quinta-feira, 9 de maio de 2013

Os amigos, como precisamos deles.

Como precisamos de amigos nos momentos difíceis, pois o que se percebe é que somente os verdadeiros amigos estão presente nos momentos difíceis, e eles nos fazem muito bem...são raros, mas os poucos que existem nos fazem muito bem, vejamos o que o salmista disse: "O SENHOR está comigo entre aqueles que me ajudam...". Sl 118.7a.


Sim, o Pai celestial é o nosso supremo ajudador, mas quem disse que não precisamos de um ombro amigo quando passamos por adversidades, quando ficamos tristes, quando nos angustiamos, quando o vento sopra ao contrário, quando o mar se agita, quando o coração aperta, quando as lágrimas rolam?

Amigos e irmãos ajudadores são essenciais na superação das calamidades e aflições da vida. A presença do Senhor, juntamente com a dos ajudadores, nos dará a força necessária para suportar perseguições, injustiças e qualquer outro tipo de situação que provoque em nós algum nível de sofrimento.

Assim como o salmista, o apóstolo Paulo entendeu também a necessidade que temos de ajudadores cooperando com Deus no alívio de nossas tribulações: "Posso todas as coisas naquele que me fortalece. Todavia, fizestes bem em tomar parte na minha aflição". Fp 4.13-14.
Perceba que o apóstolo afirmou poder todas as coisas no Senhor, mas não descartou a importância da ajuda recebida dos filipenses em sua aflição.

O próprio Senhor Jesus necessitou do apoio de seus discípulos e amigos em situações de grande tensão e angústia: "Então, chegou Jesus com eles a um lugar chamado Getsêmani e disse a seus discípulos: Assentai-vos aqui, enquanto vou além orar. E, levando consigo Pedro e os dois filhos de Zebedeu, começou a entristecer-se e a angustiar-se muito. Então, lhes disse: A minha alma está cheia de tristeza até à morte; ficai aqui e vigiai comigo". Mt 26.36-38.

O pedido de Jesus é comovente: “Ficai aqui e vigiai comigo”. 

O Senhor buscou o Pai em oração, e ao mesmo tempo valorizou a ajuda e a presença dos seus amigos. Que Deus nos conceda verdadeiros irmãos e amigos. 

Sola Scriptura. 

Pr Pedro Pereira

quarta-feira, 10 de abril de 2013

PODEMOS OU NÃO JULGAR?

"Diante de contundentes análises contidas neste blog, pelas quais tenho abordado (com temor a Deus e à luz da Bíblia) desvios do evangelho, alguns irmãos, embora concordem no todo ou em parte com o que lêem, têm dito:“Não cabe a nós julgar”, “Quem é você para julgar?”ou, ainda, “Somos o único exército que mata os seus soldados”.
Ora, como diz a Palavra de Deus, “já é tempo que comece o julgamento pela casa de Deus” (1 Pe 4.17). E, se alguém ainda pensa que não cabe a nós julgar, e que o fato de reconhecermos os nossos erros e combatê-los segundo a Bíblia é “matar soldados”, é bom que reflita com base nos pontos mencionados abaixo:

1) Segundo a Bíblia, nunca devemos desprezar pregações, ensinamentos, profecias, hinos de louvor a Deus, bem como sinais e prodígios (At 17.11a; 2.13; 1 Ts 5.19,20). Nesse sentido, de fato, não devemos julgar. Mas cabe a nós provar, examinar se tudo é aprovado pelo Senhor (At 17.11b; 1 Ts 5.21; Hb 13.9). Em 1 Coríntios 14.29 está escrito: “E falem dois ou três profetas, e os outros julguem”. E, em 1 João 4.1, lemos:“Amados, não creais em todo espírito, mas provai se os espíritos são de Deus, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo”. Este é o tipo de julgamento que faço neste blog.

