sexta-feira, 11 de maio de 2018

Transferência de unção? O que é isso?

Após assistir um pregador famoso, num congresso famoso pentecostal, usando um lençol por cima de pregadores novos e alegando estar fazendo uma transferência de unção daquele pregador para eles, fiquei perplexo. Onde erramos? Quando nos desviamos do evangelho simples e genuíno? 

Jesus nunca ensinou isso, nunca li em Atos, onde conta a história da igreja do primeiro século, os apóstolos ensinando ou fazendo tal absurdo. 


Orar impondo as mãos para cura das enfermidades, para expulsar demônios, para receber o dom do Espírito Santo, nada tem a ver com essa tal "transferência de unção", pois são coisas distintas. Na primeira situação fica nítido que quem opera é o Espírito de Deus, através da graça e em nome de Cristo; já nessa segunda situação, percebemos uma transferência do que está no tal ungido, como se a fonte do poder fosse do ungido e não de Deus, como se o controle disso estivesse nele, dando a quem ele quer, quando o tal ungido quiser, sem dizer que, a centralidade de Deus se perde e dá lugar ao homem, como o centro desse poder (Is 42.8).

Citar passagens do V.T. também não corrobora em nada, pois um analise sincera dos textos revelam que essa doutrina é fruto de uma má interpretação.

No exemplo de Nm 11, que fala da passagem de Moises e os setenta anciãos, é preciso atentar para alguns detalhes, pois uma leitura superficial nos leva a uma interpretação errônea, veja esse texto “Então o Senhor desceu na nuvem, e lhe falou; e, tirando do espírito, que estava sobre ele, o pôs sobre aqueles setenta anciãos; e aconteceu que, quando o espírito repousou sobre eles, profetizaram; mas depois nunca mais” (Num 11.25).

Na passagem em apreço o escritor usa uma figura de linguagem para dizer em outras palavras que Deus deu o mesmo Espírito Santo que estava operando em Moises para os Setenta, a fim de exercerem a mesma obra de Moises, pois sabemos que quem opera é Deus e não Moises, se continuarmos lendo o texto perceberemos que os anciãos profetizaram, pois foram cheios do Espírito Santo e não do espírito de Moisés.

É bom deixar claro que essa decisão partiu de Deus e não de Moises (Nm 11.17)

Fica tudo mais claro quando lemos o versículo 29, veja: “Porém, Moisés lhe disse: Tens tu ciúmes por mim? Quem dera que todo o povo do Senhor fosse profeta, e que o Senhor pusesse o seu espírito sobre ele!” (V29). Entenderam? O Espírito era de Deus, Deus é quem dá a quem quer e quando quer para um propósito especifico (I Co 12.7,11). 

Já na passagem de II Rs 2, que fala sobre Elias e Eliseu, Eliseu pede, para Elias, a poção dobrada do Espírito do teu espirito, e o próprio Elias diz a ele que o que ele pediu era muito difícil, haja vista Elias saber que não era dele o poder, mas do Espírito de Deus. Elias então profetiza a Eliseu dizendo que se ele o visse sendo tomado ao céu isso se cumpriria, entendendo que Eliseu queria ter o Espirito de Deus e fazer dobrado o que Elias fez.

Eliseu, então foi perseverante e acompanhou Elias em tudo, quando de repente ele foi levado ao céu na presença de Eliseu, por isso a profecia se cumpriu e Eliseu foi dobradamente cheio do Espírito de Deus. Isso nada tem a ver com “transferência de unção”. É bom ressaltar que a escolha de Eliseu, para substituir Elias partiu de Deus e não de Elias.

Uma das regras da hermenêutica bíblica (a arte ou ciência de interpretar textos bíblicos) é que quando o texto em foco está obscuro é necessário recorrer ao contexto e aos textos paralelos. Uma doutrina bíblica tem de estar em acordo com toda a Escritura, pois a Escritura explica a própria Escritura.

Entendo isso, observe atentamente a primeira carta de João, no capitulo 2, onde o apóstolo nos esclarece o seguinte: “Mas vocês têm uma unção que procede do Santo, e todos vocês têm conhecimento” (1 João 2:20 - NVI). Entenderam? A unção vem de Deus e não do homem. (grifo nosso).

E para ficar mais claro, veja o verso 27: “Quanto a vocês, a unção que receberam dele permanece em vocês, e não precisam que alguém os ensine; mas, como a unção dele recebida, que é verdadeira e não falsa, os ensina acerca de todas as coisas, permaneçam nele como ele os ensinou” (1 João 2:27 - NVI). Atentaram a expressão? Veja: “...a unção que receberam dele permanece em vocês...”. Logo, a unção é de Deus, é Ele quem nos dá, e mais PERMANECE em nós. 

