cruz de Cristo e se torna refém do engano e do pecado. A esta lamentável conduta de alguns segmentos ditos evangélicos, cabe uma única e sincera resposta: “o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé” (1Tm 6.10).

Sou consciente que este artigo vai atingir em cheio muita gente que pratica, concorda e apóia esta estratégia e conduta mundana. Sei que um grupo razoável de pessoas irá discordar da verdade que aqui está claramente exposta. É possível até que alguns saiam em defesa do erro e fiquem contra a verdade.

Que posso fazer? Ser politicamente correto e me calar? Assistir passivamente o Evangelho de Cristo ser causa de ganho? Observar multidões serem ludibriadas com palavras fingidas e falsa espiritualidade? Graças a Deus que de antemão nos advertiu pela Escritura: “Por avareza farão de vós negócio com palavras fingidas; sobre os quais já de largo tempo não será tardia a sentença, e a sua perdição não dormita” (2 Pe 2.3).

Lamento profundamente pela vida daqueles que por rebeldia e insubmissão se recusam a enxergar a verdade. Quem está na carne não consegue discernir as coisas do Espírito, pois elas lhe parecem loucura (1Co2.14). O ego, a soberba, o ser sábio aos próprios olhos e a vaidade servem de impedimento para se converterem de seus maus caminhos. Rogo a Deus que levante mais atalaias para bradar contra o perigo iminente:

“Ai dos que ao mal chamam bem, e ao bem mal; que fazem das trevas luz, e da luz trevas; e fazem do amargo doce, e do doce amargo! Ai dos que são sábios a seus próprios olhos, e prudentes diante de si mesmos! Dos que justificam ao ímpio por suborno, e aos justos negam a justiça!” (Isaías 5:20-23).

Se nada for feito e se ninguém bradar, a partir do desvirtuamento da música gospel desenvolveremos outros gêneros de pecados gospel


Pr. Dr. Douglas Roberto de Almeida Baptista, Doutor em Teologia Sistemática; Mestre em Teologia do Novo Testamento; Pós-Graduado em Docência do Ensino Superior; Pós-Graduado em Bibliologia; Licenciado em Educação Religiosa; Licenciado em Filosofia; Bacharel em Teologia.

O VERDADEIRO NATAL

O Que é mesmo o Natal? Será que o Natal se resume em Festas, presentes, compras, viagens e encontros familiares? Não, Natal para nós cristãos é muito mais que tudo isso. Natal para nós tem um sentido espiritual e abrangente, pois aponta para o nascimento do Deus menino, Jesus, o EMANUEL, o nosso redentor que veio ao mundo para nos redimir e salvar do pecado que nos leva a morte. A Bíblia diz que ele veio para nos dar vida e vida com abundância (Jo 10 10).

Natal fala do nascimento de Cristo, comemorado pela tradição cristã no dia 25 de dezembro, porém sabemos que as Escrituras não nos declinam a data exata do nascimento de cristo, contudo o que mais importa não é a data escolhida, mas sim o fato de que Ele nasceu, se fez carne, habitou entre nós; Ele, com seu amor nos encantou, com suas palavras nos ensinou, com suas santas mãos nos curou e o mais importante foi que com sua morte nos salvou, dando- nos a garantia de vida eterna, com sua ressurreição.

Natal, data propícia para dar e receber presentes. No tocante a receber, o nosso maior presente foi Deus Pai ter nos dado seu único filho para morrer por nós, nos redimindo do poder da morte e do inferno, e ainda, o ano inteiro, Deus continua nos presenteando com seu amor e sua graça, ou seja, nos livrando, nos abençoando, nos curando, nos alegrando, nos sustentando, nos ajudando, nos alimentando, etc. 

No tocante a dar, o que podemos oferecer a Jesus? É natal, ele nasceu, o que lhe daremos? Os magos, fato registrado no evangelho de Mateus, vieram do oriente a procura do menino Jesus, quando o encontraram lhe deram ouro, incenso e mirra, presentes valiosos e dignos de um rei e o adoraram, reverência digna de um Deus. O que temos para lhe oferecer? O que lhe daremos? Bom fica aqui a dica, Jesus é o nosso Senhor e Salvador, e espera que lhe entreguemos voluntariamente a nossa vida, o nosso coração, a nossa alma. Ele espera que o adoremos, pois Ele é Deus. 

Festeje o Natal, pois o natal não é uma festa pagã, mas é uma festa verdadeiramente cristã, não só foi festejada pelos sábios magos do oriente, como também foi festejada pelos anjos de Deus que desceram dos céus para nos ensinar que essa data é um dia especial, dizendo: "Glória a Deus nas alturas, e paz na terra aos homens aos quais ele concede o seu favor" (Lc 2.14). 

Jesus nasceu, comemore com alegria, propague isso ao mundo, diga ao mundo que a luz chegou para dissipar as trevas, a vida chegou para vencer a morte, o príncipe da paz chegou para dissipar as guerras e conflitos, o Amor se encarnou para nos ensinar o perdão e a misericórdia. Aleluias!! Jesus nasceu. 

O mundo comemora com papai Noel, com duendes, com bebidas fortes, com glutonaria, com o consumismo desenfreado; mas isso não pode, nem deve invalidar o verdadeiro natal, vamos apresentar ao mundo o verdadeiro natal, Jesus.

“Porque um menino nos nasceu, um filho nos foi dado, e o governo está sobre os seus ombros. E ele será chamado Maravilhoso, Conselheiro, Deus Poderoso, Pai Eterno, Príncipe da Paz. Ele estenderá o seu domínio, e haverá paz sem fim sobre o trono de Davi e sobre o seu reino, estabelecido e mantido com justiça e retidão desde agora e para sempre. O zelo do Senhor dos Exércitos fará isso”. (Is 9.6,7).

Feliz Natal!!!

Pr Pedro Pereira

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

10 RAZÕES PARA CELEBRAR O NATAL
Ciro Sanches Zibordi

1. O glorioso Natal (nascimento) do Senhor Jesus foi mencionado pelos profetas do Antigo Testamento, como Isaías (7.14; 9.6), Miqueias (5.2) e outros. Por que nós, cristãos, ignoraríamos um evento tão importante, mencionado por Deus, através de seus profetas, centenas de anos antes de acontecer?

2. Quando Jesus nasceu, em Belém de Judá, um anjo de Deus, cercado do resplendor da glória do Senhor, apareceu a alguns pastores de Belém de Judá e lhes disse: "eis aqui vos trago novas de grande alegria" (Lc 2.10). O Natal de Cristo trouxe alegria ao mundo, e não tristeza! E nós, que somos salvos por Jesus Cristo e conhecemos o verdadeiro significado do Natal, devemos nos alegrar ainda mais com a lembrança desse glorioso acontecimento!

3. A celebração do nascimento de Jesus é incentivada pelo Novo Testamento. Ela não foi inventada por povos pagãos que viveram antes de Cristo nem instituída pela Igreja Católica Romana. Esta apenas estabeleceu a data para a celebração: 25 de dezembro. Mas, em Lucas 2.13,14, vemos que uma multidão dos exércitos celestiais já havia celebrado o Natal. Na mesma noite do nascimento do Senhor, os aludidos pastores de Belém visitaram o Menino e voltaram "glorificando e louvando a Deus por tudo o que tinham ouvido e visto" (Lc 2.20). Cerca de dois anos após seu dia natalício, o Menino recebeu a visita de magos do Oriente, que também o adoraram e lhe ofertaram dádivas (Mt 2.1-16). 