2) Devemos julgar segundo a reta justiça (Jo 7.24), e não pela aparência, por preconceito ou mágoa de alguém. Jesus condenou o julgamento no sentido de caluniar: “Não julgueis, para que não sejais julgados” (Mt 7.1), mas, no mesmo capítulo, Ele demonstrou que devemos nos acautelar dos falsos profetas e apresentou critérios pelos quais podemos julgar, isto é, discernir, provar, examinar (Mt 7.15-23).

3) Sempre devemos julgar pela Palavra de Deus (At 17.11; Hb 5.12-14), pois ela está acima de mim, de você, de nós, do cantor fulano, do pregador beltrano, da vocalista cicrana, dos anjos (Gl 1.8), da igreja tal, etc. Leia 1 Coríntios 4.6; Salmos 138.2.

4) Devemos julgar de acordo com a sintonia do Corpo com a Cabeça (Ef 4.14,15; 1 Co 2.16; 1 Jo 2.20,27; Nm 9.15-22). A verdadeira Igreja de Cristo é a que o acompanha, o segue, e não aquela que segue ao seu próprio caminho. Em Apocalipse 2 e 3 vemos exemplos de igrejas que agradavam a Jesus (a minoria) e de outras, que não faziam a vontade dEle.

5) O julgamento deve ocorrer também segundo o dom de discernir os espíritos dado às igrejas de Cristo (1 Co 12.10,11; At 13.6-11; 16.1-18). Mas a falta deste dom em algumas igrejas locais faz com que os crentes se conformem com o erro e digam: “Quem sou eu para julgar?”, etc.

6) Devemos julgar tudo com bom senso (1 Co 14.33; At 9.10,11). Você pode me julgar, analisar o que eu escrevo, examinar, contestar, sabia? Mas com bom senso, à luz da Palavra de Deus, e não de maneira agressiva, com um comportamento de fã, defendendo o seu grupo ou seu cantor preferido. E não basta fazer citações bíblicas. É preciso saber citar versículos bíblicos que estejam em harmonia com contexto. É necessário saber manejar bem a Palavra de Deus (2 Tm 2.15).

7) Devemos julgar, ainda, de acordo com cumprimento da predição, no caso da profecia (Ez 33.33; Dt 18.21,22; Jr 28.9), se bem que apenas isso não é suficiente para autenticá-la (Dt 13.1,2; Jo 14.23a). Com já mencionei neste blog, a “apóstola” tal (Alguém sabe do seu paradeiro?) afirmou que Jesus voltaria num dos sábados de julho de 2007? Muitos esperaram o seu cumprimento até o último sábado... Mas, no caso desta predição, não era nem necessário esperar, pois já estava reprovada desde o início pelo teste da Palavra!

8) Finalmente, devemos julgar de acordo com a vida do pregador, da cantora, do profeta ou do milagreiro (2 Tm 2.20,21; Gl 5.22):

● Ele(a) tem uma vida de oração e devoção a Deus?
● Ele(a) honra a Cristo em tudo, não recebendo glória dos homens?
● Ele(a) demonstra amar e seguir a Palavra do Senhor?
● Ele(a) ama os pecadores e deseja vê-los salvos?
● Ele(a) detesta o mal e ama justiça?
● Ele(a) prega contra o pecado, defende o evangelho de Cristo e conduz a igreja à santificação?
● Ele(a) repudia a avareza, ou ama sordidamente o dinheiro?"

*Extraído do Blog do Pr Ciro

quarta-feira, 3 de abril de 2013

REFLETINDO SOBRE AS MUSICAS TOCADAS NOS CULTOS EVANGÉLICOS.