Portanto, não existe a tal de “transferência de unção”, biblicamente falando, como os falsos pregadores estão ensinando, pois a Unção é de Deus, Ele dá a quem quer, para um propósito Dele, e é intransferível. 

Lembre-se, quando Deus quiser dar a sua unção a alguém, Ele o faz diretamente. É isso.

Voltemos ao Evangelho simples e genuíno.

Sola Scriptura 
Pr Pedro Pereira

sábado, 5 de maio de 2018

"Eu sou a videira; vocês são os ramos. Se alguém permanecer em mim e eu nele, esse dá muito fruto; pois sem mim vocês não podem fazer coisa alguma" João 15:5.

Jesus, nosso Deus e Senhor, nos deixa claro que nossa dependência Dele é total e absoluta ao dizer: "... pois sem mim vocês não podem fazer coisa alguma".

A relação entre a videira e seus ramos ou galhos representam perfeitamente essa relação. O galho fora da arvore secará e morrerá, assim também acontece conosco, fora da comunhão de Cristo nosso destino é morrer e secar, espiritualmente.

As intempéries não matam os galhos, observe as chuvas, o frio, o calor, os ventos, eles não podem matar o galho enquanto ele estiver na árvore, assim também somos nós, enquanto estivermos em Cristo. Ligados Nele poderemos frutificar muito na estação própria.

Lutas virão, problemas também, e com eles as aflições, tribulações, perseguições, decepções, e toda sorte de males para tentar nos destruir, espiritualmente, mas em Cristo, com Cristo e por Cristo seremos vencedores. Há vida em Cristo. Mantenha a sua comunhão com Cristo, teu salvador, pois só assim seremos perfeitamente salvos e ajudados.

Quando Cristo diz "permanecer", Ele está querendo dizer para nos mantermos em comunhão com Ele, em outras palavras, ore, busque o Reino de Deus, peça forças ao Pai e continue lutando, com o auxilio do Espirito Santo, se santifique, se purifique, estude as Escrituras e faça a vontade do Pai. É isso.

Que Deus em Cristo nos abençoe. Somos totalmente dependentes de Cristo.

Solus Christus
Pr Pedro Pereira

Palavras matam

"Eu, porém, vos digo que qualquer que, sem motivo, se encolerizar contra seu irmão, será réu de juízo; e qualquer que disser a seu irmão: Raca, será réu do sinédrio; e qualquer que lhe disser: Louco, será réu do fogo do inferno" Mateus 5:22


Nesse texto Jesus repete um preceito eterno que fala sobre o assassinato (vers 21). Ao ensinar que não devemos cometer assassinato, o termo foi traduzido erroneamente por "não mataras", mas os estudiosos sabem que no original o sentido exato é "não cometeras assassinato". Isso fala do assassinato ao inocente, pois para o culpado era previsto por Deus a pena capital (Gn 9.6, Lv 24.21, Dt 13. 6,8-11)

Jesus, então, vai além e mostra que na ótica divina o assassinato não é só aquele que literalmente tira a vida, do inocente, mas aquele que também por palavras matam pessoas inocentes.

Jesus detalha esse principio e expõe que quem se ira, sem motivo, contra um inocente e o chama de "raca" ou ainda o chama de louco, será réu de juízo e do inferno.

A expressão "Raca" é um palavra grega, extraída de um termo semita que significa "alguém de cabeça vazia", ou um idiota, um imprestável, isso no sentido de desprezar, de inferiorizar, um inocente. No mesmo sentido o termo louco ou insensato, inútil, também no sentido de humilhar, desprezar ou ferir um inocente.

Jesus estava ensinando que palavras ditas com raiva e que tem por intenção destruir, menosprezar, humilhar ou envergonhar um inocente, pode mata-lo espiritualmente, e dependendo da situação induzi-lo a tirar a própria vida de tanta tristeza. Palavras assim podem roer por anos uma vida, matando aos poucos e tirando a alegria de viver de alguém, inocente, podem também destruir famílias inteiras, causar estragos irreparáveis em famílias, nas igrejas. Os que praticam isso, Jesus chama de assassino, consequentemente se tornam réu de juízo e castigo no inferno.

Queridos, devemos usar as palavras para abençoar, para ajudar, para estimular, para levantar, para trazer vida. Se isso não for possível, se cale, mas não seja um assassino.

Com a palavra o sábio Salomão: "A resposta calma desvia a fúria, mas a palavra ríspida desperta a ira. A língua dos sábios torna atraente o conhecimento, mas a boca dos tolos derrama insensatez... O falar amável é árvore de vida, mas o falar enganoso esmaga o espírito". Provérbios 15:1,2,4.