4. Logo após o nascimento do Salvador, os numerosos anjos que celebraram o Natal disseram: "Glória a Deus nas alturas, paz na terra, boa vontade para com os homens!" (Lc 2.14). Aproveitemos, pois, a grande oportunidade de, além de glorificar a Deus pelo Natal de Cristo, também mostrar aos que estão à nossa volta que Ele veio ao mundo para trazer a paz (Jo 14.27) e o conhecimento da boa, agradável e perfeita vontade de Deus (Rm 12.1,2).

5. O Natal de Cristo é a celebração da encarnação do Verbo de Deus, que habitou entre os homens para revelar a sua glória, "como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade" (Jo 1.14). Se Ele não tivesse nascido, não teríamos o conhecimento do glorioso plano salvífico de Deus e estaríamos todos perdidos.

6. Ao amar o mundo de maneira indescritível, o Deus de toda a graça nos deu o seu Filho Unigênito (Jo 3.16), o qual, também por amor, morreu pelos nossos pecados (Rm 5.. Diante desses fatos, não há necessidade de mandamento específico para celebrarmos o Natal de Cristo, pois a nossa maior motivação para fazer isso é o amor de Deus derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado (Rm 5.5).

7. Jesus veio ao mundo na "plenitude dos tempos", isto é, quando tudo estava preparado para uma propagação em massa do Evangelho (Gl 4.4). No século I, havia muitas estradas pavimentadas, conhecimentos amplos sobre navegação e uma língua falada em todo o Império Romano (o grego "koiné"). Além disso, o mundo estava em paz, imposta pelo imperador: a "pax romana". Hoje, nós que temos melhores recursos tecnológicos do que os primeiros cristãos, não podemos deixar de anunciar que Cristo nasceu "para remir os que estavam debaixo da lei, a fim de recebermos a adoção de filhos" (v.5), e salvar "o seu povo dos seus pecados" (Mt 1.21).

8. O Menino Jesus é mencionado no último livro da Bíblia (que prioriza as coisas futuras e a consumação de tudo) de modo excepcional: "E deu à luz um filho, um varão que há de reger todas as nações com vara de ferro; e o seu filho foi arrebatado para Deus e para o seu trono" (Ap 12.5). É claro que essa passagem é simbólica, e a mãe do Menino alude a Israel, e não a Maria. Entretanto, trata-se de mais uma referência à gloriosa encarnação do Verbo de Deus, que deve ser celebrada e proclamada por todos os cristãos da face da terra.

9. Sabemos que o espírito do Anticristo e o mistério da injustiça já operam no mundo (2 Ts 2.7). E, por isso, o movimento cristofóbico e anticristão cresce, não só nos países de maioria muçulmana. No Ocidente, homens desprovidos da graça do Senhor e de seu conhecimento estão querendo apagar o nome de Jesus da face da terra. E uma das maneiras de fazer isso é, sob a égide do Estado laico, proibir a celebração do Natal de Cristo. Sendo assim, o cristão que se preza não tem receio ou vergonha de celebrar o nascimento do Salvador em público, mediante cantatas, peças e mensagens pelas quais confessa que "Jesus Cristo veio em carne", ao contrário do espírito do Anticristo, que quer negar isso a todo custo (1 Jo 4.3).

10. Finalmente, a obra redentora de Cristo abarca a sua gloriosa encarnação, a sua morte vicária e a sua ressurreição para nossa justificação. Todos os seus feitos devem ser celebrados pela Igreja, a começar pela sua encarnação (1 Tm 3.16). Já pensou se Cristo não tivesse nascido? Ele também não teria sido crucificado. E, se Ele não tivesse morrido sacrificialmente, também não teria ressuscitado (1 Co 15.3,4). Aproveitemos, pois, esse mês de dezembro, em que o mundo fala de Natal, sem conhecer o seu real sentido, para glorificarmos a Jesus Cristo, em público, por sua obra completa.

Happy Chistmas!

Ciro Sanches Zibordi

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

OS ELEMENTOS ESSENCIAIS A LITURGIA DO CULTO CRISTÃO

"Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus". Rm 12.1,2.


Liturgia é uma palavra grega que significa serviço ou trabalho, no nosso caso, significa o serviço religioso, ou o rito praticado no culto. 

Os elementos essenciais e primordiais da liturgia de um culto cristão são: a oração, a leitura bíblica, o cântico espiritual (louvor), a execução das ordenanças de Cristo (batismo e Santa Ceia), e a pregação da Palavra de Deus. 

Esses elementos são essenciais, pois fazem parte da liturgia do culto cristão e corroboram com a comunhão com Deus, engajam o cristão na gratidão, o levam a render graças a Deus, contribuem para a edificação do corpo de Cristo, e por fim propiciam o anúncio do Evangelho da graça. 

Sabemos que esses elementos, historicamente, fazem parte do culto cristão e estão, de forma direta e indireta, inseridos nas Escrituras; sabemos também que a liturgia cristã evangélica não é rígida quanto a sua ordem ou organização dentro do culto, mas esses elementos devem estar presentes, pois certamente caracterizam o culto cristão.

Quero ressaltar que cada elemento essencial tem seu tempo na liturgia do culto, pois caso contrário perde seu objetivo, podemos exemplificar essa distorção com o seguinte exemplo: Se num culto cristão não há período de oração, se o louvor toma todo o tempo do culto, se não há tempo necessário para a explanação da pregação, logo esse culto não alcançará os objetivos pelo qual foi proposto; exemplificando isso, é inadmissível um cristão ir ao culto e não ouvir a explanação da palavra de Deus, que é o meio pelo qual Deus escolheu para edificar, santificar, instruir, exortar, alimentar e preparar esse cristão.

Outra situação importante e preocupante é o perigo da substituição no culto dos elementos essenciais por elementos complementares ou estranhos a liturgia cristã, que servem apenas para satisfação humana, como shows, espetáculos e apresentações antropocêntricas, pois a finalidade do culto se perde, ou seja, o serviço de adoração a Deus que tem o alvo de render toda glória a Deus é tomada para destacar talentos humanos, disputa de egos, emulações, etc. A atenção é toda voltada ao homem, além das letra musicais serem antropocêntricas, os aplausos e até assovios (coisa estranha na liturgia cristã) são voltados a apresentação e não há Deus.

Esse perigo é tão iminente que hoje, para muitos, ditos cristãos, a idéia de "igreja boa" é a igreja que lhe agrada, que se adapta aos seus gostos e desejos; tudo isso é lamentável, pois na verdade o culto é um serviço de adoração a Deus, portanto ele deve agradar a Deus e não a homens, em outras palavras podemos dizer que um culto é o homem trabalhando para agradar a Deus, seja lendo ou ouvindo sua palavra, seja o adorando através de cânticos espirituais e teocêntricos, seja agradecendo e o invocando por meio de orações, etc. Tudo deve ser feito com o intuito de engrandecer seu Santo Nome e render-lhe toda a glória; e sabendo que aquilo que agrada a Deus é o que está inserido e/ou inferido na sua Palavra e não naquilo que eu acho ou penso.

Termino com a seguinte pergunta, como vai o nosso culto? Como é a liturgia cristã em nossa igreja? Fica aqui um alerta e que Deus nos abençoe. (Ef 5.19; Cl 3.16; Sl 95.2; I Co 10. 31,32; Is 42.8; Sl 115.1; II Tm 3.16,17; I Tm 4. 4,5; Rm 12. 1,2)

Soli Deo glória.