Lendo o Blog do Pr Renato Vargens achei este artigo interessante e concordo com sua opinião, pois me parece que estamos perdendo a essência do culto dando lugar ao que chamamos de shows "gospel". Devemos tomar cuidado pois em muitos lugares a prioridade não é mais a pregação do evangelho, os momentos reservados para a palavra de Deus esta cada vez mais escasso, ou seja se pula, canta, bate palma, pula de novo, dança, canta, canta, canta...e canta mais um pouco e então não sobra tempo para a palavra de Deus, em fim estamos cansando disso. O nosso sustento espiritual vem da pregação da palavra de Deus. Bom convido o caro amigo a ler o conteúdo abaixo e refletir sobre o assunto:


"Há pouco participei de um culto onde o momento de louvor com música foi uma pulação só. Depois de mais de uma hora de muitos gritos, saltos e urros espirituais, o pastor imbuído de uma espiritualidade opaca me avisou que o sermão não deveria passar de 30 minutos, isto porque, a hora havia passado e já estava tarde demais. 

Pois é, ultimamente tenho pensado nas canções cantadas em nossas igrejas. Aliás, vale a pena ressaltar que a esmagadora maioria dos denominados cultos evangélicos dedicam muito mais tempo a música do que qualquer outra coisa. Infelizmente os louvores cantados em nossas reuniões são extremamente antropocêntricos, o que nitidamente se percebe em nossos encontros congregacionais. Se fizermos uma análise de nossas liturgias chegaremos a conclusão que boa parte das canções que entoamos são feitas na primeira pessoa do singular, cujas letras prioritariamente reivindicam as bênçãos de Deus. Para piorar a situação, as músicas cantadas pelos denominados artistas gospel, nem o nome de Cristo mencionam mais.

Veja por exemplo a canção "Tire os pés do chão" do ministério "Toque no Altar" que incentiva o crente a festejar, dançar e tirar os pés do chão: 

Quem me viu dizia
Não poderá alcançar 
Mas sou irresistível 
Não vou mais parar 
Este é um novo dia 
A nova casa é maior 
É tempo de alegria posso festejar 
Por tudo o que vi, E o que virá. 
Vou tirar os pés do chão, E festejar, festejar!!! 
O impossível se rendeu. Eu posso dançar, dançar!!! 
Diante das muralhas, Eu vou gritar. 
Sobre os portões do inimigo, Vou saltar... 

Caro leitor, participar de alguns cultos é um verdadeiro desafio, isto porque as canções entoadas em nossos cultos são absolutamente desprovidas de graça. Infelizmente numa liturgia preponderantemente hedonista, este tipo de evangélico é extravagante, quer de volta o que é seu, necessita de restituição, determina a prosperidade, toca no altar, pede chuva, canta mantras repetitivos erotizando sua relação com Deus, desejando da parte do Criador, beijos, abraços e colo. 

Prezado amigo, sem sombra de dúvidas vivemos dias complicadíssimos onde o Todo-poderoso foi transformado em gênio da lâmpada mágica, cuja missão prioritária é promover satisfação aos crentes. Diante disto, precisamos orar ao Senhor pedindo a Ele que nos livre definitivamente desse louvor, filho bastardo da indústria mercantilista gospel, o qual nos tem nos empurrado goela abaixo, conceitos e valores anticristãos cujo objetivo final não é a glória de Deus, mas satisfação dos homens.

Definitivamente a coisa está feia! Minha oração é que o Senhor nosso Deus nos reconduza a uma adoração cristocêntrica extirpando das nossas liturgias essa pulação inconsequente que em nada contribui para o engrandecimento do nome do Senhor". 

Soli Deo Gloria!

*Extraído do blog do Pr Renato Vargens

quinta-feira, 28 de março de 2013

A PRESENÇA DE DEUS, PRIORIDADE DA IGREJA



Lendo o livro de êxodo, no capítulo 33, chegamos a conclusão que a maior necessidade da igreja não é das bênçãos de Deus, é de Deus. O Deus das bênçãos é melhor do que as bênçãos de Deus. 

A igreja contemporânea mudou a sua ênfase. A pregação moderna não diz que o fim principal do homem é glorificar a Deus, mas que o fim principal de Deus é glorificar o homem, uma mensagem totalmente antropocêntrica. 

