quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Não confunda Natal de Cristo com Natal Secular.

Fico observando alguns "entendidos" verberando contra o Natal Cristão, mas seus argumentos são contra o Natal Secular e nada disso tem a ver com o Natal de Cristo, vejamos:

Alegam que Jesus não nasceu em Dezembro, o que concordo, dando possíveis datas como: Março/Abril, por ocasião da morte do cordeiro pascoal; e Setembro/Outubro, por ocasião do dia da Expiação; portanto não comemoram o Natal de Cristo em Dezembro. A pergunta é, Então vocês comemoram o natal em abril ou setembro? NÃO!!!!???

Alegam que no dia 25 de dezembro se comemorava uma festa pagã. Ora, no seculo IV DC, a igreja substituiu uma festa pagã, comemorada ao deus sol, pelo Natal de Cristo, e isso foi muito bom. Os pagãos adoravam um deus falso, então a igreja mostrou a eles que deveriam comemorar o nascimento do Deus verdadeiro mostrando-lhes a Cristo... Será que isso é ruim? Quem estava em trevas veio para a luz, foi isso. Deixaram de adorar um deus falso e começaram a adorar um Deus verdadeiro, que é Cristo Jesus. Parabéns a igreja cristã da época.

Alegam que o Natal tem papai noel, gnomos, duendes, consumismo, comilança, etc. Meus amigos!! Não confundam Natal Cristão com o Natal Secular; para o Cristianismo o Natal é para celebrarmos o nascimento de Cristo, foi a data estipulada e aceita em todo o mundo cristão, haja vista não sabermos a data real do seu nascimento... O mais importante aqui não é o dia, mas o ato de celebrar o Nascimento do Deus encarnado; não há data mais propícia para anunciarmos a Cristo o salvador que se encarnou para redimir o homem perdido. Nosso Natal cristão não se limita em presentes e consumismo, mais em aproveitar o sentimento cristão no mundo e anunciar o verdadeiro sentido do Natal Cristão, que é Cristo o Salvador do Mundo.

Alegam que na bíblia não está escrito para comemorar o Natal. Meu Deus!!! E onde está escrito a sua proibição? Muitas coisas também não estão escritas diretamente em forma de ordenanças ou proibições, vejamos: Onde está escrito para se comemorar o seu aniversário? Mas você comemora. Onde está escrito para se comemorar o aniversário da Igreja, do Pastor, do casamento, do circulo de oração, do conjunto musical da sua igreja, etc? Mas nós comemoramos, não é? Pois é, meu amigo já no dia do nascimento do Messias, o Cristo salvador os homens deram pouca importância, a semelhança de muitos hoje, então Deus mandou os anjos do céu virem na terra comemorar o nascimento do seu filho: "Ora, havia naquela mesma comarca pastores que estavam no campo, e guardavam, durante as vigílias da noite, o seu rebanho. E eis que o anjo do Senhor veio sobre eles, e a glória do Senhor os cercou de resplendor, e tiveram grande temor.
E o anjo lhes disse: Não temais, porque eis aqui vos trago novas de grande alegria, que será para todo o povo: Pois, na cidade de Davi, vos nasceu hoje o Salvador, que é Cristo, o Senhor. E isto vos será por sinal: Achareis o menino envolto em panos, e deitado numa manjedoura. E, no mesmo instante, apareceu com o anjo uma multidão dos exércitos celestiais, louvando a Deus, e dizendo: Glória a Deus nas alturas, Paz na terra, boa vontade para com os homens". Lucas 2:8-14.

Em suma, Natal de Cristo nada tem a ver com o Natal secular, onde se apresenta com papais noéis, gnomos, duendes, etc; mas tem a ver com o grande plano da salvação, o envio do messias esperado, do filho de Deus encarnado que veio para salvar o mundo. A data é propícia para falar de Cristo, pregar sobre Cristo, cantar sobre Cristo, apresentar a esse mundo sem Cristo, o Cristo que Salva o pecador perdido - "Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna". João 3:16.

Nesse período as famílias se reúnem, o amor e a paz, bem como a generosidade estão em evidência. Aproveitemos a oportunidade para falarmos sobre a importância da família nos planos de Deus, o exercício da paz e do amor durante o ano inteiro, o como é melhor dar do que receber, numa geração onde as pessoas só pensam em si mesmas.

Nunca na história da igreja se contestou o Natal de Cristo, mas dos anos 90 pra cá, com argumentos de pseudos cristãos, como por exemplo os Testemunhas de Jeová, alguns incautos começaram a criticar e proibir a comemoração do Natal, com argumentos de um cristianismo desequilibrado e farisaico. Que voltem as cantatas de Natal, as apresentações cristãs sobre o nascimento do filho de Deus, que voltem os cultos de agradecimento pelo Natal.