Pr Pedro Pereira

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

VITÓRIA DE DEUS OU VITÓRIA BARATA

A vitória em Deus é bíblica, não devemos deixar de pregá-la ou ensiná-la.
Porém, após o avanço da falaciosa teologia da prosperidade, passamos a vivenciar nesses últimos dias dois tipos de pregadores e suas mensagens de vitória, ou seja, os pregadores da vitória de Deus e os pregadores da vitória que chamarei de vitória “barata”, pregada pelos adeptos da falaciosa teologia da prosperidade; chamarei assim apenas para distingui-la da verdadeira e bíblica vitória de Deus.
A vitória “barata” tem uma mensagem a um determinado grupo de pessoas que geralmente querem a todo custo uma benção, porém sem muito comprometimento com Deus. A benção desejada é mais importante do que o doador (Deus); para isso são capazes de barganhar, fazer sacrifícios, campanhas, novenas, correntes, etc., com intuito de alcançar seus objetivos, independente da verdade bíblica, que ignoram ou desconhecem.
Já os pregadores desse tipo de vitória são pragmáticos, ambiciosos, descompromissados com a verdade bíblica, exibicionistas, carismáticos, etc.

Quanto ao conteúdo da mensagem sobre vitória “barata” e seu pregador, podemos destacar as seguintes características:

- esses pregadores geralmente usam textos, frases, ou palavras isoladas do seu contexto;
- geralmente utilizam de sermões do tipo temático, pois esse tipo de sermão favorece a criatividade, ou seja, lhe dá liberdade para sair do contexto e pregar o que quiser, dependendo da astúcia ou malícia do pregador. Não quero aqui desprezar esse tipo de sermão, pois é muito útil, estou aqui criticando o seu mau uso;
 - empregam meios “extra bíblicos”, ou seja, colocam elementos místicos, pragmáticos, ecumênicos e sincretistas, como por exemplo: lenço ungido, sabonete santo, rosa ungida, toalhinhas suadas do líder maior, sal grosso, fogueira santa, símbolos religiosos, exploram superstições populares, etc. Geralmente esses elementos são essenciais para a vitória pregada.
- utiliza-se de termos heréticos do positivismo, ou seja, “eu determino”, “eu não aceito”, “eu me revolto”, “eu quero”, eu... eu... eu... eu... eu... e eu. Como se o jogo das palavras tivessem um poder mágico. A vontade de Deus não interessa para esse tipo de pregador, mas a vontade do Eu é que conta.
- confundem Fé com Otimismo, Lembrando que o otimista se esforça para se convencer que pode, que consegue. Já a Fé nos leva a esperar em Deus e em sua vontade, neste caso não sou eu quem pode, mas é Deus quem pode por mim. No Otimismo o não cumprimento do desejo é caso de desespero e frustração, mas na Fé o não ou a aparente demora de Deus é caso de submissão espera da Sua vontade, porém em tudo se dá glória a Deus.
- Desprezam a Doutrina da Graça e da Expiação Vicária, mesmo de forma disfarçada ou sutil, pois quando acrescentam outros meios para a salvação, libertação, ou cura e milagres que não seja através do sacrifício expiatório e suficiente de Cristo na cruz, negam a sua eficácia e desprezam a Graça de Deus, que não vem das obras ou mérito próprio de ninguém. (Ef 2.8,9; I Co 1. 20-31);
- Estipulam dia, hora e lugar para os fiéis receberem suas vitórias, ignorando a soberana vontade de Deus, pois quando eu digo que para receber uma vitória de Deus o crente precisa fazer parte da corrente tal, de participar da campanha de tantas semanas, ou dias, fazer isto ou aquilo tantos dias, caso contrário a tal vitória não virá, corro o perigo de limitar a Deus e desprezar seu favor imerecido.
Interessante que, na verdade, essas campanhas quase sempre têm por finalidade primária encher a igreja com a presença dos fiéis, e para isso pregam ainda que se alguém faltar a uma dessas ditas campanhas ou sacrifícios corta-se a corrente e o tal não receberá mais a vitória, mas terá que começar tudo de novo; chamo isso de “pragmatismo religioso”, ou seja, os fins justificam os meios, em outras palavras, não importa se é bíblico ou não, importa que esta dando certo. Creio que isso é forçar demais, explorar a fé e a ignorância bíblica do povo incauto, inclusive essa prática muito se assemelha aos ensinos católicos sobre a necessidade de sacrifícios e obras para se alcançar uma benção, como por exemplo, promessas tipo andar de joelhos as escadas de tal igreja, ir a pé até tal cidade ou igreja, carregar o tal santo nas costas tantos dias ou em certa distância, carregar uma cruz por determinada distância, ou coisas desse tipo que tanto condenamos, por serem anti bíblicas e desnecessárias. Lembrando que o prazer do Senhor é a obediência a sua Palavra e vontade soberana, não a sacrifícios (I Sm 15.22; Jo 15. 10,14); usar, para refutação, passagens do velho testamento, como as muralhas de Jerico, os 7 mergulhos de Naamã, etc., é perigoso, pois devemos lembrar o seguinte:
- primeiro, não vivemos mais na antiga dispensação, mas na dispensação da graça (Rm 11.6; Mt 10.8);
- segundo, essas exceções foram ordenadas por DEUS, para um propósito especifico, para pessoas específicas, num período especifico, não tendo caráter normativo, nem doutrinário;
- terceiro, Deus não precisa de obra, esforço, ou trabalho humano para abençoar alguém. Ele abençoa em qualquer lugar, em qualquer tempo, quando e quem Ele quiser. Todo culto, seja Ele que dia for, a hora que for, Deus pode e quer abençoar os que Nele esperam. Passagens como essas nos servem de exemplo e ensino somente para ilustração da prática cristã, como por exemplo: Orar sem cessar; pedir sem desfalecer; esperar e confiar; permanecer fiel, independente das circunstâncias, etc. (Parábola do juiz iníquo, Lc 18; Parábola do amigo importuno Lc 11. 5-8, etc.).
O argumento que coisas como essas estimulam a fé, são argumentos falaciosos e tendenciosos, pois o único que pode dar, acrescentar ou aperfeiçoar a fé é Cristo e a sua Palavra (Rm 10.17; Hb 12.2).
Em suma, ao final de tudo, os ouvintes ou apreciadores desse tipo de vitória ou mensagem, geralmente se decepcionam e acabam se afastando da igreja. O estrago às vezes se torna tão grande que muitos passam a sentir aversão aos evangélicos e as igrejas evangélicas, tamanha a sua decepção; outros chegam, inclusive, a retornarem para suas religiões antigas como espiritismo, catolicismo, budismo, etc., tomando caminho inverso.
Deus nos livre do engano e desses pregadores com suas mensagens de vitória “barata”.