O evangelho moderno ensina que é Deus quem está a serviço do homem e não o homem a serviço de Deus. O foco mudou. Não é mais Deus que é a medida e o fim de todas as coisas, mas o homem que é a medida de todas as coisas. 

Hoje o homem trocou Deus pelas dádivas de Deus. As pessoas querem a salvação e não o salvador. Querem os dons e não o doador. Querem coisas e não Deus.

No passado, a presença de Deus era a coisa mais importante que seu povo buscava. Que diga Abraão, Moisés, Davi, e tantos outros homens de Deus. Ainda num passado não tão distante nossas igrejas priorizavam a presença de Deus.

A presença de Deus era essencial na vida do seu povo. Deus apareceu para Moisés no deserto numa sarça e sua Glória se manifestou, Moisés caiu com o rosto em terra e nunca mais foi o mesmo. A presença de Deus, na vida de Moisés, revelou-se poderosamente no Egito quebrando o poder dos deuses do Egito e o orgulho de Faraó. 

Com a presença de Deus o povo foi liberto e protegido, na coluna de fogo e na coluna de nuvem. A nuvem era o símbolo da presença de Deus. A presença de Deus dava direção de dia e proteção à noite.

Mas, houve um dia em que a presença de Deus foi embora do arraial de Israel. O povo pecou e o pecado faz separação entre nós e o nosso Deus. A maior tragédia do pecado é que ele afasta de nós a presença de Deus.

Deus disse para Moisés que não iria mais com o povo por causa do pecado no arraial de Israel. Quando os filhos de Eli pecaram contra Deus, a arca, símbolo da presença de Deus foi roubada e a glória de Israel, a presença de Deus, se apartou do povo. No tempo de Ezequiel a glória de Deus se afastou da cidade, do templo, do monte e o povo foi levado ao cativeiro. Sem a presença de Deus nada somos, a derrota é certa.

A igreja necessita desesperadamente da presença de Deus. Sem a presença de Deus nossas vidas serão vazias, nossos cultos sem vida, nossas músicas sem unção e nossas mensagens mortas. Muitas vezes, confundidos a onipresença de Deus com a presença manifesta de Deus. Deus está em toda parte, mas Deus não está em toda parte com a sua presença manifesta. Quando Deus está entre o seu povo isso é notório, como quando Jacó acordou em Betel.

Muitas vezes pregamos que Deus está entre nós. Mas as pessoas vêm e não sentem Deus. Muitos cultos viraram apenas reuniões sociais, pontos de encontro, lugar de boa música, palmas, danças. Porém sem a presença de Deus. Dizemos que tem pão na casa do pão, mas só temos fornos frios, prateleiras vazias e receitas de pão.

NADA PODE SUBSTITUIR A PRESENÇA DE DEUS NO MEIO DA IGREJA 

Anjo não substitui a presença de Deus.

Deus prometeu ao povo enviar o seu Anjo. É uma coisa maravilhosa ter o anjo do Senhor acampado ao nosso redor. Eles são ministros de Deus em nosso favor. Mas Moisés queria Deus, e não apenas o anjo de Deus. Não há substitutos para a presença de Deus no meio da igreja. 

Vitórias, prosperidade financeira, campanhas e promessas não substituem a presença de Deus.

Deus prometeu a eles vitória. Deus prometeu a eles desalojar os povos da terra. Eles teriam vitória contra os seus inimigos, eles teria terras, plantações, animais como fonte de renda, mas não comunhão com Deus. E Moisés não queria apenas vitória, ele queria Deus

Ele não queria apenas bênçãos, ele queria o abençoador. Canaã, sem Deus é terra estranha. Nada substitui Deus em nossa vida.

MAS COMO BUSCAR DE VOLTA A PRESENÇA DE DEUS NO MEIO DO POVO? 