Lembre-se o mais interessado em não falar do nascimento do salvador e sua encarnação é o espírito do anti cristo que já está entre nós: Porque já muitos enganadores entraram no mundo, os quais não confessam que Jesus Cristo veio em carne. Este tal é o enganador e o anticristo". 2 João 1:7.

Obrigado meu Deus pelo nascimento do seu Filho. Feliz Natal de Cristo, a todos.

 Pr Pedro Pereira

domingo, 6 de novembro de 2016

Pregues a Palavra...

"Que pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina". 2 Timóteo 4:2


"Que pregues a palavra..." O apóstolo Paulo orienta o pastor Timóteo, seu aluno, a pregar a Palavra. O que é pregar a Palavra?

Nesses últimos dias queridos temos ouvido de tudo, menos a pregação da PALAVRA, que pena...

Pregar a Palavra significa falar o que a bíblia diz e não o que eu quero dizer, ou o que eu entendo que ela diz. Pregar a palavra é mais do que usar "jargões", palavras de efeito, gritarias histéricas e gestos teatrais. Pregar a palavra é ser fiel ao texto, trazer ao povo a vontade de Deus e não a minha vontade.

Pare de usar o altar para: desabafo pessoal, atacar pessoas, falar de coisas secundárias e sem importância eterna, ou ainda falar de doutrinas de homens (Cl 2.20-23). Não podemos suportar alguém que se diz porta voz de Deus dizer tudo menos a verdadeira Palavra de Deus, pois o que é de Deus está baseado na sua Palavra.

Pastor, como eu posso distinguir o que é Palavra de Deus e o que é palavra de homem? Ora é simples, sejamos bereanos, faça a pergunta: Está escrito? Onde esta escrito? Se for de Deus está nas Escrituras (At 17.11; Mt 22.29). Lembre-se ninguém por mais querido, carismático, e influente que seja, pode estar acima das Escrituras (sola scriptura).

A palavra de Deus é tão rica, Ela é um poço sem fundo, contém verdades eternas como: arrependimento, regeneração, santificação, arrebatamento da igreja, consolo, provisão, perdão, amor, comunhão, graça, livramento, ajuda do alto, misericórdia, soberania de Deus e tantas outras coisas relevantes e eternas.

Fica aqui a dica do teólogo por excelência, o apóstolo Paulo: "... Que pregues a Palavra... com toda longanimidade e doutrina (ensino)..." 

É isso.

Sola Scriptura

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

O JEJUM NO TEMPO DA GRAÇA

“E, quando jejuardes, não vos mostreis contristados como os hipócritas; porque desfiguram os seus rostos, para que aos homens pareça que jejuam. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão. Tu, porém, quando jejuares, unge a tua cabeça, e lava o teu rosto, Para não pareceres aos homens que jejuas, mas a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará publicamente”. Mt 6.16-18

“Então, chegaram ao pé dele os discípulos de João, dizendo: Por que jejuamos nós e os fariseus muitas vezes, e os teus discípulos não jejuam? E disse-lhes Jesus: Podem porventura andar tristes os filhos das bodas, enquanto o esposo está com eles? Dias, porém, virão em que lhes será tirado o esposo, e então jejuarão”. Mt 9 14,15

Esses dois textos e alguns outros nos trazem princípios Neotestamentário sobre o Jejum. 

Etimologicamente, jejum é a "privação ou redução de alimentos ou refeições durante o dia ou outro período de tempo por penitência". 

Já o Jejum Bíblico é uma abstinência voluntária de alimentos por um período definido e propósito específico. Ele pode ser total ou parcial. 

O Jejum ritualístico era aquele praticado pelo povo judeu com caráter obrigatório e mecânico, como por exemplo, no dia da expiação onde todo o povo jejuava por força da Lei. Jesus condenou esse tipo de jejum sem propósito definido e obrigatório que era de forma genérica praticado pelo povo judeu no antigo Testamento.

Jesus, porém ensina seus discípulos, como súditos do Reino de Deus, os princípios que norteiam o Jejum Cristão, vejamos:

Primeiro princípio que norteia o jejum cristão

“Então, chegaram ao pé dele os discípulos de João, dizendo: Por que jejuamos nós e os fariseus muitas vezes, e os teus discípulos não jejuam? E disse-lhes Jesus: Podem porventura andar tristes os filhos das bodas, enquanto o esposo está com eles? Dias, porém, virão em que lhes será tirado o esposo, e então jejuarão”. Mt 9.14,15

Neste texto Jesus é indagado do porque que seus discípulos não jejuavam, pois alegavam que os fariseus e os discípulos de João Batista jejuavam. Jesus então os ensina: “... Podem porventura andar tristes os filhos das bodas, enquanto o esposo está com eles?”. Jesus era o esposo, Jesus estava com eles, portanto era momento de alegria e não de tristeza. Jejum remete dias de luto, tristeza, contrição, etc. Jesus é o pão que desce do céu, é o salvador, o ajudador, a comunhão entre ele e seus discípulos era estreita, logo Jejuar não tinha lógica. E prossegue dizendo: “... Dias, porém, virão em que lhes será tirado o esposo, e então jejuarão”. 