 A Vitória de Deus
Quanto à vitória de Deus, sabemos que ela é bíblica e esta a disposição do povo de Deus.
Para melhor compreensão quero destacar as características desta mensagem e dos seus pregadores, da seguinte forma:
- nessa mensagem o pregador estimula o fiel a: esperar em Deus, crer ou confiar em Deus, submeter-se a vontade soberana de Deus, permanecer firme independente das circunstâncias, com paciência e confiança inabalável na resposta de Deus (Sl 37.5; 27.14; Rm 8.24)
- nessa mensagem o pregador prega exatamente o que o texto diz, sem forçar uma interpretação tendenciosa, ou seja, expõe a verdade bíblica (Ap 22. 18,19; II Tm 4. 2-4);
- nessa mensagem o pregador estimula a verdadeira fé, pois a fé verdadeira leva o fiel a um relacionamento de confiança entre Deus e o fiel, o fiel é despertado a crer que Deus não falha, controla tudo e tem compromisso infalível com suas promessas. Lembrando que a Fé em Deus deve se basear numa promessa feita por Deus, ou seja, Deus cumprirá o que Ele prometeu, e não exatamente no que eu quero que seja feito, pois nem sempre o que eu quero é aquilo que Deus quer;
- nessa mensagem o pregador conscientiza o fiel que a benção alcançada não vem dos seus méritos próprios, mas simplesmente da bondade e misericórdia de Deus. Toda honra e glória deve ser atribuída somente a Deus (I Cr 29.10-16; Sl 136; Rm 11.6; I Co 1.20)
- nessa mensagem o pregador leva o fiel a entender que Deus é soberano, portanto ainda que a benção não tenha sido alcançada devemos permanecer firmes e glorificando o nome de Deus. Servimos a Deus pelo que Ele é e não por aquilo que Ele pode nos dar (II Sm 12. 16-20; Fp 4 12,13,20);
- Nessa mensagem o pregador nos leva a entender que o amor de Deus é maior que a nossa fé ou esperança, e que se faltar fé ou a esperança, ainda nos restará Seu amor incondicional (I Co 13.13);
- nessa mensagem o pregador leva o fiel a entender que o Reino de Deus está em primeiro lugar e não a nossa vontade própria (Mt 6.10);
- nessa mensagem o pregador nos leva a entender que como servos, seguidores de cristo, não determinamos nada a Deus. Ele é o Senhor e eu sou o servo, portanto quem determina é Deus. Os servos pedem e clamam, e Deus pela sua bondade e misericórdia nos atende ou não (Mt 26.39; Lc 22.42; Lc 12.47; Fp 2.13; Hb 10.36);
- nessa mensagem o pregador nos leva a compreender que não precisamos de amuletos, fórmulas mágicas, ou sacrifícios qualquer, pois para recebermos algo de Deus, basta pedir diretamente a Ele, pois se for da sua vontade Ele nos dará pela sua graça e bondade (Lc 11.19; I Jo 5.14; Mt 6.6).
Concluímos, portanto que devemos estar atentos com os enganos desses pregadores e das suas mensagens falaciosas da teologia da prosperidade, que de forma sutil, afastam muitos da verdadeira fé.
Que Deus nos abençoe, com as infinitas bênçãos da sua mão, mediante a sua eterna graça.

Soli Deo Glória

Pr Pedro Pereira



  

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

conselho práticos sobre o mal uso do dom de profecia

Sou do tempo que Deus usava poderosamente homens e mulheres com o dom de profecia. O dom e profecia é bíblico e atual (confira I Co, cap 12ss e 14ss), ainda que alguns "cessacionistas" preguem o contrário, mas como pentecostal que sou creio na atualidade dos dons espirituais, inclusive no dom de profecias. Sabemos que os dons espirituais são perfeitos e vem de Deus, mas no tocante ao dom de profecia, a manifestação perfeita se torna dependente do vaso imperfeito, pois o Espírito esta sujeito ao profeta (I Co 14.32). Dai o Apóstolo Paulo exortar a necessidade de que enquanto alguém profetiza os demais julguem ( I Co 14. 29). Qual a causa dessa exortação? O simples fato desse dom ser facilmente imitado, tanto por pessoas carnais, como por espíritos enganadores. Esse problema tem crescido em alguns lugares onde os "gatunos" ditos profetas, reveladores, etc. para impressionarem os incautos e ainda mostrarem uma falsa espiritualidade, dissimulam e fingem ser usados por Deus, através do dom de profecia.

Esse mal tem trazido graves problemas para a igreja, pois Deus não tem compromisso com aquilo que Ele não disse nem mandou dizer. Com isso varias famílias deixam a igreja, novos convertidos se decepcionam e abandonam a fé, além disso deixam confusão, tristeza, mágoas, desconfianças, e arrefecimento da fé; isso pode acontecer com qualquer um, mas principalmente com os novos conversos. O que fazer então? Bom, além de se buscar o dom de discernir espíritos, podemos citar 3 conselhos práticos para minimizar esse problema, embora devemos ter a convicção que esses profetas falsos certamente prestarão contas com Deus:

Primeiro, Devemos ouvir a tal profecia e aguardar, pois se não se cumprir como o tal profeta disse, saberemos que o tal é falso e fala de si mesmo, devemos portanto se afastar desse tal. É fato que aquilo que deus promete ou fala Ele faz, Ele cumpre, logo se não se cumprir é porque não foi ddeus quem falou (Nm 23.19);

Segundo, A bíblia diz para julgarmos, bom julgar aqui não é falar mal, mas examinar a vida do profeta, como por exemplo: É um homem ou mulher de comunhão com Deus? Tem um vida cristã condizente com as Escrituras? Demonstra o fruto do Espírito? Pois, se o tal profeta vive um vida pecaminosa, hipócrita, dissimulada, morna, não pode ter crédito. Eu costumo dizer que Deus prefere usar um galo, uma mula, um peixe, mas não usa um desviado. Além disso, o Espírito Santo de Deus só habita em corações separados e purificados para Deus;

Terceiro, sabemos que a Profecia maior é as Sagradas Escrituras, portanto toda profecia que não condiz ou não coaduna com as Escrituras Sagradas deve ser rechaçada, rejeitada, pois não é de Deus. Tudo que não se se enquadra nas Escrituras não procede de Deus. Toda vontade e direção de Deus estão nas Escrituras, nada pode ser acrescentado, como disse o Apóstolo Paulo ainda que ele, Paulo, ou um anjo desça do céu e vos pregue outro evangelho (outra coisa além daquilo escrito nas Escrituras), seja anátema, ou seja seja maldição (Gl 1.8).

Isto Posto, meus amigos e irmãos, devemos nos precaver desses falsos profetas e nos acautelarmos para não cairmos na astutas ciladas do diabo, independente do título que carregam, do carisma que tem, da simpatia que demonstram, da espiritualidade que aparentemente apresentam, esses tais profetas são perigosos e trazem muita destruição para a vida espiritual da igreja.

veja o que o mestre Jesus disse: "Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas, interiormente, são lobos devoradores". Mateus 7:15.

Que o Senhor nos ilumine e nos abençõe. Sola Scriptura.

Pr Pedro Pereira

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

A vitória que vem de Deus.


Existem vitórias que são fruto do nosso esforço, aplicação, estudo, etc. Porém, queria falar daquela vitória que só pode vir de Deus.

A vitória de Deus tem alguns características que a distingue da vitória comum, vejamos:

Primeiro, a vitória de Deus é sobrenatural, ou seja, não é natural. Essa vitória é reconhecida, pois só Deus poderia fazer ou realizar, logo a glória é só Dele. Vem de onde não esperamos, na hora que não esperamos, do lugar que não esperamos, ou seja, muitas vezes foge da lógica humana. Como exemplo posso citar a passagem da ressurreição e Lázaro, quando em frente ao sepulcro Jesus disse para que tirassem a pedra, isso o homem podia fazer, mas fazer Lázaro tornar a vida só Jesus pode fazer, isso é vitória de Deus, ela é sobrenatural.

Segundo, a vitória de Deus não depende de ajuda humana. Vitória que depende unicamente de ajuda humana não é a vitória de Deus, ou seja, aquela que reconhecemos e glorificamos a Deus, pois só Ele poderia fazer, essa sim é vitória de Deus. Sabemos que Deus usa homens para nos ajudar, mas a vitória não depende dessa ajuda, não depende desse recurso, pois se precisar ou for necessário Deus cria do nada, mas a vitória prometida chega.