Que Deus nos abençoe.

Sola Gratia
Pr Pedro Pereira

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

Igreja. Resgatando o que se perdeu. Parte II.

"Orando em todo o tempo com toda a oração e súplica no Espírito, e vigiando nisto com toda a perseverança e súplica por todos os santos" Efésios 6:18.

Outro resgate de suma importância é o culto com ORAÇÃO. Sou do tempo que antes de qualquer programação na igreja, inclusive os ensaios de conjuntos e corais, iniciava-se sempre com um período de 30 min de oração.

Ao chegar no culto encontrávamos todos de joelhos, principalmente a liderança. Somente após o amém do dirigente do culto que os crente se levantavam. Diferentemente, hoje, o que encontramos, no inicio do culto, são pessoas nos corredores e na entrada da igreja papeando, conversando, e atrapalhando os poucos que querem orar.

A oração tinha preeminência e importância na vida da igreja. Pelo menos um dia da semana o culto era reservado somente para oração.

As vigílias... Ah! essas eram de oração. Hoje observando essas pseudovigílias modernas nos deparamos com tudo: pulo, cantarola, etc; Cantores gospel e pregadores "avivalistas" querendo se aparecer para arrumar "agendas", mas, o que menos vemos é um período de oração piedosa.

Lembro-me das campanhas de oração, quero ressaltar que é a única campanha que aprovo, a verdadeira campanha, a campanha de oração. As campanhas eram períodos, com inicio e fim predeterminados, onde os crentes se reuniam, no templo ou nas casas, para orarem por um determinado propósito, era um clamor unanime da igreja a Deus, em favor de algo ou alguém.

Como diz um pastor amigo meu - "a oração é a vida da igreja". A oração deve fazer parte da liturgia de uma igreja salutar e verdadeiramente cristã, além disso é a ação mais básica de uma igreja que quer ser parecida com a igreja primitiva, dos primeiros cristãos (At 2.42; 4.31; 12.5).

Oração fala de dependência de Deus, logo uma igreja que prioriza a oração mostra-se dependente de Deus, demonstra com atitudes sua plena comunhão com o Senhor da Igreja, sendo assim torna-se mais sensível a voz e a vontade de Deus.

A igreja que ora, produz crentes santificados (1 Tm 4.5).

"E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra" 2 Crônicas 7:14.

Voltemos a simplicidade do Evangelho. Voltemos a oração. Que voltem os períodos e cultos com oração. 

Sola Scriptura
Pr Pedro Pereira

Igreja. Resgatando o que se perdeu. Parte I.

Quando eu digo resgatando, quero dizer trazer de volta na sua essência, o que em muitos lugares já negligenciaram, ou abandonaram de vez.

O pragmatismo e a influência televisiva de programas neo pentecostais tem refletido em nossas igrejas, com capa de novidade, mas que produz grandes estragos na saúde da igreja evangélica da atualidade.

Essa influência é negativa, espiritualmente falando, pois seu proposito final é de encher templos e arrecadar mais dinheiro, e o resultado disso é - igrejas cheias de almas vazias do verdadeiro cristianismo. A maioria estão atras de "bençãos" materiais ou que apenas lhe favoreçam, não pensam no Reino de Deus. A visão eclesiástica é substituída pela visão empresarial (2 Pe 2.1-3).

Por isso, a importância desse resgate é fundamental, pois como resultado teremos igrejas mais saudáveis, cristãos mais maduros e uma hegemônica identidade.

Devido o espaço escasso faremos, nessa postagem, a abordagem apenas do primeiro resgate: Os cultos com ensinamento, ou doutrina.

Precisamos resgatar os nossos cultos com ensinamento ou doutrina.

Doutrina aqui é conjunto das ideias básicas contidas no cristianismo verdadeiro. Quando me refiro ao ensinamento das doutrinas básicas do cristianismo, não estou falando de perder tempo com coisas passageiras, regionais e terrenais como costumes, usos, etc. Falo de soteriologia, eclesiologia, bibliologia, escatologia, cristologia, pneumatologia, harmatiologia, heresiologia, ética cristã, etc. Lógico, que para isso, se exigirá um preparo teológico melhor por parte dos ministros e pastores.

A maioria dos nossos irmãos não sabem defender a sua fé, não conhecem nada sobre o que a bíblia diz sobre esse ou aquele assunto. Muitos acabam virando "papagaios de piratas", ou seja, apenas repetem o que ouvem sempre, mas não sabem o porque, como, quando, onde, etc. Por isso, se tornam presas fáceis as heresias e modismos heréticos que aparecem a todo o momento em muitas lugares pseudocristãos.