Aqui está o primeiro principio que norteia o Jejum. O Jejum é uma causa de exceção, deve ser praticado em dias de necessidade. Necessidade de mais comunhão, em dias difíceis, em dias de muitas provações, com a intenção chamar a atenção de Deus em nosso favor. Jesus havia alertado seus discípulos que depois da sua partida eles seriam perseguidos e viveriam dias de muitas aflições (Mt 24.9; 10.18,22; Jo 16.33). 

Segundo princípio que norteia o jejum cristão

“E, quando jejuardes, não vos mostreis contristados como os hipócritas; porque desfiguram os seus rostos, para que aos homens pareça que jejuam. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão...” Mt 6.16

Neste texto Jesus orienta que o Jejum deve ser praticado com naturalidade, não deve ser praticado com intuito de ser visto pelos homens. Os Fariseus costumavam jejuar publicamente e para serem vistos pelos homens se descabelavam, ficavam caídos nas calçadas, tinham expressão de sofrimento em seus rostos. Com isso chamavam a atenção das pessoas, que passavam a comentarem o quanto eles eram “santos” e “espirituais”; e isso massageava o ego dos fariseus, dando-lhes um status de homens santos e espirituais. Jesus, porém, disse: “Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão”. Agindo assim não receberiam nada de Deus, pois seus propósitos eram apenas serem aclamados pelos homens. 

O jejum deve ser praticado com discrição e a intenção deve ser espiritual, veja:

“... Tu, porém, quando jejuares, unge a tua cabeça, e lava o teu rosto, Para não pareceres aos homens que jejuas, mas a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará publicamente”. Mt 6.17,18

Portanto, o segundo princípio que norteia o jejum cristão é que o jejum deve ser praticado com discrição, em secreto, e com propósitos espirituais e não por aparência, e não para se mostrar mais santo do que outros.

Terceiro princípio que norteia o jejum bíblico

“E, quando jejuardes...”; “... Tu, porém, quando jejuares...”.

Veja que a expressão “quando” denota que nós os cristãos precisaremos em algum momento na nossa vida jejuar, mas não por imposição da Lei e sim por voluntariedade. O Jejum não pode ser ritualístico, de forma mecânica, mas por consciência voluntaria, sabendo que chegou o momento em que preciso jejuar, com um propósito especifico e espiritual.

O terceiro princípio, portanto nos mostra que o jejum cristão “quando” praticado deve ser de forma voluntária e não por imposição legal, como algo obrigatório ou ritualístico.

Paulo, orientando sobre o casamento, nos mostra a necessidade do jejum ser voluntario e consensual entre o casal, ou seja, se um dos cônjuges quiser se privar por um período de tempo, de relações sexuais, por motivo de estar jejuando, isso deve ser feito com a aprovação mútua:

Não vos priveis um ao outro, senão por consentimento mútuo por algum tempo, para vos aplicardes ao jejum e à oração; e depois ajuntai-vos outra vez, para que Satanás não vos tente pela vossa incontinência”. I Co 7.5

Isso só reforça a ideia de que o jejum é um ato voluntário e não ritualístico obrigatório ou legalista.

Quarto princípio que norteia o jejum cristão

“Mas esta casta de demônios não se expulsa senão pela oração e pelo jejum”. Mt 17.21

Jesus orienta seus discípulos que o jejum é um grande reforço para a oração. Existem situações que a oração deve ser acompanhada pelo jejum, como reforço. 

Não devemos entender aqui que o jejum é uma poção mágica, um ritual poderoso para expulsar demônios. A regra básica e neotestamentária para se expulsar demônios é a oração, com a autoridade do nome de Jesus (Mc 16.17). Porém, naquele dia os discípulos oraram e o demônio não fora expulso, mas ao chegar Jesus o pai do menino reclama que seus discípulos haviam falhado, Jesus então expulsa aquele demônio, agora envergonhados seus discípulos o interrogam do motivo de não terem conseguido expulsar aquele demônio, foi então que Jesus os orienta que há castas de demônios que exigem de nós oração com reforço, ou seja, com jejum.

Para entendermos melhor sobre isso precisamos compreender que o jejum, traz muitos benefícios espirituais, ou seja, ao praticar o jejum, como reforço da oração, estamos nos privando de alimentos que é o nosso prazer, isso fala de renúncia. Outras virtudes é o desenvolvimento da paciência, do equilíbrio no espírito, a contrição, a meditação, o crescimento espiritual, a dependência de Deus mais acentuada, etc. Tudo isso aponta para uma vida mais espiritual e santificada, com a ajuda do Espírito Santo. 