Terceiro, A vitória que vem de Deus é fruto da Graça de Deus. Graça do latim "gratia", do grego "Charis", que significa dom, presente oferecido ou dado por Deus independente dos nossos méritos. Não recebemos vitória de Deus porque merecemos, porque somos mais santos, porque somos melhores, definitivamente não, mas recebemos pela infinita bondade e amor de Deus para com aqueles que nele confiam ou esperam. 

Em fim, a vitória de Deus é sobrenatural, não depende de ajuda humana e é fruto da sua infinita graça. Meu amigo, Deus tem vitórias para nós, basta cremos e esperarmos Nele, pois Ele é bom, nos ama e não conhece o impossível.

Soli Deo Glória.

Pr Pedro Pereira.

domingo, 21 de julho de 2013

OTIMISMO X FÉ

Tenho observado nesses dias que há uma confusão no meio evangélico sobre otimismo e fé, porém há uma grande diferença entre o otimismo e a fé em Deus.


Sabemos que a Fé em si mesmo é otimista, mas o otimismo não é essencialmente fé. O Otimismo é movido pela auto ajuda, já a Fé é movida pela ajuda do alto.

Resumidamente, a diferença essencial é que o Otimismo pode tornar-se em decepção, frustração e até pessimismo se aquilo que era o alvo falhar, o sonho não for alcançado, e isso por diversos motivos que não vamos declinar agora, por falta de espaço.

O Otimismo depende da capacidade humana, depende do esforço humano, se esse esforço falhar tudo acaba, deixando apenas sentimento de derrota e fracasso.

Agora a Fé Deus é diferente, a palavra FÉ vem do grego PISTIS, que significa, sinteticamente, confiança Naquele que não falha, ou seja, em Deus. Em outras palavras, significa termos um acordo com Deus, e Ele como Deus não falha em seus compromissos, por isso podemos confiar.

É bom ressaltar que a Fé se baseia, se firma numa promessa de Deus (contrato). Quando depositamos nossa Fé em Deus, depositamos nossa confiança em algo que Deus prometeu fazer, realizar, cumprir, etc. Dai, portanto, está a diferença fundamental, pois a Fé é uma confiança naquilo que o Senhor onipotente prometeu.

Outra diferença fundamental é que a Fé não desiste, não se decepciona, suporta a espera ou a aparente demora. A Fé resiste as dificuldades, os obstáculos, os revezes e permanece firme na esperança, pois quem prometeu não pode falhar, nada é impossível a Ele, e se for preciso Ele cria do nada, mas o que Ele prometeu se cumprirá. Glórias a Deus.

Poderíamos exemplificar com o texto de Êxodo, quando Deus disse a Moisés para a travessar o Mar Vermelho, veja foi Deus quem prometeu, então Moisés confiando na promessa avançou com Israel, tocou o Mar com a sua vara, por ordem de Deus, e o mar se abriu, logo, todos atravessaram em terra seca, ou seja, isso é Fé em Deus.

Agora vejamos por outro anglo, Faraó chega até a beira do mar vê que Israel passou, e confiando em si mesmo, pois não tinha promessa de Deus, pensou, se eles atravessaram poderemos também, e avançaram ao Mar, porém o que aconteceu foi o Mar os devorar e matar a todos, Isso é otimismo, mas não Fé.

Queridos, como cristãos precisamos aprender a diferenciar, nesses últimos dias, devido a entrada de lobos disfarçados de ovelhas na igreja, a diferença entre fé e otimismo. Devemos ser "bereanos", provarmos os "espíritos", para sabermos se é de Deus ou não. 

Temos observado muitas mensagens otimistas, bonitas de se ouvirem, porém sem o aval de Deus, gritam, bradam jargões de "RECEBA", "tome posse", mas muitas vezes sem o consentimento de Deus.

Nunca vimos tantos profetas de "besterol" como nesses últimos dias, que muitas vezes enganam até os escolhidos, com frases de efeitos e mensagens de auto ajuda, que por final resultam em frustrações e decepções, dúvidas, e até afastamento da igreja, por muitos, pois pregaram, falaram ou profetizaram aquilo que Deus não disse, não falou, não prometeu.

Usam textos isolados do contexto, que mais servem de pretexto para darem aparência de homens santos e porta vozes de Deus, distorcem a palavra, inventam interpretações fora da ortodoxia para provarem suas heresias e tudo sem o seu consentimento de Deus.

O Meste Jesus nos deixou um alerta que cabe perfeitamente nesses últimos tempos: "Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas, interiormente, são lobos devoradores. Por seus frutos os conhecereis. Porventura colhem-se uvas dos espinheiros, ou figos dos abrolhos? Assim, toda a árvore boa produz bons frutos, e toda a árvore má produz frutos maus. Não pode a árvore boa dar maus frutos; nem a árvore má dar frutos bons. Toda a árvore que não dá bom fruto corta-se e lança-se no fogo. Portanto, pelos seus frutos os conhecereis. Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade. Mateus 7:15-23. A (verdadeira) Fé vem pelo ouvir e ouvir a (verdadeira) Palavra de Deus, com está escrito em Romanos 10.17.

Outrossim, para sabermos se alguém tem Fé ou se é apenas Otimismo, ficamos com a Palavra de Deus, pois Pedro, o grande apóstolo nos mostra que a Fé resiste a prova, ou seja, resiste as aflições, os revezes, as lutas e mesmo assim continua confiando, até receber. Já a falsa Fé, ou seja, apenas otimismo, não resite a prova "de fogo", assim como o ourives quer saber se o metal é ouro ou não, passa o metal pelo fogo. Vejamos: "Em que vós grandemente vos alegrais, ainda que agora importa, sendo necessário, que estejais por um pouco contristados com várias tentações, Para que a prova da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro que perece e é provado pelo fogo, se ache em louvor, e honra, e glória, na revelação de Jesus Cristo... Alcançando o fim da vossa fé, a salvação das vossas almas". 1 Pedro 1:6,7,9. É Isso.



Sola Scriptura.

Pr Pedro Pereira.

quinta-feira, 4 de julho de 2013

A VOZ DO ESPÍRITO SANTO, estamos obedecendo?


Obedecer a visão do Senhor e  ouvir a voz do Espírito (At 16.6-10) é algo que glorifica ao Pai, mas que também implica em sofrimento.

A voz do Espírito é cada vez mais negligenciada em nossos dias, quando alguns líderes (bispos, pastores, etc) não buscam mais a sua direção na realização da obra de Deus, no trabalho missionário e evangelístico, na implantação de igrejas. Disputas pessoais e ministeriais, expansões de "impérios" particulares e familiares, ganância por dinheiro, poder e coisas semelhantes a estas ditam as regras e norteiam os objetivos em alguns círculos evangélicos e denominacionais.

O Evangelho que produz tribulações e prisões (At 16.23-24) é trocado por  um outro evangelho que promete satisfações e milhões. Os milagres, as curas e libertações viraram mercadoria e objeto de barganha no vergonhoso mercado da fé. 

A verdadeira adoração (At 16.25) deu lugar ao louvorzão, balada gospel, pancadão evangélico, show, apresentação artística.

Os senhores do presente século (políticos) não são contestados por propagarem, defenderem e legalizarem costumes que afrontam a Bíblia e a fé cristã, antes, são procurados (ou procuram) por pastores para negociatas, são bajulados em troca de favores eleitoreiros, provendo supostas "bênçãos" para uma igreja institucionalizada e morna (ou morta).