Infelizmente, em muitos lugares, os cultos com ensinamento foram substituídos por campanhas pragmáticas como: campanha de libertação, da vitoria, da restituição, etc. a molde da liturgia neo pentecostal, que não edificam, mas cumprem seu papel de encher templos e arrecadar dinheiro. Já em outros lugares mantem no nome, culto de ensinamento, mas o que vemos é "cantarola", testemunhos, enrolação, etc., menos ensinamentos das doutrinas cristãs. Devo ressaltar, até por justiça, que ainda existe igrejas e pastores compromissados com o ensinamento cristão verdadeiro, mesmo sendo minoria.

Reconheço que temos pastores, e eu conheço vários, com vida piedosa, exemplos de vida cristã, mas que carecem de um preparo melhor no campo teológico. Esquecem do quesito "Aptos para ensinar" (1 Tm 3.2) e o "manejar bem a palavra de verdade" (2 Tm 2.15).

Jesus dividia seu ministério, pregando e principalmente ensinando (Mt 11.1). Eu não vejo Jesus e seus discípulos com "campanhas pragmáticas". A igreja do Senhor Jesus precisa ser ensinada, não para formar adeptos, arrecadar dinheiro ou fazer demonstrações de conhecimento ou ainda exercício de intelectualidade bíblica. Mas, deve ser ensinada para formar discípulos, seguidores para o Senhor Jesus. (Mt 28.19). Somente assim teremos uma igreja saudável espiritualmente e cristãos maduros, parecidos com Cristo.

Termino com a palavra do apostolo Paulo, um ensinador, que nos revela o verdadeiro sentido e propósito de Deus em dar a igreja pastores e mestres:
"E ele designou alguns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas, e outros para pastores e mestres,
com o fim de preparar os santos para a obra do ministério, para que o corpo de Cristo seja edificado, até que todos alcancemos a unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus, e cheguemos à maturidade, atingindo a medida da plenitude de Cristo. O propósito é que não sejamos mais como crianças, levados de um lado para outro pelas ondas, nem jogados para cá e para lá por todo vento de doutrina e pela astúcia e esperteza de homens que induzem ao erro. Antes, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo" Efésios 4:11-15.

Que voltem os cultos com ensinamento, que o senhor dê a igreja pastores e mestres para - "... que todos alcancemos a unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus, e cheguemos à maturidade, atingindo a medida da plenitude de Cristo... e ainda "... que não sejamos mais como crianças, levados de um lado para outro pelas ondas, nem jogados para cá e para lá por todo vento de doutrina e pela astúcia e esperteza de homens que induzem ao erro".

Nas próximas postagens falaremos sobre os demais resgates necessários.

Sola Scriptura
Pr Pedro Pereira.

domingo, 14 de janeiro de 2018

O HOMEM E A SALVAÇÃO









A Salvação inicia com a Graça de Deus, depois continua sustentada pela Graça Deus e termina, na redenção final, com a Graça de Deus. É simples assim.

"Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie" Efésios 2:8,9.

Mas, e a participação humana? Ora, na obra redentora e salvífica, nenhuma.

Agora dentro da mecânica da salvação, ou dos benefícios dessa salvação, o homem pecador e destinado a morte, participa da seguinte forma: ouve a palavra de Deus e influenciado pela GRAÇA DE DEUS, tem seu arbítrio, outrora destruído e caído, liberto. (Rm 10.9-17, Tt 2.11; I Tm 2.4; At 17.30)

Então, influenciado pela graça de Deus, ao ouvir o chamado para salvação, aceita a redenção de Cristo ou a rejeita. (At 7.51; Hb 4.7)

Caso aceite essa dádiva, dada pela graça de Deus, recebe fé, se arrepende, é regenerado, justificado, e entra no processo de santificação, eleito em Cristo para a salvação eterna e participará da glória de Deus (Rm 8.1,14,17)

Caso rejeite, será condenado e permanecerá destituído da Glória de Deus. (Mc 16.16; Jo 3.16-18).

Pr Pedro Pereira

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

O Cristão e o domingo?





Mas, como fica a questão do Sábado?

O sábado é um estatuto perpétuo para Israel, e não para a igreja, veja: 

“Guardarão, pois, o sábado os filhos de Israel, celebrando-o nas suas gerações por aliança perpétua” Êxodo 31:16. 

“Em cada dia de sábado, isto se porá em ordem perante o Senhor continuamente, pelos filhos de Israel, por aliança perpétua” Levítico 24:8.

O sábado, na verdade, foi instituído por Deus, por ocasião da criação, como um princípio de descanso. O verbo hebraico “Shabbath” significa descansar. 