Nesse sentido Jesus ensina seus discípulos que com uma vida mais consagrada, a oração é mais eficaz, não pela oração ou o jejum em si, mas por que Deus se agrada de nós ao procurarmos ter uma vida mais próxima Dele.

Portanto, o quarto princípio é que o jejum cristão é um grande reforço da oração. Lembre-se, o jejum, em si, não expulsa demônio, quem expulsa demônio é a autoridade do nome de Jesus, mas uma vida mais consagrada nos aproxima de Deus e nos dá autoridade para usar esse nome poderoso de Jesus. 

Quinto princípio que norteia o jejum cristão

O jejum cristão não deve ser visto como algo meritório, recurso de barganha ou troca. Deus não é obrigado a atender alguém pelo simples fato de que esse alguém jejuou.

O princípio maior que norteia toda a Escritura é o da Soberania de Deus. Ele faz o que quer, da forma que quer, e quando quer, dentro do seu propósito divino. 

A exemplo disso temos o episódio em que Davi jejuou por sete dias para que seu filho não morresse, mas seu filho morreu. Então Davi reconhecendo a soberana vontade de Deus encerra o jejum e vai adorar a Deus (II Sm 12. 16-23). Essa passagem está no Antigo Testamento, mas é válida ainda hoje como principio divino.

Tudo que Deus faz a nosso favor é pela sua graça infinita. O jejum como antes disse é apenas um reforço da oração e não produto de troca ou barganha com Deus.

Portanto, o quinto princípio é que o jejum não é produto para troca ou barganha com Deus, mas sim um aliado da oração, pois em primeiro lugar o que se deve levar em conta é a soberana vontade de Deus.

Nossa oração acompanhada ou não do jejum deve ser regida por uma disposição ensinada por Cristo: "... todavia não se faça a minha vontade, mas a tua". Lc 22.42

Concluo, dizendo que a pratica do jejum deve ser realizada nos nossos dias, norteada não pela Lei, mas pelos princípios ensinados por Cristo, ou seja, com propósitos espirituais, com discrição, por voluntariedade, como reforço da oração e nunca como objeto de barganha. É isso.


Pr Pedro Pereira

terça-feira, 28 de junho de 2016

Meu filho pode participar da famosa "festa junina" da escola? E agora?



Sempre que chega essa época do ano (junho/julho) muitos irmãos ficam em dúvida se seus filhos devem participar das famosas "festas juninas" nas escolas. 

E agora? É pecado meu filho participar da festinha da escola? Estarei cultuando santos se participar? Estarei cometendo algum pecado participando desse tipo de festa? Na minha rua o pessoal está organizando uma festa junina, devo contribuir e estar em meio a eles?


Essas perguntas são uma constante, mas vejamos a Luz das Escrituras:

É certo que a "festa junina" é tradicionalmente usada pelos católicos (e simpatizantes) para a comemoração do nascimento de João Batista, pois segundo a tradição, ele nasceu 6 meses antes de Jesus Cristo. Nas festas juninas religiosas existe o uso de diversos elementos (fogos de artifício, bandeiras de santos, fogueira, quadrilha, comidas típicas, etc.), cada um com seu significado na festa. Não vou entrar em detalhes sobre a origem de cada elemento e nem de seus significados dentro da tradição religiosa, pois já são bem conhecidos. 

Agora, é fato também, que a tal festa junina ganhou em nosso país um "status" muito maior do que uma simples festa religiosa. Vemos diversas festas juninas sem qualquer cunho religioso, são apenas festas como outra qualquer que se aproveitam da época do ano mais fria e de outros elementos para criar uma oportunidade de diversão social. 


Exemplos claros disso são as festas juninas em escolas, em ruas, em associações de moradores, em restaurantes, em clubes que organizam festas juninas sem qualquer ligação com a tradição religiosa ou mesmo com um espaço religioso. Esse tipo de festa é apenas com cunho social ou até mesmo econômico com o objetivo de faturar.

Assim sendo, creio que devamos separar essa questão da festa junina em duas vertentes:

A primeira, são as festas juninas de cunho religioso, onde tudo é pensado focando a tradição e os seus objetivos de adoração aos santos e outros objetivos religiosos. Desse tipo de festa junina o cristão faz bem em manter distância, pois ela tem objetivo claramente idólatra, que não condiz com a fé bíblica. Todos os elementos desse tipo de festa são focados no culto idólatra e, por isso, o crente não deve participar. Na Bíblia vemos algo parecido quando Paulo orienta que os crentes não devem participar de celebrações onde os ídolos são cultuados, pois isso se enquadra no pecado de idolatria (1 Co 10. 1923).

