sexta-feira, 27 de julho de 2012

SOLI DEO GLORIA

O Culto Centrado em Deus 

Onde quer que, na igreja, se tenha perdido a autoridade da Bíblia, onde Cristo tenha sido colocado de lado, o evangelho tenha sido distorcido ou a fé pervertida, sempre foi por uma mesma razão. 


Nossos interesses substituíram os de Deus e nós estamos fazendo o trabalho dele a nosso modo. A perda da centralidade de Deus na vida da igreja de hoje é comum e lamentável. 

É essa perda que nos permite transformar o culto em entretenimento, a pregação do evangelho em marketing, o crer em técnica, o ser bom em sentir-nos bem e a fidelidade em ser bem-sucedido. Como resultado, Deus, Cristo e a Bíblia vêm significando muito pouco para nós e têm um peso irrelevante sobre nós. 

Deus não existe para satisfazer as ambições humanas, os desejos, os apetites de consumo, ou nossos interesses espirituais particulares. Precisamos nos focalizar em Deus em nossa adoração, e não em satisfazer nossas próprias necessidades. Deus é soberano no culto, não nós. Nossa preocupação precisa estar no reino de Deus, não em nossos próprios impérios, popularidade ou êxito. 

Reafirmamos que, como a salvação é de Deus e realizada por Deus, ela é para a glória de Deus e devemos glorificá-lo sempre. Devemos viver nossa vida inteira perante a face de Deus, sob a autoridade de Deus, e para sua glória somente. 

Negamos que possamos apropriadamente glorificar a Deus se nosso culto for confundido com entretenimento, se negligenciarmos ou a Lei ou o Evangelho em nossa pregação, ou se permitirmos que o afeiçoamento próprio, a auto-estima e a auto-realização se tornem opções alternativas ao evangelho. 

A fidelidade da igreja evangélica no passado contrasta fortemente com sua infidelidade no presente. No princípio deste mesmo século, as igrejas evangélicas sustentavam um empreendimento missionário admirável e edificaram muitas instituições religiosas para servir a causa da verdade bíblica e do reino de Cristo. 

Foi uma época em que o comportamento e as expectativas cristãs diferiam sensivelmente daquelas encontradas na cultura. Hoje raramente diferem. O mundo evangélico de hoje está perdendo sua fidelidade bíblica, sua bússola moral e seu zelo missionário. 

Arrependamos de nosso mundanismo influenciados pelos "evangelhos" de nossa cultura secular, que não são evangelhos. 

Que Deus tenha misericórdia de nós e que possamos refletir: Como esta nosso evangelho? Como estão se comportando nossos líderes? Ensinam a verdade das Escrituras? Será que precisamos de uma nova reforma?


Em fim, que Deus nos ajude a voltarmos ao Evangelho genuíno, sem apostasias, como positivismo, determinismo, teologia da prosperidade, ateísmo aberto, relativismo cristão, secularismo, antropocentrismo, arianismo, pragmatismo religioso, sincretismo religioso, entre outros.


Soli deo Glória

Pr Pedro Pereira 

sábado, 14 de julho de 2012

SOLA FIDE

SOLA FIDE: só a Fé

A justificação é somente pela graça, somente por intermédio da fé, somente por causa de Cristo. 

Este é o artigo pelo qual a igreja se sustenta ou cai. É um artigo muitas vezes ignorado, distorcido, ou por vezes até negado por líderes, estudiosos e pastores que professam ser evangélicos. 

Embora a natureza humana decaída sempre tenha recuado de professar sua necessidade da justiça imputada de Cristo, a modernidade alimenta as chamas desse descontentamento com o Evangelho bíblico. Já permitimos que esse descontentamento dite a natureza de nosso ministério e o conteúdo de nossa pregação. 

Muitas pessoas ligadas ao movimento do crescimento da igreja acreditam que um entendimento sociológico daqueles que vêm assistir aos cultos é tão importante para o êxito do evangelho como o é a verdade bíblica proclamada. Como resultado, as convicções teológicas freqüentemente desaparecem, divorciadas do trabalho do ministério. A orientação publicitária de marketing em muitas igrejas leva isso mais adiante, apegando a distinção entre a Palavra bíblica e o mundo, roubando da cruz de Cristo a sua ofensa e reduzindo a fé cristã aos princípios e métodos que oferecem sucesso às empresas seculares. 

Embora possam crer na teologia da cruz, esses movimentos na verdade estão esvaziando-a de seu conteúdo. Não existe evangelho a não ser o da substituição de Cristo em nosso lugar, pela qual Deus lhe imputou o nosso pecado e nos imputou a sua justiça. 

Por ele Ter levado sobre si a punição de nossa culpa, nós agora andamos na sua graça como aqueles que são para sempre perdoados, aceitos e adotados como filhos de Deus. Não há base para nossa aceitação diante de Deus a não ser na obra salvífica de Cristo; a base não é nosso patriotismo, devoção à igreja, ou probidade moral. O evangelho declara o que Deus fez por nós em Cristo. Não é sobre o que nós podemos fazer para alcançar Deus. 

Reafirmamos que a justificação é somente pela graça somente por intermédio da fé somente por causa de Cristo. Na justificação a retidão de Cristo nos é imputada como o único meio possível de satisfazer a perfeita justiça de Deus. 

Negamos que a justificação se baseie em qualquer mérito que em nós possa ser achado, ou com base numa infusão da justiça de Cristo em nós; ou que uma instituição que reivindique ser igreja, mas negue ou condene sola fide possa ser reconhecida como igreja legítima.