Numa tradução livre o verbo hebraico “Shabbath” ficaria assim - “cessar os labores e atividades”. Deus estava ensinando um princípio da necessidade do descanso após um período de trabalho. Esse princípio para Deus é santo, veja: “Lembra-te do dia de "sábado" (shabbath, descanso) para o santificar” (Êxo. 20:8).

Porém, com o advento da Lei mosaica esse princípio de descanso foi inserido nos 10 mandamentos, como algo a ser observado pelo povo de Israel. Acontece que dentro desses 10 mandamentos vamos encontrar os preceitos morais, que são princípios eternos a todos, e que quando descumpridos há penalidade, menos o 4º Mandamento, pois tem um caráter cerimonial e não moral, e que se tornou um estatuto perpétuo para Israel.

Os dez mandamentos:

1º “Não terás outros deuses diante de mim.”

2º “Não farás para ti imagem esculpida, nem figura alguma do que há em cima no céu, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não te encurvarás diante delas, nem as servirás; porque eu, o Senhor teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniquidade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam e uso de misericórdia com milhares dos que me amam e guardam os meus mandamentos.”

3º “Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão; porque o Senhor não terá por inocente aquele que tomar o seu nome em vão.”

4º “Lembra-te do dia do sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás, e farás todo o teu trabalho; “mas o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus. Nesse dia não farás trabalho algum, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o estrangeiro que está dentro das tuas portas. Porque em seis dias fez o Senhor o céu e a terra, o mar e tudo o que neles há, e ao sétimo dia descansou; por isso o Senhor abençoou o dia do sábado, e o santificou.”

5º “Honra a teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor teu Deus te dá.”

6º “Não matarás.”

7º “Não adulterarás.”

8º “Não furtarás.”

9º “Não dirás falso testemunho contra o teu próximo.”

10º “Não cobiçarás a casa do teu próximo, não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma do teu próximo.”

O próprio Jesus, bem como o apóstolo Paulo, como veremos abaixo, apontam o 4º mandamento como um preceito cerimonial para os Judeus e não moral. 

1. Jesus: 

Quando Jesus fala do sábado ele sempre o aponta como um rito cerimonial:

“E os fariseus, vendo isto, disseram-lhe: Eis que os teus discípulos fazem o que não é lícito fazer num sábado. Ele, porém, lhes disse: Não tendes lido o que fez Davi, quando teve fome, ele e os que com ele estavam? Como entrou na casa de Deus, e comeu os pães da proposição, que não lhe era lícito comer, nem aos que com ele estavam, mas só aos sacerdotes? Ou não tendes lido na lei que, aos sábados, os sacerdotes no templo violam o sábado, e ficam sem culpa? Pois eu vos digo que está aqui quem é maior do que o templo” Mateus 12:2-6

Jesus aqui aponta o sábado não como um principio moral, que não pode ser quebrado ou se quebrado que deva ser punido, mas o aponta como um simples rito do templo e que não cumprido Não implica em pena.

Jesus ainda alega que é maior que o sábado:

“Pois eu vos digo que está aqui quem é maior do que o templo. Mas, se vós soubésseis o que significa: Misericórdia quero, e não sacrifício, não condenaríeis os inocentes. Porque o Filho do homem até do sábado é Senhor” Mateus 12:6-8.

“E disse-lhes: O sábado foi feito por causa do homem, e não o homem por causa do sábado” Marcos 2:27.

No sermão do monte (Mt 5,6,7) Jesus faz uma repetição, como uma releitura, dos mandamentos e os dá uma melhor interpretação do ponto de vista divino, porém podemos observar que ele não cita o 4º mandamento, tendo em vista não ser um princípio moral a ser seguido por todos.

2. Paulo:

Já o apóstolo Paulo nos esclarece que a Lei foi substituída pela Graça de Deus e consequentemente a Lei Mosaica foi abolida. 

“Havendo riscado a cédula que era contra nós nas suas ordenanças, a qual de alguma maneira nos era contrária, e a tirou do meio de nós, cravando-a na cruz... Portanto, ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa dos dias de festa, ou da lua nova, ou dos sábados, Que são sombras das coisas futuras, mas o corpo é de Cristo” Colossenses 2:14,16,17.

“Sabendo que o homem não é justificado pelas obras da lei, mas pela fé em Jesus Cristo, temos também crido em Jesus Cristo, para sermos justificados pela fé em Cristo, e não pelas obras da lei; porquanto pelas obras da lei nenhuma carne será justificada... Porque eu, pela lei, estou morto para a lei, para viver para Deus” Gálatas 2:16.

Jesus veio cumprir toda a Lei Mosaica por nós, portanto agora não é mais necessário andar ou cumprir a Lei, exceto o que é principio divino.
“Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas: não vim abrogar, mas cumprir” Mateus 5:17.