A segunda, são as festas juninas sem qualquer cunho religioso e que, inclusive, são feitas fora de ambientes religiosos ou controlados por religiosos. Um exemplo clássico desse tipo de festa são as realizadas, por exemplo, por escolas. Não há qualquer "reza", nem "imagens sacras", nem qualquer "elemento de culto" e para "culto". Nesse sentido, qual seria o problema em se participar desse tipo de festa? Se não existe qualquer culto a elementos estranhos à Bíblia, se não há nada que configure idolatria, qual seria o pecado? Creio que nenhum! Seria o mesmo que estar em uma festa qualquer que frequentamos em outras épocas e ocasiões do ano.

Alguns podem até argumentarem que nessas festas não existe o fator religioso, mas as comidas típicas estão lá, logo, de alguma forma estamos pecando em comer esse tipo de comida que pode ter sido consagrada aos ídolos para serem usadas nessa época do ano. Bom, as Escrituras nos ensinam que toda comida em última instância vem da mão de Deus. Dentro do ambiente de culto idólatra elas podem até ser comidas sacrificadas a ídolos, fora dele são apenas comida comum, não tem nenhum poder contra o crente e nem representa qualquer símbolo de culto. Paulo disse em uma situação semelhante com relação ao consumo de carne que podia ter sido sacrificada a ídolos: 
Comei de tudo o que se vende no mercado, sem nada perguntardes por motivo de consciência; porque do Senhor é a terra e a sua plenitude.” (1 Co 10. 25,26). 

Outros ainda podem argumentar que essa festa é do mundo, mas me responda o que não é do mundo? A festa de aniversário, casamento, noivado, por ventura não são de origem pagã? Então? Só porque eu faço uma festa de aniversário não significa que sou pagão. O princípio é o mesmo. 

Portanto, como diz as Escrituras, tudo vem de Deus e nada é impuro para os puros, vejamos:

"Todas as coisas são puras para os puros, mas nada é puro para os contaminados e infiéis; antes o seu entendimento e consciência estão contaminados". (Tito 1.15).

Assim, fica claro que, biblicamente, participar de cultos idólatras é pecado. Mas, nada nos impede de participarmos de ocasiões ou festas fora do ambiente e propósito idólatra. Posso até não participar de uma festa, com base no amor, se for o caso, para não causar controvérsia e escândalo, perante um irmão mais fraco na fé, mas, só por isso. Na verdade, não havendo elemento ou propósito idólatra nada nos impede de participar, como não há qualquer pecado de nossa parte. 

Concluo, dizendo que se participarmos de uma festa que não vai ferir nenhum princípio bíblico então não há pecado nisso. Agora, se alguma dúvida persistir em seu coração, se as coisas não estiverem muito claras para você, siga essa prescrição de Paulo: “Mas aquele que tem dúvidas é condenado se comer, porque o que faz não provém de fé; e tudo o que não provém de fé é pecado.” (Rm 14.23). É isso.

Sola Scriptura
Pr Pedro Pereira

quinta-feira, 5 de maio de 2016

O CRISTÃO PODE OUVIR MÚSICA DO MUNDO?

O crente pode ouvir música do mundo? Bom, essa pergunta para ser respondida, sem preconceito, deve ser antes definido, o que é música do mundo?

Creio que a maioria das pessoas responderiam que musica do mundo é aquela que não é feita por crentes, ou aquelas musicas que não são hinos evangélicos, ou ainda aquelas que se cantam fora da igreja. Então, se essa é a definição, logo devemos responder outras perguntas: Podemos estudar fora da igreja, no mundo? Podemos comer fora da igreja, no mundo? Podemos trabalhar fora da igreja, no mundo? Podemos ter amigos fora da igreja, no mundo? Isso está "cheirando" farisaísmo, não é mesmo?

Você poderia me contestar dizendo, mas o conteúdo, a letra daquela ou dessa música é incompatível com a fé Cristã. E eu diria sim, muitas vezes isso acontece, e deve ser rejeitada,  todas as musicas carregadas de conteúdo incompatíveis com a fé cristã; mas a pergunta é, são todas as músicas criadas por pessoas fora da igreja que são incompatíveis com a fé Cristã? 

Ora, eu sei, e você também, que tudo o que é bom vem de Deus, então deixa eu exemplificar, Luiz Gonzaga, famoso cantor nordestino, tem muita música que fala das coisas do Nordeste, sem malícia ou maldade alguma, como a musica "Asa Branca". Poderíamos ainda citar, o cantor John Mayer que compôs a musica "Daughters" que tem valores muitos próximos dos cristãos. E aquelas que o cantor Roberto Carlos fez cheias de romantismo, sem malícia, mas que falam do amor, entre outras.

Perceba a letra composta por um cantor chamado Renato Russo: "... É preciso amar as pessoas; Como se não houvesse amanhã; Porque se você parar pra pensar, Na verdade não há..." Legião Urbana. Letra inteiramente compatível com a fé cristã.