A prisão foi substituída pela mansão. O açoite foi trocado pelo conforto. O serviço deu lugar ao reinado. A toalha foi trocada pelos tronos. O contentamento deu lugar ao consumismo. 

As igrejas enriquecem e multiplicam seu patrimônio institucional, mas cambaleiam e se empobrecem sem o poder espiritual. Enfraquecem sem o alimento sólido da Palavra.

A Epístola de Paulo aos Filipenses é atualíssima e urgente para a nossa geração.

Que os corações se abram pela graça de Jesus ao clamor do Espírito, para que sejamos tocados e transformados por esta magnífica e poderosa mensagem.

*Extraído do Blog do Pr Altair Germano

domingo, 26 de maio de 2013

A Igreja que eu SONHO.

Ah!!! como eu quero ver uma igreja ortodoxa e piedosa.
Uma igreja com doutrina e vida, com palavra e poder.
Eu ainda anseio ver aqueles que conhecem a verdade sendo transformados por ela a ponto de se tornarem pessoas humildes e não arrogantes.
Eu ainda anseio ver uma igreja cujas obras provem a sua fé e cuja fé honre ao seu Senhor.
Eu ainda anseio ver uma igreja que pregue com fidelidade, ensine com autoridade e cante louvores a Deus com fervor.
Eu anseio ver uma igreja onde Deus o Pai seja glorificado, Deus o Filho tenha supremacia e Deus o Espírito transforme cada membro e congregado.
Há como eu quero ver uma igreja que esteja firmada na doutrina dos apóstolos, que não seja levada pelos ventos de doutrinas estranhos às Escrituras como a igreja de Jerusalém (At 2.42).
Que não ceda a outro evangelho, mas que ponha à prova os falsos mestres neopentecostais com seu misticismo cego e anti-bíblico, a teologia da prosperidade consumista e avarenta, mas que seja fiel doutrinariamente como Éfeso (Ap 2.2).
Que cada crente tenha sua Bíblia aberta e uma fome insaciável da Palavra de Deus.
Que seja um estudante da Escritura.
Que tenha tanto fervor a Palavra pregada quanto a poesia musical dos louvores.
Como disse Hernandes D. Lopes em seu livro Piedade e Paixão: “Infelizmente, a tendência contemporânea está inclinada a remover a centralidade da Palavra de Deus em favor da liturgia. O culto está sendo transformado num festival musical, em que o som e as cores tomaram o lugar do púlpito; os cantores tomaram o lugar do pregador e desempenho no lugar da unção. A falta de atenção à pregação da Palavra é um sinal da superficialidade da religião em nossos dias”.
Almejo ver uma ortodoxia, mas uma ortodoxia viva, santa, humilde e missionária.
Em que os tomos de teologia estejam abertos, mas também a piedade seja evidenciada.
Uma igreja que a Bíblia esteja no coração e o joelho na oração.
Uma igreja que tenha temor de Deus e prazer em está com Ele.
Uma igreja que tenha profunda comunhão interna e grande simpatia dos de fora.
Como orava o teólogo congregacional Jonathan Edwards pedindo luz na cabeça e fogo no coração.
Há como eu quero ver uma igreja (santos) que ame está na igreja (templo).
Que esteja na igreja para contemplar a beleza do Senhor (Sl 27.4), porque nesse lugar há alegria (Sl 122.1), há direção (Sl 73.17) e felicidade (Sl 84.4).
Que não deixe de congregar, como é costume de alguns (Hb 10.25).
Que ir a igreja frequentemente não é símbolo de fanatismo, mas de fome de Deus (At 2.41-47).
Seria isso utopia eclesiástica?
Romantismo?
Perfeccionismo religioso?
Ou a igreja sem mácula e rugas descrita em Efésios 5:27 “para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, porém santa e sem defeito”.
Não sou adepto do perfeccionismo como era John Wesley, que defendia a santificação plena neste mundo.
Entretanto, quero ver santidade e ser santo;
Quero ver uma igreja que esteja no mundo, mas que não seja mundana.
Que ajunte um tesouro no céu, que ame a Deus e não o mundo, que beba o cálice da salvação, que seja sal da terra e luz do mundo.
Essa é a noiva do cordeiro.

Pr. Anderson J de Andrade Firmino

*Extraído do blog do Pr Daniel Sales Acioli

sábado, 25 de maio de 2013

O REINO DE DEUS

O reino de Deus tem sido confundido com o reino da terra, a busca e a procura por estabilidade financeira e sucesso tem se tornado projeto de muitos, e essa proposta mundana (em sua essência) tem invadido os limites territoriais da igreja, é que essa proposta tem se tornado o alvo principal de muitos crentes com algumas poucas exceções.

O reino de Deus não é um conceito material, e sim abstrato, formado de valores e atributos vindos de Deus que é espírito (Jo.4:24), portanto, não se constitui de aparência exterior (Lc.17:20), sendo assim não se pode adaptá-lo à aparência material expressa através de estabilidade financeira e sucesso, porque foge à própria característica e proposta de reino de Deus que encontramos nas Escrituras Sagradas.
O reino de Deus é o reino da subversão aos valores mundanos (sucesso, finanças, glória humana...), é o reino dos pobres de espírito, dos que choram dos mansos dos misericordiosos, dos limpos de coração, dos pacificadores, dos que sofrem perseguição por causa da justiça (Mt.5:2-10).O reino de Deus está no meio de pessoas assim (Lc.17:21),é um reino que não tem “glamour”, não tem estratégica de marketing, pois quem precisa desses artifícios é o reino terreno que precisa de aparência para ser visto, que precisa de súditos ávidos por poder e gloria e que desejam sempre materializar “bênçãos”, o reino de Deus não precisa de mágicas que materializem desejos,ele é o reino Daquele que “é” como única explicação de existência,”...Eu Sou o que Sou.” (Ex.3:14) .Se essa explicação somente vale para você, bem vindo ao reino de Deus, se não o materialismo do reino terreno pode lhe ser interessante!

Àquele que nem mesmo poupou o Seu único filho por amor de nós, seja toda glória.

"Não andeis, pois, inquietos, dizendo: Que comeremos, ou que beberemos, ou com que nos vestiremos?(Porque todas estas coisas os gentios procuram). De certo vosso Pai celestial bem sabe que necessitais de todas estas coisas; Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas". Mateus 6:31-33. (grifo nosso)

*Extraído do blog Sola Scriptura

quinta-feira, 23 de maio de 2013

TATUAGEM É PECADO OU CULTURA?

Artigo interessante sobre tatuagem, da Igreja Batista Renovada: O cristão deve tatuar-se?? O que a Bíblia diz sobre o assunto??? Leia o artigo:


Vejamos alguns pontos que comprovam ser pecado:

1. A tatuagem pode expressar anarquismo e rebeldia!

A onda atual que inclui o piercing vem dos hippies e punks e da influência do rock pesado. Essa herança comunica rebeldia a Deus, à família e às autoridades. Defende a liberdade sexual e a Nova Era (Ef 5.6-13; I Ts 5.22; Cl 3.17; 2.6).

