sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Eclesia Reformata Semper Reformanda

Precisamos estar sempre abertos para uma nova reforma. 

Esse foi o lema das Igrejas que nasceram da Reforma foi “Eclesia Reformata Semper Reformanda”, ou seja, a Igreja deve sempre estar aberta para ser corrigida por Deus, arrepender-se de seus pecados e reformar-se em conformidade com o ensino das Escrituras. 

Nas cartas que mandou às igrejas da Ásia Menor, através do apóstolo João, o Senhor Jesus determinou às que estavam erradas para que se arrependessem e retornassem aos retos caminhos de Deus (Apocalipse 2.5,16,21; 3.3,19). 

Elas precisavam ser reformadas e mudar o que estava errado. Existe grande perigo para uma igreja quando ela se fecha em si mesma, e deixa de ouvir a voz do seu Senhor, que deseja corrigi-la e traze-la de volta aos caminhos do Evangelho. 

Estas medidas devem também ser aplicadas a nós, de forma individual. Deveríamos procurar evitar a decadência espiritual da nossa prática religiosa, mantendo acesa a chama da fé pela freqüência regular aos cultos, pela leitura diária da Bíblia, por uma vida de oração e comunhão com outros irmãos. 

Infelizmente, alguns por negligenciarem a sua vida espiritual, contribuem para o enfraquecimento do testemunho das igrejas evangélicas e se afastam de uma vida cristã autentica. 

Amigos faça uma reflexão nesse momento, será que não precisamos melhorar? Será que não precisamos mudar algo que está em desacordo com as Escrituras? 

Que Deus tenha misericórdia de nós. 

Sola Scriptura

Pr Pedro Pereira

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

DESERTO...

"Mas Deus fez o povo rodear pelo caminho do deserto do Mar Vermelho... " Ex 13.18

Mas Deus os fez rodear pelo deserto... Interessante. O caminho de Deus nem sempre é o caminho que esperamos ou queremos... Deus preferiu pela sua soberania e poder levar Israel para o Deserto, mesmo tendo outros caminhos para conduzi-los.

As vezes Deus nos leva para o deserto... 

Deserto significa, segundo os dicionários: Região árida, coberta por um manto de areia em que é quase absoluta a ausência de vida. Lugar ermo; solitário; abandonado.

Espiritualmente, deserto significa lugar de solidão, lugar de escassez, lugar de gritar e ninguém te ouvir, lugar de secura, sem água, lugar de mudanças abruptas (geografia inconstante devido as tempestades de areia), lugar de noites frias e dias de calor insuportável, lugar de choro, lugar de tristeza, lugar de provação...

Não queremos estar no deserto, mas as vezes Deus nos quer no deserto. Foi no Deserto que Israel experimentou a presença de Deus como nunca havia experimentado, viram milagres, viram a glória de Deus, viram a intervenção divina, viram Deus supri-los, ajudá-los e aprenderam a depender de Deus.

Ninguém gosta do deserto, mas as vezes precisamos estar no deserto. Deus tem seus propósitos, conhece tudo e controla tudo, portanto podemos concluir que deserto, com Deus, faz bem, nos amadurece e nos prepara para avançarmos na vida cristã.

Outra coisa que devemos ter em mente é que todo deserto, ou seja, o deserto da tribulação, das lutas, das dificuldades, das enfermidades, das incompreensões, das decepções, das humilhações, em fim, todo o deserto é passageiro, um dia passa e chegamos a terra do descanso.

Enquanto o dia do descanso não chega temos uma certeza que nos consola e nos renova a esperança, vejamos o que moisés deixou registrado: "E o Senhor ia adiante deles, de dia numa coluna de nuvem para os guiar pelo caminho, e de noite numa coluna de fogo para os iluminar, para que caminhassem de dia e de noite". Ex 13.21. 

A palavra diz que o Senhor ia adiante deles. O Senhor está conosco, Ele não nos abandona nesse deserto terrível. Mesmo em meio ao deserto Deus quer que continuemos caminhando, de dia e de noite. Não pare, continue caminhando. Amém.

Sola Scriptura

Pr Pedro Pereira

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

As chamadas campanhas ou correntes ditas “evangélicas” são prejudiciais à fé cristã?