Em compensação existem musicas compostas ou cantadas por cantores do mundo gospel que são recheadas de heresias e são incompatíveis com a fé cristão, Veja:

"Quem te viu passar na prova e não te ajudou, Quando ver você na benção Vai se ARREPENDER” (Vingança)... “Vão estar entre a plateia e você no palco” (Orgulho); “Vão olhar e ver Jesus brilhando em você, quem sabe no seu pensamento você vai dizer, meu Deus como vale a pena a gente ser fiel” (Barganha). Damares.

Poderia citar ainda vários outros cantores gospel que cantam músicas recheadas de heresias e incompatíveis com a fé cristã, mas o que queremos mostrar é que o que vale aqui é o princípio cristão ensinado por Paulo, veja:

"Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm; todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas edificam". (I Cor 10.23).

Se fossemos analisar conforme o texto acima, qual musica escolheríamos para cantar ou ouvir? E qual delas está mais próxima da fé cristã? A da banda legião urbana ou da cantora gospel Damares?

Amados se quisermos ser coerentes e vivermos com esse discurso de que não devemos usar nada que foi feito por um descrente, então não podemos comer em restaurantes, nem comprar um cachorro quente na esquina, se o dono não for crente, pois é tudo "do mundo", inclusive suas roupas, sapatos, óculos, carro, etc, que usamos.

Mas, se ainda dissermos que músicas do "mundo" são aquelas cujo ritmo é tipo rock, samba, hip hop, funk, aí temos outros problema, pois não existe como definir biblicamente um ritmo que seja "santo" e outro que seja "mundano".

Portanto, queridos amigos, vamos seguir os princípios cristãos ensinados nas Escrituras para nos ajudar a nortear nossa vida e prática cristã, veja o conselho de Paulo:

"Examinai tudo. Retende o bem" (I Ts 5.21).


"Todas as coisas são puras para os puros, mas nada é puro para os contaminados e infiéis; antes o seu entendimento e consciência estão contaminados" (Tito 1.15).


"Nada há, fora do homem, que, entrando nele, o possa contaminar; mas o que sai dele isso é que contamina o homem" (Mc 7.15).

"Se, pois, estais mortos com Cristo quanto aos rudimentos do mundo, por que vos carregam ainda de ordenanças, como se vivêsseis no mundo, tais como: Não toques, não proves, não manuseies? As quais coisas todas perecem pelo uso, segundo os preceitos e doutrinas dos homens; As quais têm, na verdade, alguma aparência de sabedoria, em devoção voluntária, humildade, e em disciplina do corpo, mas não são de valor algum senão para a satisfação da carne" (Cl 2:20-23).

O importante é termos o discernimento cristão do que convém e do que não convém, aquilo que edifica e aquilo que não edifica, independente do "titulo" "gospel" ou do "mundo". É isso. ´

Sola Scriptura.
Pr Pedro Pereira 

quarta-feira, 4 de maio de 2016

O VOTO DEVE SER PRATICADO NO TEMPO DA GRAÇA?

Voto é bíblico? 
Deve ser praticado no tempo da graça? 
Qual a diferença do voto e da barganha com Deus? 


Para falarmos sobre esse assunto antes precisamos entender a doutrina da graça, entendimento essencial, para a compreensão do assunto, vejamos:


A Doutrina da Graça

Em síntese, Graça vem do latim “Gratus”, e da palavra grega “Charis”, que significa, favor, generosidade. 

Isso fala que por iniciativa Divina, o homem é salvo e favorecido, mesmo sem merecimento algum. Ora, uma vez que o homem está inteiramente caído em seus pecados e delitos (Ef 2.1-5), não há nele (homem) qualquer merecimento que o qualifique em receber de Deus qualquer favor. Portanto, a Graça é a expressão majestosa do amor de Deus (Rm 5.12-21).

Em resumo, nada que o homem faça será suficiente para que seja merecedor de algo, nem da salvação, nem outro benefício qualquer, por isso o homem é totalmente dependente do amor e graça de Deus (Ef 2.8,9)

Tudo que somos ou que temos foi fruto da graça de Deus, isso quer dizer que quando Deus nos abençoa, não leva em conta nosso merecimento.

Dito isso, podemos agora falar sobre voto. Vejamos:

A palavra voto vem do verbo hebraico “nadar” e do substantivo “nader” que significa prometer voluntariamente, fazer ou dar alguma coisa. Em outras palavras, é uma promessa assumida voluntariamente diante de Deus, ou feita para Deus.

Dentre algumas observações, é preciso levar em conta alguns princípios bíblicos acerca do voto, no Velho Testamento (Dt 23.18,21-23; Ec 5.4,5): Primeiro, o voto não podia ser obrigatório; segundo, não podia depender de terceiros; terceiro, não podia ser precipitado (Jz 11.30,35,36,39); quarto, não podia deixar de ser cumprido; e quinto, não podia ser abominável.