Precisamos voltar a oração, no meio do povo de Deus. 

Moisés sente o fardo e retira-se para orar. A restauração da igreja começa quando os líderes e o povo sentem sobre si o fardo da oração. A restauração da igreja começa quando alguém rompe o estado de letargia e começa a buscar a Deus em oração. Foi assim na história da igreja, sempre que um homem, um grupo se consagrou à oração e começou a buscar a Deus fervorosamente, houve restauração. Sem oração a igreja não tem poder. Sem oração os corações não se derretem. Sem oração, a "Skekiná" da glória de Deus não desce sobre o povo.

Precisamos não só deixar o pecado, mas ansiar, querer, ardentemente, pela volta da presença de Deus.

Moisés estava ansioso para que a presença de Deus retornasse. Assim, ele estabeleceu um lugar de oração. Ele não pressionou. Era espontâneo: “Todo aquele que buscava ao Senhor saia à tenda da congregação” (v 7). 

Nem todos foram à tenda da congregação. Mas houve pessoas que sentiram o mesmo fardo que Moisés sentiu e foram buscar a presença de Deus. É importante notar que eles não se contentaram em orar em suas próprias tendas. Eles tinham um lugar específico para se reunirem em oração. Precisamos nos reunir (igreja) para orar desejando a presença de Deus. A igreja primitiva orava nos lares e também no templo, buscando ardentemente a presença de Deus e Deus se manifestava poderosamente. 

Outros não foram à tenda para orar, mas viram os que tinham fome da presença de Deus entrando na tenda. Não espere que toda a igreja venha orar. Venha você e verá que todos serão impactados.

Como a Igreja deve orar? 

Continuamente e com intimidade com Deus.

De que forma Moisés orava? Moisés buscava a Deus continuamente. Ele era um homem de oração. Ele costumava tomar a tenda e armá-la para si fora do arraial. Mesmo diante da crise espiritual do povo, ele mantinha a sua vida íntima de oração.
Deus falava com Moisés face a face. Moisés tinha intimidade com Deus. Na oração, não somente Moisés falava com Deus, mas Deus também falava com Moisés. Oração não é um monólogo, mas um diálogo com Deus.

Moises queria conhecer a Deus na intimidade - "Rogo-te que me faças saber neste momento o teu caminho, para que te conheça e ache graças aos teus olhos". (v 13).
Queria mais de Deus, para a sua vida e para o seu povo. Então voltava Moisés para o arraial, porém o moço Josué, seu servidor, filho de Num, não se apartava da tenda.” (v 11)
Queria ver a glória de Deus: “Então, ele disse: “Rogo-te que me mostres a tua glória.” (v 18)

DEPOIS DO QUEBRANTAMENTO A PRESENÇA DE DEUS VOLTA SOBRE O SEU POVO 

Quando Moisés se separou para buscar a Deus, juntamente  com o povo, a nuvem da presença de Deus veio sobre a tenda da congregação e o povo começou a adorar a Deus nas suas tendas.

A oração muda as coisas. Deus havia dito que sua presença não iria com o povo. Mas, quando o povo se arrependeu e orou e buscou a Deus, Deus disse: “A minha presença irá contigo, e eu te darei descanso” (v 14).

Quando a presença de Deus é restaurada, o povo quer mais de Deus. Quando a presença de Deus é restaurada, desejamos ansiosamente ver a glória de Deus (v 18). A igreja é restaurada, avivada e abençoada.

Como está a glória de Deus em nossas vidas, em nossas igrejas, em nossas reuniões eclesiásticas. A presença de Deus não pode ficar em segundo plano, mas deve ser a prioridade das nossas vidas. 

Riquezas, prosperidade, status, vitória, nem sempre são sinônimo da presença de Deus. Mas, com a presença de Deus temos a garantia da Benção de Deus, através da sua infinita graça. É isso.