2. A tatuagem pode ser um sinal de propriedade e pacto místico

"Na antiguidade, a tatuagem associava-se ao culto dos deuses demoníacos e era praticada durante ritos dedicados por feiticeiros. O sangue que brotava das feridas, o qual, segundo criam, levava consigo os espíritos malignos." "Dá idéia de consagração." O pacto era feito para se incorporar a entidade do desenho: escorpião, demônios (I Cor. 10.20-21)

3. A Tatuagem condenada na Bíblia

Para que algo seja considerado pecado, basta que o conceito do pecado esteja na Bíblia, ainda que não seja de forma direta, porém a respeito da tatuagem, há sim algo a seu respeito no VT:

Levítico 19.28 - NVI - Nova Versão Internacional da Bíblia: "Não façam cortes no corpo por causados mortos, nem tatuagens em si mesmos"
A Torá -tradução judaica: "... e escrita de tatuagem não porei em vós". 
Deus aprovaria algo que chega a mutilar o templo do Espírito Santo? Veja o alerta que a Bíblia faz em I Cor 3.16-17. 

4. O Cristão pode usar Tatuagem?

Para muitos a tatuagem é apenas uma questão cultural. Entretanto, 
"o Evangelho nunca foi e nunca será o hóspede da cultura; ele é sempre será o seu juiz e redentor," pois parte dela é demoníaca.'' O cristão muitas vezes vive na contramão da cultura e não em favor dela. (Tg 4.4; I Jo 2.15; Rm 12.1-2). 

05. Por que devo considerar tatuagem como pecado?

1. Ela traz escândalo ou fere a consciência alheia (Mt 18.7; Rm 14.21)
2. Ela deforma a dignidade humana (II Cor 4.2;C13.17; I Cor 6.12)
3. Ela dá lugar à carne, envolve magia, ocultismo, idolatria, exploração, malignidade (Gl 5.13;Cl 3.17;IPd 1.14-25)
4. Ela apresenta alguma aparência do mal, pois sempre causa polêmica (I Ts 5.22; Ef 5.8; Mt 5.13-16)
5. Ela leva o praticante a violar a autoridade dos pais, pastor, governo (Rm 13.2; Tt 1.9-10)
6. Ela traz dúvidas ao coração ou à consciência (Rm 14.22; I Jo 3.20)
7. Ela não traz edificação ou a glória de Deus (I Cor 6.19-20; 10.23)

Conclusão: 
As perguntas abaixo guiarão você a decidir se deve ou não tatuar-se:
1. Isto prejudicará outros ou fará mal ao meu corpo? (I Cor 8.9-13);
2. Em meu lugar, o que faria Jesus? (I Pd 2.21;1 Jo 2.6; C12.6; Jo 13.15);
3. Posso testemunhar da minha fé enquanto faço isso? (I Pd 3.15);
4. Minha consciência terá paz se eu fizer assim? (ITm 1.19;1 Jo 3.10);
5. Meu pastor está de acordo com essa atitude? (Hb 13.7,17; Rm 13.2).

Conforme a confissão de Westminster, "Todo o conselho de Deus concernente a todas as coisas necessárias para a glória Dele e para a salvação, fé e vida do homem, ou é expressamente declarado na Escritura ou pode ser lógica e claramente deduzido dela".

terça-feira, 21 de maio de 2013

A IMPORTÂNCIA DA PREGAÇÃO DA PALAVRA DE DEUS NOS NOSSOS CULTOS


“Porque pela Palavra de Deus e pela oração é santificada. Propondo estas coisas aos irmãos, serás bom ministro de Jesus Cristo, criado com as palavras da fé e da boa doutrina que tens seguido”. I Tm 4.5,6

“E que desde a tua meninice sabes as Sagradas Escrituras, que podem fazer-te sábio para a salvação, pela fé que há em Cristo Jesus. Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça; Para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra”. II Tm 3. 1-17

“CONJURO-TE, pois, diante de Deus, e do Senhor Jesus Cristo, que há de julgar os vivos e os mortos, na sua vinda e no seu reino, que pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina. Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina...”. II Tm 4 1-3ª

De sorte que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus”. Rm 10.17


Pelo conteúdo acima, além de outros não citados, percebemos a importância da pregação da Palavra de Deus, como alimento e fortalecimento espiritual para a vida da igreja. 

A pregação da Palavra de Deus foi o meio prescrito por Deus para salvação, santificação e fortalecimento da Igreja. A pregação da palavra produz fé, traz conhecimento da verdade, encoraja os crentes a terem esperança na vida eterna e também a suportarem o sofrimento. A pregação da Palavra de Deus é a ferramenta mais importante do Pastor, para o crescimento e edificação espiritual da igreja. 

De forma panorâmica podemos destacar que a pregação da Palavra de Deus teve seu papel de destaque na história do povo de Deus. Vejamos:


No Antigo Testamento é notório que a renovação, a comunhão com Deus, o arrependimento e a aproximação de Deus era precedida do retorno as Escrituras Sagradas:

No tempo do Rei Josias, o sumo sacerdote Hilquias, achou as Escrituras ora esquecida pelos antecessores de Josias, vejamos: “...Achei o livro da lei na casa do SENHOR...” II Rs 22.8; esse Livro foi lido (pregado) e resultou em um grande avivamento e retorno de Israel ao Senhor Deus, vejamos: “Também Safã, o escrivão, fez saber ao rei, dizendo: O sacerdote Hilquias me deu um livro. E Safã o leu diante do rei. Sucedeu, pois, que, ouvindo o rei as palavras do livro da lei, rasgou as suas vestes. E o rei mandou a Hilquias, o sacerdote, a Aicão, filho de Safã, a Acbor, filho de Micaías, a Safã o escrivão e a Asaías, o servo do rei, dizendo: Ide, e consultai o SENHOR por mim, pelo povo e por todo o Judá, acerca das palavras deste livro que se achou; porque grande é o furor do SENHOR, que se acendeu contra nós; porquanto nossos pais não deram ouvidos às palavras deste livro, para fazerem conforme tudo quanto acerca de nós está escrito”. II Rs 22. 10,11, 13

No tempo de Esdras e Neemias o arrependimento e o retorno a Deus foi precedido pela pregação das Escrituras, vejamos: “E Esdras, o sacerdote, trouxe a lei perante a congregação, tanto de homens como de mulheres, e todos os que podiam ouvir com entendimento, no primeiro dia do sétimo mês. E leu no livro diante da praça, que está diante da porta das águas, desde a alva até ao meio dia, perante homens e mulheres, e os que podiam entender; e os ouvidos de todo o povo estavam atentos ao livro da lei. E Esdras, o escriba, estava sobre um púlpito de madeira, que fizeram para aquele fim; e estava em pé junto a ele, à sua mão direita, Matitias, Sema, Anaías, Urias, Hilquias e Maaséias; e à sua mão esquerda, Pedaías, Misael, Melquias, Hasum, Hasbadana, Zacarias e Mesulão. E Esdras abriu o livro perante à vista de todo o povo; porque estava acima de todo o povo; e, abrindo-o ele, todo o povo se pôs em pé. E Esdras louvou ao SENHOR, o grande Deus; e todo o povo respondeu: Amém, Amém! levantando as suas mãos; e inclinaram suas cabeças, e adoraram ao SENHOR, com os rostos em terra. E Jesuá, Bani, Serebias, Jamim, Acube, Sabetai, Hodias, Maaséias, Quelita, Azarias, Jozabade, Hanã, Pelaías, e os levitas ensinavam o povo na lei; e o povo estava no seu lugar. E leram no livro, na lei de Deus; e declarando, e explicando o sentido, faziam que, lendo, se entendesse. E Neemias, que era o governador, e o sacerdote Esdras, o escriba, e os levitas que ensinavam ao povo, disseram a todo o povo: Este dia é consagrado ao SENHOR vosso Deus, então não vos lamenteis, nem choreis. Porque todo o povo chorava, ouvindo as palavras da lei”. Neemias 8. 2-9
E, levantando-se no seu lugar, leram no livro da lei do SENHOR seu Deus uma quarta parte do dia; e na outra quarta parte fizeram confissão, e adoraram ao SENHOR seu Deus”. Neemias 9.3