Já no Novo Testamento não há nenhuma recomendação, nem ordenamento para o voto. Devemos ressaltar que o apostolo Paulo se submete ao rito de um voto, juntamente com outros judeus (At 18.18; 21.23-27). Mas, possivelmente, de forma estratégica, ele ouve o conselho de vários anciãos judaicos que o aconselharam a se submeter ao rito do voto, para que os judeus que o acusaram de ser uma pessoa que batia de frente com a lei de Moisés e que dizia aos judeus para abandonarem essas tradições judaicas, parassem com as acusações e vissem que Paulo não estava contra eles, embora estivesse levando o Evangelho a todos. Com isso Paulo fez uma concessão à circunstância, sendo essa ocasião um provável exemplo do que ele dizia: “Tornei-me judeu para os judeus, a fim de ganhar os judeus. Para os que estão debaixo da lei, tornei-me como se estivesse sujeito à lei, embora eu mesmo não esteja debaixo da lei, a fim de ganhar os que estão debaixo da lei” (I Coríntios 9.20).

Agora, sabemos que o voto foi sempre uma prática nas igrejas Assembleia de Deus, porém, mais por tradição do que por ordenamento neo testamentário. 

Portanto, como não há ordenamento, mas também não há prescrição proibitiva direta, dai podemos encontrar lugares incentivando essa prática, mas é preciso um certo cuidado para que essa prática não se confunda com a famigerada “barganha” com Deus encontrada nos ensinamentos da Teologia da Prosperidade.

Basicamente, “Barganha”, vem do latim “bargagnare” que significa troca, negócio, vender com fraude, ou em outras palavras o famoso “toma-lá-dá-cá”. Logo, esse ensinamento proposto pelos adeptos da teologia da prosperidade é um instrumento falso que alega o "direito legal" e a pratica do "determinismo". Na pratica da barganha os adeptos se tornam materialistas e acabam "servindo" a Deus por interesse próprio e sem compromisso com a espiritualidade.

No principio da barganha, eu recebo porque "eu" fiz o tal "sacrifício", "eu" cumpri ou realizei a tal "corrente ou campanha", isso significa que se "eu" dei, logo "eu" vou receber. Ora, isso chama-se "mérito próprio", que tem por base as obras que eu pratiquei, o famigerado toma-lá-dá-cá. Essa prática e ensino fere a doutrina da graça de Deus, portanto deve ser rechaçada.

A diferença crucial do voto e da barganha é que na barganha sempre o objetivo é a vantagem pessoal, mas no caso do voto o objetivo, a intenção é em agradar a Deus, reconhecer sua bondade e misericórdia, em outras palavras, seu objetivo sempre é espiritual.

Dito isso, não vejo problemas, na nova aliança, se algum crente, com propósitos espirituais em agradecer a Deus, por uma benção recebida, pela graça de Deus, desejar voluntariamente fazer um voto a Deus. Porém, vale ressaltar que o voto não é algo necessário ou primordial na vida do crente. Mas, se for feito deve se levar em consideração que o benefício, a benção que recebemos foi dada pela graça e misericórdia de Deus; e o voto deve ser sempre um ato voluntário de agradecimento e não de mérito.

O princípio divino que deve nortear cristão, sempre deve ser esse: “Portanto, quer comais quer bebais, ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para glória de Deus” (I Cor 10.31).

E fica a dica do Salmista Davi: “Que darei eu ao Senhor, por todos os benefícios que me tem feito? Tomarei o cálice da salvação, e invocarei o nome do Senhor. Pagarei os meus votos ao Senhor, agora, na presença de todo o seu povo” (Salmos 116.12-14). É isso.

Sola Gratia
Pr Pedro Pereira


sábado, 5 de março de 2016

QUEM SALVA É CRISTO, PORTANTO CALMA...

Todos cristãos verdadeiros sabem da importância do Evangelismo e do empenho missionário para que o maior número de pessoas possíveis cheguem ao conhecimento da verdade e se arrependam dos seus pecados culminando na sua conversão em direção ao Reino de Deus. 


Porém, quero destacar algumas distorções que estão acontecendo em nosso meio para uma reflexão sobre a pergunta acima.

Esses dias em um dos cultos que participei ouvi um suposto "pregador" ensinando o povo a enganar os "pecadores", isso mesmo ENGANAR pessoas com supostos prêmios para que participassem de um culto evangelístico, ou seja, ele dizia que em sua "meta" de alcançar 3 mil almas numa pregação, tal qual o apóstolo Pedro, e prometia aos "pecadores" que se participassem do "culto", logo participariam de um sorteio de uma Motocicleta (que não existia) e impulsionados pela promessa (falsa) vinham ao "culto", que devido a promessa, se encheu de pecadores, segundo esse pretenso "pregador". A conclusão, segundo ele, foi que "250" pessoas "aceitaram a Cristo" (pessoas interessadas em ganhar um prêmio). 