E por quê? Porque nós não poderíamos cumprir a Lei e sermos justificados, somos pecadores e sempre falharemos. Jesus, então a cumpre perfeitamente por nós. Somos justificados em Cristo.

“Todos aqueles, pois, que são das obras da lei estão debaixo da maldição; porque está escrito: Maldito todo aquele que não permanecer em todas as coisas que estão escritas no livro da lei, para fazê-las... Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós; porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro” Gálatas 3:10,13.

Agora, é importante ressaltar que dentro desses preceitos da Lei, Jesus ensina que alguns são princípios morais que devem ser observados por todos, porém com muita sabedoria aponta um caminho que nos leva a cumprir toda a Lei moral ou seus princípios, sem legalismo.

“E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. Este é o primeiro e grande mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas” Mateus 22:37-40.

“Porque toda a lei se cumpre numa só palavra, nesta: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo” Gálatas 5:14.

Interessante, pois quem ama seu próximo, não assassina ninguém, não adultera, não rouba, não defrauda, não levanta falso testemunho, não tem inveja, ódio, porfia e assim vai.

Por que o Domingo foi instituído como o dia do descanso para o cristão?

Primeiro é necessário deixar claro que o domingo não é substituto do sábado cerimonial. Assim como não há nenhuma ordenança na Graça para a guarda do Sábado, também não há para o Domingo. Na Graça todos os dias são comuns, não há um mais santo que o outro, Veja:

“Um faz diferença entre dia e dia, mas outro julga iguais todos os dias. Cada um esteja inteiramente seguro em sua própria mente” Romanos 14:5.

Então porque os Cristãos usam o domingo como dia de descanso?

É importante lembrar que, para nós cristãos do mundo inteiro, Cristo é o centro de tudo. Os acontecimentos mais importantes do cristianismo aconteceram no domingo, como por exemplo, a ressurreição de Jesus (Jo 20). Após isso, a primeira aparição, de Jesus os seus discípulos, já ressurreto, foi no domingo (Jo 20.19, 26). Depois disso, os apóstolos se reuniam aos domingos (o primeiro dia da semana) para cultuar e para participarem da Ceia da comunhão:

“E no primeiro dia da semana, ajuntando-se os discípulos para partir o pão, Paulo, que havia de partir no dia seguinte, falava com eles; e prolongou a prática até à meia-noite” Atos 20:7

“No primeiro dia da semana cada um de vós ponha de parte o que puder ajuntar, conforme a sua prosperidade, para que não se façam as coletas quando eu chegar” 1 Coríntios 16:2

A partir daí o primeiro dia da Semana ficou conhecido entre os cristãos como o “dia do Senhor”:

“Eu fui arrebatado no Espírito, no dia do Senhor, e ouvi detrás de mim uma grande voz, como de trombeta” Apocalipse 1:10

Vamos ainda recorrer a história da igreja cristã, dos primeiros séculos:

A Didaché: “Mas a cada DIA do SENHOR…ajuntai-vos e partilhai do pão, e fazei vossas ações de graça após ter confessado vossas transgressões, para que o vosso sacrifício possa ser puro. Todavia não deixai ninguém que está em divergência com seu amigo agregar-se a vós, até que eles estejam reconciliados, para que o vosso sacrifício não possa ser profanado” (Didaché 14:1, Padres Ante-Niceianos Vol. 7, pg. 381)

Vejamos o que Inácio de Antioquia, que foi discípulo do apóstolo João, disse acerca do sábado, e qual é o dia do Senhor, segundo o que aprendeu com seu professor e apóstolo:

107 AD Inácio: “Não vos enganeis com doutrinas estranhas, nem com velhas fábulas, as quais não trazem nenhum proveito. Pois se nós vivêssemos ainda de acordo com a lei Judaica, nós reconheceríamos que não teríamos recebido a graça… Se, portanto, aqueles que foram trazidos da antiga ordem das coisas vieram à possessão de uma nova esperança, não mais observando o Sabbath (Sábado judaico), mas vivendo na observância do Dia do Senhor, na qual também nossa vida brotou novamente por Ele e por intermédio de Sua morte (Que alguns negam), por tal mistério nós recebemos fé, e contanto que soframos a fim de que nós possamos ser achados discípulos de Jesus Cristo, nosso único Mestre, como seríamos capazes de viver apartados dele por quem até mesmo os profetas estão procurando como seu Mestre uma vez que estes são seus discípulos no espírito?… Que todo amigo de Cristo guarde o Dia do Senhor como um festival, um dia de ressurreição, a coroa e chefe de todos os dias da semana. É um absurdo falar de Jesus Cristo com a língua , e fomentar na mente um Judaísmo que tem agora chegado a um fim, pois onde houver Cristianismo não pode haver Judaísmo… Estas coisas eu envio a vós, meus amados, não que eu saiba que algum de vós esteja em tal estado; mas desejo de antemão vos resguardar, antes que qualquer dentre vós caia nos anzóis de vãs doutrinas, mas para que possais melhor apegai-vos a uma completa certeza em Cristo… (Inácio, Epístola aos Magnesianos, capítulo 9. Padres Ante-Niceianos, Vol. 1, pg.62-63).