No Novo Testamento o próprio Jesus dedicou todo seu ministério pregando e ensinando a Palavra de Deus. A pregação também foi primordial no ministério da Igreja primitiva, podemos citar homens que enfatizaram a pregação como o grande Apóstolo Paulo, Pedro, Barnabé, Apolo, Felipe, Estevão, etc.
Observamos também ao logo da história da Igreja a forte ênfase na pregação, como na Reforma do sec XVI, no Avivamento Puritano do Sec XVII, na Inglaterra e no grande avivamento do Sec XVIII, a pregação poderosa do Sec XIX, com Charles Spurgeon, Joseph Parker, Alexander Maclaren, Alexander Whyte, etc.
Enfim, é notório que sem a ênfase na pregação da Palavra de Deus a igreja perde a sua força, perde seu crescimento sadio, sua comunhão se torna prejudicada e consequentemente torna-se um alvo fácil para o diabo. Sem a pregação da Palavra de Deus, como elemento central, estaremos gerando cristãos fracos na fé, sem forças para reação as adversidades, desnutridos e mornos espiritualmente e presas fáceis às heresias ou desvios doutrinários.


Com isso, o que nos chama a atenção é que nesses últimos tempos, mesmo com toda a importância no tocante a pregação da Palavra de Deus temos notado infelizmente, cada vez mais, a escassez do tempo para a ministração da Palavra de Deus, nos nossos cultos. 

Hoje, o que temos observado é que se tem tempo para tudo, menos para a ministração da Palavra de Deus, canta um, canta outro, canta um conjunto, canto outro, toca uma banda, toca outra, se apresenta peças teatrais, testemunhos que são mais “tristemunhos” do que outra coisa... E quando se vê não há mais tempo para a ministração da Palavra de Deus. Que pena!!! 

Quanto ao Pregador se escolhe qualquer um, mesmo sem ter sido avisado para o devido preparo, mesmo que não seja vocacionado e ainda lhe diz o velho “chavão”: “Olha irmão, não há mais tempo... fala ai uns 10 ou 15 minutinhos e está bom... ” Que Pena!!! 

Sabemos que Deus fala de diversas formas, através dos louvores, dos testemunhos, etc... Mas no momento da pregação da Palavra é onde Deus usa seus ministros, chamados e vocacionados para alimentar seu rebanho, fortalecê-los, ajudá-los, renová-los, e ainda resgatar os perdidos, ensinar os incautos, etc. 

Fica aqui meu alerta, uma igreja saudável tem adoração, testemunhos, ofertas, mas prioritariamente tem tempo adequado para a ministração da Palavra de Deus. 

Ainda quanto ao Pregador ressalto que não deve ser escolhido apenas aquele que fala bem, ou aquele que se veste bem, ou ainda porque é um assíduo cooperador, mas aquele que é chamado, vocacionado e separado por Deus para esse ofício nobre, como o Pastor, o Evangelista, O Profeta, O Mestre, o Doutor da Palavra... O Ministro do Evangelho. Ef 4.11-15.

Por tudo isso, o grande pregador e Apóstolo Paulo orientou seu cooperador e amigo Timóteo: “CONJURO-TE, pois, diante de Deus, e do Senhor Jesus Cristo, que há de julgar os vivos e os mortos, na sua vinda e no seu reino. Que pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina. Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina... “. II Tm 4. 1-3ª

É isso, que Deus nos abençoe. Sola Scriptura.

Pr Pedro Pereira

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Eu confio no teu amor

"Até quando, Senhor? Para sempre te esquecerás de mim? Até quando esconderás de mim o teu rosto?
Até quando terei inquietações e tristeza no coração dia após dia? Até quando o meu inimigo triunfará sobre mim?
Olha para mim e responde, Senhor meu Deus. Ilumina os meus olhos, do contrário dormirei o sono da morte;
os meus inimigos dirão: "Eu o venci", e os meus adversários festejarão o meu fracasso.
Eu, porém, confio em teu amor; o meu coração exulta em tua salvação.
Quero cantar ao Senhor pelo bem que me tem feito". Salmos 13:1-6

Salmo de Davi, o que me chama a atenção é que depois de reconhecer sua limitação, fraqueza, luta, sensação de solidão e de derrota...ele não diz que confia na sua FÉ, na sua CORAGEM, na sua PERSISTÊNCIA, na sua HABILIDADE, na sua CHAMADA, na sua UNÇÃO, etc. mas diz: "confio no TEU AMOR". Seu coração se alegra depois de se lembrar que Deus o ama e por isso tinha certeza que venceria. Amigos, Deus não nos dá vitória porque somos "fortes", porque somos "melhores", mas porque nos AMA. 

Que Deus nos abençõe para compreendermos que o AMOR de Deus é maior que tudo, é a nossa vitória, como disse o Apostolo São Paulo "Mas, em todas estas coisas somos mais que vencedores, por meio daquele que nos AMOU" Romanos 8:37. 

Sola Scriptura. 

Pr Pedro Pereira.

Os amigos, como precisamos deles.

Como precisamos de amigos nos momentos difíceis, pois o que se percebe é que somente os verdadeiros amigos estão presente nos momentos difíceis, e eles nos fazem muito bem...são raros, mas os poucos que existem nos fazem muito bem, vejamos o que o salmista disse: "O SENHOR está comigo entre aqueles que me ajudam...". Sl 118.7a.


Sim, o Pai celestial é o nosso supremo ajudador, mas quem disse que não precisamos de um ombro amigo quando passamos por adversidades, quando ficamos tristes, quando nos angustiamos, quando o vento sopra ao contrário, quando o mar se agita, quando o coração aperta, quando as lágrimas rolam?

Amigos e irmãos ajudadores são essenciais na superação das calamidades e aflições da vida. A presença do Senhor, juntamente com a dos ajudadores, nos dará a força necessária para suportar perseguições, injustiças e qualquer outro tipo de situação que provoque em nós algum nível de sofrimento.

Assim como o salmista, o apóstolo Paulo entendeu também a necessidade que temos de ajudadores cooperando com Deus no alívio de nossas tribulações: "Posso todas as coisas naquele que me fortalece. Todavia, fizestes bem em tomar parte na minha aflição". Fp 4.13-14.
Perceba que o apóstolo afirmou poder todas as coisas no Senhor, mas não descartou a importância da ajuda recebida dos filipenses em sua aflição.

O próprio Senhor Jesus necessitou do apoio de seus discípulos e amigos em situações de grande tensão e angústia: "Então, chegou Jesus com eles a um lugar chamado Getsêmani e disse a seus discípulos: Assentai-vos aqui, enquanto vou além orar. E, levando consigo Pedro e os dois filhos de Zebedeu, começou a entristecer-se e a angustiar-se muito. Então, lhes disse: A minha alma está cheia de tristeza até à morte; ficai aqui e vigiai comigo". Mt 26.36-38.

O pedido de Jesus é comovente: “Ficai aqui e vigiai comigo”. 

O Senhor buscou o Pai em oração, e ao mesmo tempo valorizou a ajuda e a presença dos seus amigos. Que Deus nos conceda verdadeiros irmãos e amigos. 

Sola Scriptura. 

Pr Pedro Pereira