A pergunta é: mentir, enganar, ludibriar, mesmo que para uma suposta boa causa, é de Deus? 

Como fica a palavra de Jesus: "Vós tendes por pai ao diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai. Ele foi homicida desde o princípio, e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso, e pai da mentira". João 8:44

Jesus disse também: "... Eu sou o caminho, e a VERDADE e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim". João 14:6 (grifo nosso).

Bom, no mínimo é preocupante a naturalidade com que o pretenso pregador falou tudo isso em pleno púlpito e que revela o pragmatismo religioso que muitos se enveredaram, onde o que mais importa são os resultados e não os princípios bíblicos.

Estou cansado de assistir em algumas igrejas que passamos o velho "truque" do aceitar Jesus. Quantos que já presenciaram um "pregador" usar de "estratégia"? Ou seja, começa com a seguinte pergunta: "quantos aqui não são evangélicos? Venham aqui que eu vou fazer UMA ORAÇÃO por vocês. Acontece que depois da suposta e ingênua oração saem dizendo que essas pessoas "aceitaram Jesus" e ainda pede para alguém pegar o nome dessas pessoas, pois agora são os mais novos convertidos da igreja. Isso é correto? Será que essas pessoas realmente se arrependeram dos seus pecados? 

Outrossim, porque nossos apelos são tão confusos? Ou seja, porque não perguntamos claramente se alguém presente que ouviu a mensagem a seguinte pergunta: tem alguém que quer SE ARREPENDER DOS SEUS PECADOS? ou SE CONVERTER DOS SEUS MAUS CAMINHOS?

As mensagens, de João Batista, de Jesus e dos seus discípulos eram muito claras, vejamos: 

"E, naqueles dias, apareceu João o Batista pregando no deserto da Judéia, E dizendo:Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus". Mateus 3:1-2;

"E, respondendo Jesus, disse-lhes: Cuidais vós que esses galileus foram mais pecadores do que todos os galileus, por terem padecido tais coisas? Não, vos digo; antes, se não vos arrependerdes, todos de igual modo perecereis". Lucas 13:2-3;

"Desde então começou Jesus a pregar, e a dizer: Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus". Mateus 4:17;

"E disse-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para perdão dos pecados; e recebereis o dom do Espírito Santo". Atos 2:38.

Será que a pergunta tão comum como "tem alguém que quer aceitar Jesus como seu senhor e Salvador?" é a mais apropriada? Será que não é confusa? Pense comigo, vivemos num pais cristão de maioria católica que tem a percepção que é de Cristo, que ama a Cristo e que já aceitou a Cristo. Nenhum católico em sã consciência dirá que não tem a Cristo ou que não aceita a Cristo como salvador. A maioria das pessoas que frequentam nossos cultos como não evangélicos são de origem católica. 

Será que o simples lenvantar das mãos, as vezes vítimas das "pegadinhas" dos pregadores, intimados e forçados por alguns, após um apelo emocionante, num clima favorável ao sentimentalismo é prova que realmente se arrependeram dos seus pecados e querem realmente seguir a Cristo como ensinam as Escrituras? Será que isso é o suficiente para chamá-los de novos irmãos na fé?

Creio que o melhor é esperar aqueles que se decidiram a Cristo mostrarem frutos de arrependimento, de renúncia, de conversão, pois Jesus mesmo disse que pelos frutos saberemos qual é a árvore. A decisão de arrependimento deve ser voluntária, após convencidos pelo poder da Palavra de Deus, ajudados pelo Espírito de Deus que gera no homem o novo nascimento. O tempo é primordial para observarmos uma conversão genuína.

Deus não precisa das "pegadinhas" e das estratégias humanas eivadas de engano e mentirinhas "santas", para salvar pessoas. Será que esses pretensos ganhadores de almas se preocupam com o Reino ou com números na sua conta de de quantas almas EU ganho?

Meus amigos, muitas dessas perguntas podem ser respondidas, com a régua dos princípios bíblicos, porém o mais importante é saber que a salvação é algo maravilhoso e Divino, não obstante termos o compromisso de levarmos esse Evangelho a toda criatura, a salvação vem de Deus, com a ajuda do Espírito Santo, o único que convence o homem do pecado, da justiça e do juízo.

Resultado disso é muitas pessoas carnais dentro das nossas igrejas que não nasceram de novo, convencidas que são salvas e até incentivadas por muitos que são salvas, pelo simples fato de que um dia levantaram as mãos, num culto qualquer; isso é triste, porque não demonstram fruto de arrependimento.

Para concluir, fica aqui o registro de Lucas no livro de atos: "... E todos os dias acrescentava o Senhor à igreja aqueles que se haviam de salvar". Atos 2:47. É isso.

Sola Gratia.

Pr Pedro Pereira