Quero terminar com a citação de Davi: "Assim como o cervo brama pelas correntes das águas, assim suspira a minha alma por ti, ó Deus!A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo; quando entrarei e me apresentarei ante a face de Deus?" Salmos 42:1-3.

Soli Dei Glória.

Pr Pedro Pereira







quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

A SIMPLICIDADE DE JESUS

A cada dia mais me impressiona a simplicidade de Jesus em relação a tudo. 


Ele negou-se a tratar de quase tudo o que a filosofia e a teologia tratam com avidez. 

A origem do mal Ele simplesmente desprezou em qualquer que seja a explicação “metafísica”. Simplesmente disse que o mal existe. E o tratou com realidade óbvia. 

O problema da dor foi por Ele tratado com as mãos, não com palavras e discursos. 

As desigualdades sociais foram todas reconhecidas, mas não se o vê armando qualquer ação popular contra elas. 

Seus protestos eram todos ligados à perversão do coração, mas nunca se tornavam projeto político, ou passeatas, ou bandeiras. 

A “queda” não é objeto de nenhuma especulação da parte Dele. Bastava a todos ver as conseqüências dela. 

Sobre a morte sua resposta foi a paz e a vida eterna. 

Jamais tentou justificar o Pai de nada. Apenas disse que Ele é bom e justo. 

Mandou lutar contra os poderes da hipocrisia e do desamor, mas não deu nenhuma garantia de que se os venceria na Terra. 

Sua grande resposta à catástrofe humana foi a promessa de Sua vinda, e nada mais. 

Nunca pediu que se estabelecesse o Reino de Deus fora do homem, mas sempre dentro dele; pois, fora, o reino, por hora, era do príncipe deste mundo. 

Não buscou ninguém com poder a fim de ajudar qualquer coisa em Sua missão. 

Adulto, foi ao templo apenas para pregar aquilo que acabaria com o significado do templo como lugar de culto. 

Fez da vida o sagrado, e de todo homem um altar no qual Deus é servido em amor. 

Chamou o dinheiro de “deus”, mas se serviu dele como simples meio. 

Pagou impostos; mas nunca cobrou nada de ninguém, exceto amor ao próximo. 

A morte para Ele não era mesma coisa que é para nós. Morrer não era mal. Viver mal é que era mau. 

Em Seus ensinos Ele sempre parte do que existe como realidade e nega-se fazer qualquer viagem para aquém do dia de hoje. 

Para Ele o mundo se explicava pelas ações dos homens, e prescindia de analises; pois, tudo era mais que óbvio. 

Não teologizou sobre nada. E todas as Suas respostas aos escribas e teólogos eram feitas de questões sobre a vida e seu significado agora; e sempre relacionado ao que se tem que ser e fazer. 

Quando indagado de onde vinha o “joio”, Ele simplesmente diz: “Um inimigo fez isso...” — referindo-se ao diabo. 

Prega a Palavra, e não tenta controlá-la. 

Vê pessoas crerem, mas não tem nenhuma fixação em fazê-las suas seguidoras físicas e geográficas. 

Não tem pressa, embora saiba que o mundo precisa conhecer Sua Palavra. 

Cita as Escrituras sem nenhuma preocupação com autores, contextos ou momentos históricos. 

Arranca certezas da Palavra baseadas em um verbo “ser” — aludindo ao fato de Deus ser Deus de vivos e não de mortos, pois, “para ele todos vivem”. 

Ensina que a morte é o fundamento da vida, e tira dela o poder de matar, dando a ela a força das sementes que ao morrerem dão muito fruto. 

E assim Ele vai... 

E assim Nele é!

Solo Christus.

Pr Pedro Pereira

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

CONFIANDO EM DEUS NA SUPERAÇÃO DO ABATIMENTO DA ALMA


A tristeza, o medo, a angústia e a ansiedade são sentimentos que fazem parte de nossa existência humana. Eles causam o abatimento da alma, e geralmente são oriundos de adversidades vivenciadas pelos filhos de Deus.