“No alvorecer do dia do Senhor, Ele ressuscitou dos mortos, de acordo com o que foi dito por ele mesmo: “Assim como Jonas esteve três dias e três noites no ventre da baleia, assim estará o Filho do homem também estará três dias e três noites no coração da terra. “(Inácio aos Trales 9: 2).

A Epístola de Barnabé - um dos documentos mais antigos da Igreja, anterior ao Apocalipse - dizia: “Guardamos o oitavo dia (o domingo) com alegria, o dia em que Jesus levantou-se dos mortos” (Barnabé 15:6-8).
110 AD Plínio: “eles tinham o hábito de se reunirem num determinado dia fixo antes que clareasse, quando cantavam hinos diversos a Cristo, como para um Deus, se uniam em um solene juramento de não praticar quaisquer atos iníquos, nunca cometerem qualquer tipo de fraude, roubo ou adultério, nunca em prestar um falso testemunho nem em negar uma responsabilidade quando fossem eles chamados para tal; após o que era costume deles se separarem e então se reunirem novamente para participar de uma boa refeição – mas comida de tipo frugal e inocente”.

Em meados do século II, encontra-se o famoso depoimento de S. Justino, escrito entre 153 e 155: “No dia dito do sol, todos aqueles dos nossos que habitam as cidades ou os campos, se reúnam num mesmo lugar. Leem-se as memórias dos apóstolos e os escritos dos profetas… Quando a oração está terminada, são trazidos e vinho e água… Nós nos reunimos todos, no dia do sol, porque é o primeiro dia, aquele em que Deus transformou as trevas e a matéria para criar o mundo, e também porque Jesus Cristo Salvador ressuscitou dos mortos nesse dia mesmo” (I Apologia 67, 3. 7).

150 AD Justino: “… aquele que tem perseguido e verdadeiramente perseguem a Cristo, se eles não se arrependerem, não deverão herdar nada no monte santo. Mas os Gentios, os quais têm acreditado Nele, e têm-se arrependido dos pecados que cometeram, receberão a herança junto com os patriarcas, profetas e dos homens justos descendentes de Jacó, mesmo que esses não guardem o Sabbath, nem são circuncidados, nem observem as festas. Com toda certeza eles receberão a santa herança de Deus” (Diálogo com Trifo, o Judeu, 150-165 AD, Padres Ante-Niceianos , vol. 1, pg. 207).

São Justino (†165), mártir, escreveu: “Reunimo-nos todos no dia do sol, porque é o primeiro dia após o Sábado dos judeus, mas também o primeiro dia em que Deus, extraindo a matéria das trevas, criou o mundo e, neste mesmo dia, Jesus Cristo, nosso Salvador, ressuscitou dentre os mortos“ (Apologia 1,67).

190 AD Clemente de Alexandria: “Ele cumpre os mandamentos de acordo com o Evangelho e guarda o “Dia do Senhor”, quase sempre ele lança fora maus pensamentos…glorificando a ressurreição do Senhor nele mesmo” (Ibid. Vii.xii.76.4).

200 AD BARDESANES: “Onde quer que estejamos, somos todos chamados segundo o nome dos Cristãos de Cristo. Em um dia, o primeiro da semana, nós nos reunimos em assembléia”.
200 AD Tertuliano: “Nós solenizamos o dia posterior ao Sábado em distinção àqueles que chamam a esse dia seu Sabbath” (Apologia de Tertuliano, Cap. 16).

200 AD Tertuliano: “Segue de acordo que, da mesma maneira que as abolições da circuncisão carnais e da antiga lei são demonstradas como tendo sido consumadas aos seus específicos tempos, assim também a observância do Sabbath é demonstrada ter sido temporária” (Uma Resposta aos Judeus 4:1, Padres ante-niceianos Vol. 3, pág. 155).

220 AD Orígines: “No Domingo, nenhuma das ações do mundo deveriam ser feitas. Quando então, abstenhai-vos de todas as obras deste mundo e mantende-vos livres para as coisas espirituais, ide à Igreja, escutai as leituras e as divinas homilias (antigos discursos), meditai nas coisas celestiais” (Homilías 23 in Número 4, PG 12:749)”.