Bom, a luz da Palavra de Deus pode se afirmar que essas campanhas e correntes tem se tornado, até de forma inconsciente, prejudiciais à fé e a saúde espiritual dos cristãos. Conheço pastores íntegros e piedosos que influenciados por liturgias neopentecostais acabaram utilizando desse expediente, que infelizmente tem trazido alguns "estragos" ao Reino de Deus. Declinarei alguns pontos para demonstrar esse perigo, vejamos:


1. Nessas campanhas ou correntes se observa dentro da liturgia dos cultos de algumas igrejas elementos e métodos pragmáticos utilizados pela teologia da prosperidade, cujo intuito principal é o de encher os templos ou suas congregações, com a promessa de suprir as necessidades ou solucionar os diversos problemas na vida do cristão e também do não crente, independente se o método utilizado tem apoio bíblico ou não, tais, como: problemas no casamento, problemas financeiros, problemas na área sentimental e problemas na saúde.

2. Na maioria dessas campanhas e correntes, vemos que os pastores se utilizam de elementos místicos e sincréticos, como: a rosa ungida, o sal grosso, a famosa água fluidificada ou, ainda, “orada” pelo pastor, o lenço, o manto e a meia “ungida”, o cajadinho de Moisés, a botija de azeite, o óleo ungido, dentre outros. 

3. Nessas campanhas e correntes, muitas vezes, incentivados pelos próprios pastores ou líderes, são feitos votos financeiros, em prol de uma benção mais rápida, em uma área específica da vida, onde eles dizem que, através da oferta financeira, Deus atenderá mais rápido a pessoa abençoando-a, porque Deus será “obrigado” a abençoar, devido à atitude de fé da pessoa.

4. Essas campanhas e correntes ferem os princípios bíblicos do culto, pois desvirtuam o foco da igreja para as “necessidades individuais” das pessoas em detrimento da comunhão uns com os outros e da adoração verdadeira a Deus, em espírito em verdade. Ir ao culto se torna um lugar para simplesmente buscar a “benção” e não para prestar serviço de adoração a Deus. Sabemos que Deus nos abençoa no culto, mas isso se deve tão somente a sua graça. O culto cristão é um lugar de se prestar adoração a Deus, devemos servi-lo pelo que Ele é, e não pelo que Ele pode nos dar.

5. Essas campanhas e correntes carecem de apoio bíblico, pois não há nos quatro evangelhos um ensino sequer de Jesus sobre a prática de fazer campanhas ou correntes, e, tampouco, no livro de Atos e nas cartas de Paulo, Pedro, João, Hebreus, Judas, dentre outras. Nenhum dos apóstolos fez campanhas do tipo como vemos hoje em algumas igrejas. 

6. As campanhas ou correntes que vemos hoje têm, na verdade, sua origem no catolicismo; o que chamamos de campanhas e correntes, eles chamam de “novenas”. Portanto, abraçando esta ideia de novenas, algumas igrejas evangélicas apenas mudaram o nome de “novena” para campanha ou corrente. 

7. Por fim, Deus, em sua soberania e poder, não necessita de que façamos campanhas de dias ou semanas ou correntes mais correntes para realizar um milagre, nos outorgar um benção ou nos conceder um livramento. Basta seu querer e todas as coisas começam a acontecer, no momento que lhe apraz e no tempo que desejar.

Concluímos, portanto que essas ditas “campanhas e correntes” tem em seu cerne a individualidade das pessoas em vez da comunhão com Deus em primeiro lugar, e, em seguida, a comunhão uns com os outros. Concluímos ainda que as “campanhas e correntes” se tornaram um engodo de Satanás para corromper a fé de muitos cristãos verdadeiros, pois em muitos lugares, ao invés da pregação da sadia Palavra de Deus, acabam se tornando locais de disseminação de heresias, distorções bíblicas, sincretismo e pragmatismo religioso. Portanto, são prejudiciais a verdadeira fé cristã.

Voltemos ao evangelho simples e verdadeiro; que os nossos cultos sejam locais de adoração e exaltação ao soberano Deus; e que a exposição da verdadeira Palavra de Deus tenha prioridade em nossos cultos. A Palavra de Deus salva, santifica, liberta, cura, alimenta espiritualmente e supre as nossas necessidades, pela fé em Cristo, mediante a sua infinita graça. Amém.

Sola Scriptura.

Pr Pedro Pereira

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

A BANALIZAÇÃO E O DESVIRTUAMENTO DA MÚSICA GOSPEL

O termo "Música Gospel" abrange um campo da música muito vasto. Seus estilos, embora com nomes variados, possuem todos uma mesma essência e raiz, ou seja, a música cristã negra nos Estados Unidos da América.