Quando o vento sopra ao contrário, quando a montanha é alta demais, quando a noite se prolonga, quando a tempestade bate impiedosamente contra nós, quando as muralhas nos cercam, com certeza a nossa alma responderá com temores, o nosso corpo com tremores e os olhos com lágrimas.

Gigantes de Deus experienciaram suas crises emocionais. Observe, por exemplo, o caso de Davi, um grande rei e guerreiro, que diante das lutas no campo de batalha da alma, gemeu amargamente:

Estou cansado de tanto gemer; todas as noites faço nadar o meu leito, de minhas lágrimas o alago. Meus olhos, de mágoa, se acham amortecidos, envelhecem por causa de todos os meus adversários. (Salmo 6.6-7)

A atitude de Davi diante de seus sentimentos não foi a de negação, mas a de enfrentamento, confiando naquele que poderia livrá-lo de tão pesada carga:
Tem compaixão de mim, SENHOR, porque eu me sinto debilitado; sara-me, SENHOR, porque os meus ossos estão abalados. Também a minha alma está profundamente perturbada; mas tu, SENHOR, até quando? Volta-te, SENHOR, e livra a minha alma; salva-me por tua graça. Apartai-vos de mim, todos os que praticais a iniqüidade, porque o SENHOR ouviu a voz do meu lamento; o SENHOR ouviu a minha súplica; o SENHOR acolhe a minha oração. (Salmo 6.2-4; 8-9)

A Escritura ensina como se deve lidar com tais sentimentos, e  mostra que é preciso manter a confiança em Deus diante das adversidades da vida. Davi luta na arena do próprio ser, firmando a confiança na misericórdia e na graça Deus, que acolhe o seu lamento e súplica em forma de oração, livrando a sua alma do fardo inquietante.

Em outro Salmo Davi mais uma vez manifesta os seus sentimentos:

As minhas lágrimas têm sido o meu alimento dia e noite, enquanto me dizem continuamente: O teu Deus, onde está?(Salmo 42.2)

Percebemos a intensidade do contínuo sofrimento do salmista na expressão “dia e noite”. Você já vivenciou uma situação semelhante a esta, onde não consegue um só momento livrar-se do amargor da alma? Mas uma vez, conscientemente e decididamente, Davi busca amparo e socorro em quem o pode livrar e salvar, e num diálogo interior entre razão e emoção, num ato de fé, verbaliza:

Por que estás abatida, ó minha alma? Por que te perturbas dentro de mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei, a ele, meu auxílio e Deus meu. Sinto abatida dentro de mim a minha alma; lembro-me, portanto, de ti, nas terras do Jordão, e no monte Hermom, e no outeiro de Mizar. Um abismo chama outro abismo, ao fragor das tuas catadupas; todas as tuas ondas e vagas passaram sobre mim. Contudo, o SENHOR, durante o dia, me concede a sua misericórdia, e à noite comigo está o seu cântico, uma oração ao Deus da minha vida. Digo a Deus, minha rocha: por que te olvidaste de mim? Por que hei de andar eu lamentando sob a opressão dos meus inimigos? Esmigalham-se-me os ossos, quando os meus adversários me insultam, dizendo e dizendo: O teu Deus, onde está? Por que estás abatida, ó minha alma? Por que te perturbas dentro de mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei, a ele, meu auxílio e Deus meu. (Salmo 42.5-11)

Davi, em sua contínua busca de força e ânimo mantém o foco em Deus. Após manifestar novamente a confiança em seu auxílio, o salmista declara que o Senhor está sempre presente em seus pensamentos e lembranças. A misericórdia é novamente evocada, e novamente a sua alma é convidada a esperar com ânimo em Deus, pois o tempo de louvar com júbilo logo chegará.