220 AD Orígines: “Uma vez que não é possível que o dia de descanso após o sabbath deveria vir a existir a partir do sétimo dia de nosso Deus. Pelo contrário, é nosso Salvador quem, após o padrão de seu próprio descanso, nos proporcionou a sermos feitos a similitude de sua morte, e daí também de sua ressurreição” (Comentários em João 2:28).

Outro documento, “A Tradição Apostólica de Hipólito de Roma” (ao redor do ano 230), diz em 1.15: “Seja ordenado bispo aquele que, irrepreensível tiver sido eleito por todo o povo. E, quando houver sido chamado pelo nome e aceito por todos, reúna-se o povo juntamente com o presbyterium e os bispos presentes, no domingo”. Não diz para trocar o sábado pelo domingo, mas mostra, de novo, a presença do primeiro dia da semana na vida da Igreja. E num evento tão significativo, como a ordenação ao ministério.

Esta mesma obra diz, em 60.1: “No domingo de manhã, o bispo, se puder, distribuirá a comunhão a todo o povo, com as próprias mãos, partindo os diáconos o pão…”.

O testemunho da história é que a Igreja se reunia no domingo, para celebrar o memorial da ceia do Senhor.

Portanto, cai por terra toda tentativa injusta e desonesta de atribuir ao imperador Constantino, que foi do sec IV, a criação do domingo como dia de descanso cristão, ele simplesmente o corroborou. Fica evidente pelo testemunho histórico e Escriturístico que os primeiros cristãos usavam o domingo para cultuar a Deus e participarem da comunhão da Ceia do Senhor, antes mesmo do sec IV.

Não confunda, o decreto chamado "Édito de Constantino", proclamado em 7 de março de 321 d.C, pois este édito fazia parte do direito civil romano e em sua religião pagã, e não era um decreto da Igreja cristã ou se estendia ao judaísmo, veja: "Que todos os juízes, e todos os habitantes da cidade, e todos os mercadores e artífices descansem no venerável dia do Sol. Não obstante, atendam os lavradores com plena liberdade ao cultivo dos campos; visto acontecer amiúde que nenhum outro dia é tão adequado à semeadura do grão ou ao plantio da vinha; daí o não se dever deixar passar o tempo favorável concedido pelo céu" 

O decreto não se aplicava aos cristãos e nem aos Judeus Por uma questão estreitamente relacionada, Eusébio, Bispo de Cesareia, Sec. III, afirma: "Por sorte não temos nada em comum com a multidão de detestáveis judeus, por que recebemos de nosso Salvador, um dia de guarda diferente.". Embora isso não indique uma mudança do dia de guarda no cristianismo, na prática o édito não favorece um dia diferente para o descanso religioso, inclusive o sábado judaico. Somente em 325 d.C., no Primeiro Concílio de Niceia, o domingo, simplesmente, foi confirmado como um dia de descanso cristão, de forma universal.

Essa tradição cristã, do domingo, como o dia do Senhor, tem sido praticada pelo mundo cristão, desde os primeiros séculos, Mas não como uma ordenança e sim como um dia importante para o cristianismo, haja vista, principalmente a ressurreição de o Nosso Salvador ter sido no domingo. 

O Domingo marcou o cristianismo, nesse dia Jesus ressuscitou e agora temos a esperança de que por Ele seremos ressuscitados também:

“E, se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados. E também os que dormiram em Cristo estão perdidos. Se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens. Mas de fato Cristo ressuscitou dentre os mortos, e foi feito as primícias dos que dormem. Porque assim como a morte veio por um homem, também a ressurreição dos mortos veio por um homem. Porque, assim como todos morrem em Adão, assim também todos serão vivificados em Cristo. Mas cada um por sua ordem: Cristo as primícias, depois os que são de Cristo, na sua vinda. Depois virá o fim, quando tiver entregado o reino a Deus, ao Pai, e quando houver aniquilado todo o império, e toda a potestade e força. Porque convém que reine até que haja posto a todos os inimigos debaixo de seus pés. Ora, o último inimigo que há de ser aniquilado é a morte. Porque todas as coisas sujeitou debaixo de seus pés. Mas, quando diz que todas as coisas lhe estão sujeitas, claro está que se excetua aquele que lhe sujeitou todas as coisas. E, quando todas as coisas lhe estiverem sujeitas, então também o mesmo Filho se sujeitará àquele que todas as coisas lhe sujeitou, para que Deus seja tudo em todos” 1 Coríntios 15:17-28.

Portanto, é no domingo que por tradição e alegria nos reunimos e celebramos a Cristo, nosso Senhor e Salvador. 

Que Deus em Cristo nos abençoe.

Pr Pedro Pereira, Sola Scriptura.