A palavra gospel significa "evangelho" ou "evangélico". Contudo,quando se refere a estilos musicais, um rock, um funk, um samba, um pagode, um "pop contemporâneo", um metal, etc, são estilos distintos e não são o gênero original cunhado como música gospel.

Entretanto, no Brasil, o termo Gospel passou a remeter genericamente a toda expressão musical da fé evangélica, saindo fora, do conceito original. Basta ter algum conteúdo cristão na letra e já a música é reconhecida e vendida como gospel. Não importa se a mensagem é herética,desvirtuada, sensual ou de apologia mundana. Importa vender.

Isto evidentemente é alimentado pela gigantesca indústria multibilionária de gravação musical. Nas últimas décadas surgiram um incontável número de gravadoras gospel. Desde as mais sofisticadas e famosas até aquelas caseiras e quase artesanais e igualmente lucrativas.

As estatísticas mostram a música gospel lucrando milhões de reais. Serve para enriquecer as gravadoras e seus respectivos cantores. Ajuda também a enriquecer líderes sem escrúpulos que fazem uso deste filão musical para angariar fundos para si, promover seus projetos eclesiásticos e ministeriais. O temor a Deus e a sua palavra inexistem.

No afã de aumentar suas rendas e lucrar cada vez mais, a música gospel e seus promotores se renderam as estratégias típicas do mundo.Variados tipos de “shows gospel” são organizados para arrebatar e entreter os incautos, os neófitos e os de fé capenga. Em alguns arraiais tidos como evangélicos, inclusive, tornou-se prática comum a cobrança de ingresso para a entrada em tais shows. Em outros lugares, até o sensualismo, danças, coreografias, aplausos, assovios, histerismos e outros comportamentos condenáveis são imitados e repetidos tal qual sucede no mundo.

A imitação da conduta mundana não justifica os propósitos (por mais nobres que pareçam ser) e fere os preceitos bíblicos claramente expostos pelo Apóstolo dos gentios: “Não tomeis a forma deste mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus” (Rm 12.2). “Como filhos obedientes, não vos conformando com as concupiscências que antes havia em vossa ignorância” (1Pe 1.14)

Existe uma questão no coração de crentes sinceros e que exige reflexão igualmente sincera: A quem estamos imitando e qual é a finalidade dos shows gospel cujos ingressos são cobrados? Não importa se o ingresso esteja disfarçado como contribuição para participar de algum sorteio ou para ajudar supostos necessitados com alimentos não perecíveis. Os fins não justificam os meios. Fomos libertos do mundo e por isso não somos reféns de suas práticas reprováveis.

A igreja não deve e nem pode imitar o mundo. Quem assim o faz, anula a cruz de Cristo e se torna refém do engano e do pecado. A esta lamentável conduta de alguns segmentos ditos evangélicos, cabe uma única e sincera resposta: “o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé” (1Tm 6.10).

Sou consciente que este artigo vai atingir em cheio muita gente que pratica, concorda e apóia esta estratégia e conduta mundana. Sei que um grupo razoável de pessoas irá discordar da verdade que aqui está claramente exposta. É possível até que alguns saiam em defesa do erro e fiquem contra a verdade.

Que posso fazer? Ser politicamente correto e me calar? Assistir passivamente o Evangelho de Cristo ser causa de ganho? Observar multidões serem ludibriadas com palavras fingidas e falsa espiritualidade? Graças a Deus que de antemão nos advertiu pela Escritura: “Por avareza farão de vós negócio com palavras fingidas; sobre os quais já de largo tempo não será tardia a sentença, e a sua perdição não dormita” (2 Pe 2.3).

Lamento profundamente pela vida daqueles que por rebeldia e insubmissão se recusam a enxergar a verdade. Quem está na carne não consegue discernir as coisas do Espírito, pois elas lhe parecem loucura (1Co2.14). O ego, a soberba, o ser sábio aos próprios olhos e a vaidade servem de impedimento para se converterem de seus maus caminhos. Rogo a Deus que levante mais atalaias para bradar contra o perigo iminente:

“Ai dos que ao mal chamam bem, e ao bem mal; que fazem das trevas luz, e da luz trevas; e fazem do amargo doce, e do doce amargo! Ai dos que são sábios a seus próprios olhos, e prudentes diante de si mesmos! Dos que justificam ao ímpio por suborno, e aos justos negam a justiça!” (Isaías 5:20-23).