Esperar em Deus não significa que Ele está longe e logo aparecerá. Esperar em Deus é aguardar a sua intervenção no curso dos acontecimentos, pois Ele sempre está ao nosso lado, e no momento certo, da maneira ideal, provê a cura, a libertação e a salvação dos seus filhos, para o louvor e glória do seu santo nome.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

A DIFERENÇA ENTRE MORALISMO E MISERICÓRDIA


O mundo cristão está cheio de moralistas, de pessoas que vivem um evangelho muito diferente daquele pregado e ensinado por Jesus.

O moralista jubila com a queda alheia, pois isso fortalece o seu senso de justiça própria. O misericordioso chora diante da mesma situação, pois entende ser passivo do mesmo erro. 

Em se tratando de santidade e justiça, o moralista é alguém que se percebe sempre acima da média (Lc 18.9-14).

O moralista está sempre pronto para apontar e para condenar sem misericórdia alguma as transgressões que se tornam manifestas e concretas na vida do próximo, enquanto que a sua própria mente é um depósito de promiscuidade, perversão e imoralidade (Mt 5.27-28). Apontando para as transgressões alheias ele procura desviar as atenções de suas próprias transgressões. Fazendo assim, ele promove o engano e o autoengano.

O moralista é alguém que em nada difere interiormente daqueles que desprezam o conhecimento de Deus, pois estão: "cheios de toda injustiça, malícia, avareza e maldade, possuídos de inveja, homicídio, contenda, dolo e malignidade". (Rm 1.29)

O moralista se coloca geralmente numa condição superior a do próprio Deus, pois enquanto este apaga, esquece e lança as nossas transgressões nas profundezas do mar, o primeiro sempre procura trazê-las à tona e colocá-las em evidência:
"Eu, eu mesmo, sou o que apago as tuas transgressões por amor de mim e dos teus pecados não me lembro." (Is 43.25)
"Quem, ó Deus, é semelhante a ti, que perdoas a iniquidade e te esqueces da transgressão do restante da tua herança? O Senhor não retém a sua ira para sempre, porque tem prazer na misericórdia. Tornará a ter compaixão de nós; pisará aos pés as nossas iniquidades e lançará todos os nossos pecados nas profundezas do mar". (Mq 7.18-19)

Os moralistas pisam nos transgressores com o propósito de destruí-los e desmoralizá-los, enquanto que o Deus misericordioso pisa nas transgressões (iniquidades), com o propósito de restaurar o transgressor.

Em Provérbios 28.13 lemos: "O que encobre as suas transgressões nunca prosperá; mas o que as confessa e deixa alcançará misericórdia". O texto nos ensina que:

- As transgressões, aquelas reputadas por mais graves ou menos graves são sempre uma possibilidade na vida do crente;

- Não são as transgressões que impedirão a nossa prosperidade, mas sim o ato de encobri-las. Dessa maneira, é possível falhar, mas após confessar a falha poderemos caminhar prosperando em tudo para a glória de Deus;

- O alcance da misericórdia não depende apenas das confissões do transgressor. É preciso deixar as transgressões;

- A misericórdia não promove o conformismo com o erro. O que a misericórdia faz é conceder novas oportunidades aos transgressores, que não devem ser abusadas, pois Deus não é conivente com os que se deleitam e insistem em transgredir. Quem abusa da misericórdia está abusando da graça, e quem abusa da graça pode cair em eterna desgraça.

A autoridade moral e espiritual de um servo e filho de Deus não se relaciona com a ausência do pecado e da transgressão, mas se estas questões são tratadas de acordo com as recomendações das Sagradas Escrituras (2 Sm 12.3; 1 Jo 1.8-10). 

Não se intimide com os moralistas. Apegue-se ao Deus de toda a misericórdia e aos misericordiosos, pois estes com certeza estarão sempre dispostos a perdoar, acolher e amar.


*Extraído do Blog do Pr Altair Germano
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