Se nada for feito e se ninguém bradar, a partir do desvirtuamento da música gospel desenvolveremos outros gêneros de pecados gospel


Pr. Dr. Douglas Roberto de Almeida Baptista, Doutor em Teologia Sistemática; Mestre em Teologia do Novo Testamento; Pós-Graduado em Docência do Ensino Superior; Pós-Graduado em Bibliologia; Licenciado em Educação Religiosa; Licenciado em Filosofia; Bacharel em Teologia.

O VERDADEIRO NATAL

O Que é mesmo o Natal? Será que o Natal se resume em Festas, presentes, compras, viagens e encontros familiares? Não, Natal para nós cristãos é muito mais que tudo isso. Natal para nós tem um sentido espiritual e abrangente, pois aponta para o nascimento do Deus menino, Jesus, o EMANUEL, o nosso redentor que veio ao mundo para nos redimir e salvar do pecado que nos leva a morte. A Bíblia diz que ele veio para nos dar vida e vida com abundância (Jo 10 10).

Natal fala do nascimento de Cristo, comemorado pela tradição cristã no dia 25 de dezembro, porém sabemos que as Escrituras não nos declinam a data exata do nascimento de cristo, contudo o que mais importa não é a data escolhida, mas sim o fato de que Ele nasceu, se fez carne, habitou entre nós; Ele, com seu amor nos encantou, com suas palavras nos ensinou, com suas santas mãos nos curou e o mais importante foi que com sua morte nos salvou, dando- nos a garantia de vida eterna, com sua ressurreição.

Natal, data propícia para dar e receber presentes. No tocante a receber, o nosso maior presente foi Deus Pai ter nos dado seu único filho para morrer por nós, nos redimindo do poder da morte e do inferno, e ainda, o ano inteiro, Deus continua nos presenteando com seu amor e sua graça, ou seja, nos livrando, nos abençoando, nos curando, nos alegrando, nos sustentando, nos ajudando, nos alimentando, etc. 

No tocante a dar, o que podemos oferecer a Jesus? É natal, ele nasceu, o que lhe daremos? Os magos, fato registrado no evangelho de Mateus, vieram do oriente a procura do menino Jesus, quando o encontraram lhe deram ouro, incenso e mirra, presentes valiosos e dignos de um rei e o adoraram, reverência digna de um Deus. O que temos para lhe oferecer? O que lhe daremos? Bom fica aqui a dica, Jesus é o nosso Senhor e Salvador, e espera que lhe entreguemos voluntariamente a nossa vida, o nosso coração, a nossa alma. Ele espera que o adoremos, pois Ele é Deus. 

Festeje o Natal, pois o natal não é uma festa pagã, mas é uma festa verdadeiramente cristã, não só foi festejada pelos sábios magos do oriente, como também foi festejada pelos anjos de Deus que desceram dos céus para nos ensinar que essa data é um dia especial, dizendo: "Glória a Deus nas alturas, e paz na terra aos homens aos quais ele concede o seu favor" (Lc 2.14). 

Jesus nasceu, comemore com alegria, propague isso ao mundo, diga ao mundo que a luz chegou para dissipar as trevas, a vida chegou para vencer a morte, o príncipe da paz chegou para dissipar as guerras e conflitos, o Amor se encarnou para nos ensinar o perdão e a misericórdia. Aleluias!! Jesus nasceu. 

O mundo comemora com papai Noel, com duendes, com bebidas fortes, com glutonaria, com o consumismo desenfreado; mas isso não pode, nem deve invalidar o verdadeiro natal, vamos apresentar ao mundo o verdadeiro natal, Jesus.

“Porque um menino nos nasceu, um filho nos foi dado, e o governo está sobre os seus ombros. E ele será chamado Maravilhoso, Conselheiro, Deus Poderoso, Pai Eterno, Príncipe da Paz. Ele estenderá o seu domínio, e haverá paz sem fim sobre o trono de Davi e sobre o seu reino, estabelecido e mantido com justiça e retidão desde agora e para sempre. O zelo do Senhor dos Exércitos fará isso”. (Is 9.6,7).

Feliz Natal!!!

Pr Pedro Pereira

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

10 RAZÕES PARA CELEBRAR O NATAL
Ciro Sanches Zibordi

1. O glorioso Natal (nascimento) do Senhor Jesus foi mencionado pelos profetas do Antigo Testamento, como Isaías (7.14; 9.6), Miqueias (5.2) e outros. Por que nós, cristãos, ignoraríamos um evento tão importante, mencionado por Deus, através de seus profetas, centenas de anos antes de acontecer?

2. Quando Jesus nasceu, em Belém de Judá, um anjo de Deus, cercado do resplendor da glória do Senhor, apareceu a alguns pastores de Belém de Judá e lhes disse: "eis aqui vos trago novas de grande alegria" (Lc 2.10). O Natal de Cristo trouxe alegria ao mundo, e não tristeza! E nós, que somos salvos por Jesus Cristo e conhecemos o verdadeiro significado do Natal, devemos nos alegrar ainda mais com a lembrança desse glorioso acontecimento!

3. A celebração do nascimento de Jesus é incentivada pelo Novo Testamento. Ela não foi inventada por povos pagãos que viveram antes de Cristo nem instituída pela Igreja Católica Romana. Esta apenas estabeleceu a data para a celebração: 25 de dezembro. Mas, em Lucas 2.13,14, vemos que uma multidão dos exércitos celestiais já havia celebrado o Natal. Na mesma noite do nascimento do Senhor, os aludidos pastores de Belém visitaram o Menino e voltaram "glorificando e louvando a Deus por tudo o que tinham ouvido e visto" (Lc 2.20). Cerca de dois anos após seu dia natalício, o Menino recebeu a visita de magos do Oriente, que também o adoraram e lhe ofertaram dádivas (Mt 2.1-16). 

4. Logo após o nascimento do Salvador, os numerosos anjos que celebraram o Natal disseram: "Glória a Deus nas alturas, paz na terra, boa vontade para com os homens!" (Lc 2.14). Aproveitemos, pois, a grande oportunidade de, além de glorificar a Deus pelo Natal de Cristo, também mostrar aos que estão à nossa volta que Ele veio ao mundo para trazer a paz (Jo 14.27) e o conhecimento da boa, agradável e perfeita vontade de Deus (Rm 12.1,2).

5. O Natal de Cristo é a celebração da encarnação do Verbo de Deus, que habitou entre os homens para revelar a sua glória, "como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade" (Jo 1.14). Se Ele não tivesse nascido, não teríamos o conhecimento do glorioso plano salvífico de Deus e estaríamos todos perdidos.

6. Ao amar o mundo de maneira indescritível, o Deus de toda a graça nos deu o seu Filho Unigênito (Jo 3.16), o qual, também por amor, morreu pelos nossos pecados (Rm 5.. Diante desses fatos, não há necessidade de mandamento específico para celebrarmos o Natal de Cristo, pois a nossa maior motivação para fazer isso é o amor de Deus derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado (Rm 5.5).

7. Jesus veio ao mundo na "plenitude dos tempos", isto é, quando tudo estava preparado para uma propagação em massa do Evangelho (Gl 4.4). No século I, havia muitas estradas pavimentadas, conhecimentos amplos sobre navegação e uma língua falada em todo o Império Romano (o grego "koiné"). Além disso, o mundo estava em paz, imposta pelo imperador: a "pax romana". Hoje, nós que temos melhores recursos tecnológicos do que os primeiros cristãos, não podemos deixar de anunciar que Cristo nasceu "para remir os que estavam debaixo da lei, a fim de recebermos a adoção de filhos" (v.5), e salvar "o seu povo dos seus pecados" (Mt 1.21).

8. O Menino Jesus é mencionado no último livro da Bíblia (que prioriza as coisas futuras e a consumação de tudo) de modo excepcional: "E deu à luz um filho, um varão que há de reger todas as nações com vara de ferro; e o seu filho foi arrebatado para Deus e para o seu trono" (Ap 12.5). É claro que essa passagem é simbólica, e a mãe do Menino alude a Israel, e não a Maria. Entretanto, trata-se de mais uma referência à gloriosa encarnação do Verbo de Deus, que deve ser celebrada e proclamada por todos os cristãos da face da terra.

9. Sabemos que o espírito do Anticristo e o mistério da injustiça já operam no mundo (2 Ts 2.7). E, por isso, o movimento cristofóbico e anticristão cresce, não só nos países de maioria muçulmana. No Ocidente, homens desprovidos da graça do Senhor e de seu conhecimento estão querendo apagar o nome de Jesus da face da terra. E uma das maneiras de fazer isso é, sob a égide do Estado laico, proibir a celebração do Natal de Cristo. Sendo assim, o cristão que se preza não tem receio ou vergonha de celebrar o nascimento do Salvador em público, mediante cantatas, peças e mensagens pelas quais confessa que "Jesus Cristo veio em carne", ao contrário do espírito do Anticristo, que quer negar isso a todo custo (1 Jo 4.3).

10. Finalmente, a obra redentora de Cristo abarca a sua gloriosa encarnação, a sua morte vicária e a sua ressurreição para nossa justificação. Todos os seus feitos devem ser celebrados pela Igreja, a começar pela sua encarnação (1 Tm 3.16). Já pensou se Cristo não tivesse nascido? Ele também não teria sido crucificado. E, se Ele não tivesse morrido sacrificialmente, também não teria ressuscitado (1 Co 15.3,4). Aproveitemos, pois, esse mês de dezembro, em que o mundo fala de Natal, sem conhecer o seu real sentido, para glorificarmos a Jesus Cristo, em público, por sua obra completa.

Happy Chistmas!

Ciro Sanches Zibordi

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

OS ELEMENTOS ESSENCIAIS A LITURGIA DO CULTO CRISTÃO

"Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus". Rm 12.1,2.


Liturgia é uma palavra grega que significa serviço ou trabalho, no nosso caso, significa o serviço religioso, ou o rito praticado no culto. 

Os elementos essenciais e primordiais da liturgia de um culto cristão são: a oração, a leitura bíblica, o cântico espiritual (louvor), a execução das ordenanças de Cristo (batismo e Santa Ceia), e a pregação da Palavra de Deus. 

Esses elementos são essenciais, pois fazem parte da liturgia do culto cristão e corroboram com a comunhão com Deus, engajam o cristão na gratidão, o levam a render graças a Deus, contribuem para a edificação do corpo de Cristo, e por fim propiciam o anúncio do Evangelho da graça. 

Sabemos que esses elementos, historicamente, fazem parte do culto cristão e estão, de forma direta e indireta, inseridos nas Escrituras; sabemos também que a liturgia cristã evangélica não é rígida quanto a sua ordem ou organização dentro do culto, mas esses elementos devem estar presentes, pois certamente caracterizam o culto cristão.

Quero ressaltar que cada elemento essencial tem seu tempo na liturgia do culto, pois caso contrário perde seu objetivo, podemos exemplificar essa distorção com o seguinte exemplo: Se num culto cristão não há período de oração, se o louvor toma todo o tempo do culto, se não há tempo necessário para a explanação da pregação, logo esse culto não alcançará os objetivos pelo qual foi proposto; exemplificando isso, é inadmissível um cristão ir ao culto e não ouvir a explanação da palavra de Deus, que é o meio pelo qual Deus escolheu para edificar, santificar, instruir, exortar, alimentar e preparar esse cristão.

Outra situação importante e preocupante é o perigo da substituição no culto dos elementos essenciais por elementos complementares ou estranhos a liturgia cristã, que servem apenas para satisfação humana, como shows, espetáculos e apresentações antropocêntricas, pois a finalidade do culto se perde, ou seja, o serviço de adoração a Deus que tem o alvo de render toda glória a Deus é tomada para destacar talentos humanos, disputa de egos, emulações, etc. A atenção é toda voltada ao homem, além das letra musicais serem antropocêntricas, os aplausos e até assovios (coisa estranha na liturgia cristã) são voltados a apresentação e não há Deus.

Esse perigo é tão iminente que hoje, para muitos, ditos cristãos, a idéia de "igreja boa" é a igreja que lhe agrada, que se adapta aos seus gostos e desejos; tudo isso é lamentável, pois na verdade o culto é um serviço de adoração a Deus, portanto ele deve agradar a Deus e não a homens, em outras palavras podemos dizer que um culto é o homem trabalhando para agradar a Deus, seja lendo ou ouvindo sua palavra, seja o adorando através de cânticos espirituais e teocêntricos, seja agradecendo e o invocando por meio de orações, etc. Tudo deve ser feito com o intuito de engrandecer seu Santo Nome e render-lhe toda a glória; e sabendo que aquilo que agrada a Deus é o que está inserido e/ou inferido na sua Palavra e não naquilo que eu acho ou penso.

Termino com a seguinte pergunta, como vai o nosso culto? Como é a liturgia cristã em nossa igreja? Fica aqui um alerta e que Deus nos abençoe. (Ef 5.19; Cl 3.16; Sl 95.2; I Co 10. 31,32; Is 42.8; Sl 115.1; II Tm 3.16,17; I Tm 4. 4,5; Rm 12. 1,2)

Soli Deo glória.

Pr Pedro Pereira