Esse é o princípio que norteou a reforma protestante e ainda norteia uma igreja legitimamente cristã e evangélica. Que Deus nos abençõe e nos livre das aberrações que estamos vivenciando no mundo dito "Evangélico", divorciado da verdade bíblica. Sola Fide. 

Pr Pedro Pereira 

sábado, 30 de junho de 2012

SOLA GRATIA

SOLA GRATIA: Só a Graça

"Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie". Efésios 2:8-9 


A Confiança desmerecida na capacidade humana é um produto da natureza humana decaída. 

Esta falsa confiança enche hoje o mundo evangélico – desde o evangelho da auto-estima até o evangelho da saúde e da prosperidade, desde aqueles que já transformaram o evangelho num produto vendável e os pecadores em consumidores e aqueles que tratam a fé cristã como verdadeira simplesmente porque funciona. 

Isso faz calar a doutrina da justificação, a despeito dos compromissos oficiais de nossas igrejas. 

A graça de Deus em Cristo não só é necessária como é a única causa eficaz da salvação. Confessamos que os seres humanos nascem espiritualmente mortos e nem mesmo são capazes de cooperar com a graça regeneradora. 

Reafirmamos que na salvação somos resgatados da ira de Deus unicamente pela sua graça

A obra sobrenatural do Espírito Santo é que nos leva a Cristo, soltando-nos de nossa servidão ao pecado e erguendo-nos da morte espiritual à vida espiritual. 

Negamos que a salvação seja em qualquer sentido obra humana. Os métodos, técnicas ou estratégias humanas por si só não podem realizar essa transformação. A fé não é produzida pela nossa natureza não-regenerada.

A graça de Deus é a expressão do Seu amor para com os homens. É por ela que podemos viver e expressar a Sua imagem em nós. É por ela também que todo homem pode ser salvo, crendo em Jesus Cristo. Assim, não há mérito humano, mas iniciativa e ação divina que é aceita por fé

Aqueles que resistem à ação desta graça não têm nenhuma esperança, pois à parte dela não há possibilidade de salvação. Nenhuma obra humana pode salvá-lo, mas somente a graça divina.


Com isso podemos afirmar que é pura heresia o que algumas vezes somos obrigados a ouvir, como por exemplo: "dá o dizimo que você não vai ficar doente, não vai gastar com farmácia, se você pagar o dízimo vai ter isso e aquilo, etc".


Só lembrando tudo o que temos e recebemos é pela e tão somente graça de Deus. Essa teologia da barganha é anti bíblica e fere a doutrina da graça de Deus. todo ato ou obra meritória de nossa parte é insuficiente para Deus. O senhor nos abençoa não porque merecemos ou porque fizemos algo importante, mas simplesmente porque Ele é bom e sua graça é infinita.


Ofertas e dízimos se dão por gratidão daquilo que Ele já nos deu, e nunca como objeto de barganha com Deus. Que Deus nos abençõe.


Te agradeço oh! Deus pela sua infinita e imensurável graça.


Termino com as palavras de Davi: "Que darei eu ao SENHOR, por todos os benefícios que me tem feito? Tomarei o cálice da salvação, e invocarei o nome do SENHOR". Salmos 116:12-13. Sola Gratia, ou seja só a graça de Deus.


Pr Pedro Pereira

quarta-feira, 27 de junho de 2012

O OBREIRO E A SANTIFICAÇÃO

O OBREIRO, A SANTIFICAÇÃO E O ESPÍRITO SANTO
A relação entre a santificação e o Espírito Santo na vida dos obreiros/líderes é algo claro nas Escrituras. Desde o Antigo Testamento a presença do Espírito na vida da liderança do povo de Deus é fator fundamental para o sucesso no fazer e no ser do obreiro. Observemos alguns exemplos:
Depois, falou o SENHOR a Moisés, dizendo: Eis que eu tenho chamado por nome a Bezalel, filho de Uri, filho de Hur, da tribo de Judá, e o enchi do Espírito de Deus, de sabedoria, e de entendimento, e de ciência em todo artifício, para inventar invenções, e trabalhar em ouro, e em prata, e em cobre, e em lavramento de pedras para engastar, e em artifício de madeira, para trabalhar em todo lavor. (Ex 31.1-5)
Então, eu descerei, e ali falarei contigo, e tirarei do Espírito que está sobre ti, e o porei sobre eles; e contigo levarão a carga do povo, para que tu sozinho o não leves. (Nm 11.17)
Então, disse o SENHOR a Moisés: Toma para ti a Josué, filho de Num, homem em quem há o Espírito, e põe a tua mão sobre ele.(Nm 27.18)
Então, o Espírito do SENHOR revestiu a Gideão, o qual tocou a buzina, e os abiezritas se ajuntaram após ele. (Jz 6.34)
Então, Samuel tomou o vaso do azeite e ungiu-o no meio dos seus irmãos; e, desde aquele dia em diante, o Espírito do SENHOR se apoderou de Davi. Então, Samuel se levantou e se tornou a Ramá. (1 Sm 16.13)
E o Espírito de Deus revestiu a Zacarias, filho do sacerdote Joiada, o qual se pôs em pé acima do povo e lhes disse: Assim diz Deus: Por que transgredis os mandamentos do SENHOR? Portanto, não prosperareis; porque deixastes o SENHOR, também ele vos deixará. (2 Cr 24.20)
Além de todos esses exemplos, que apontam para a capacitação do Espírito na realização de coisas, temos de maneira figurada a necessidade do Espírito na vida de obreiros/líderes em sua função santificadora (separação para, separação de):
Falou mais o SENHOR a Moisés, dizendo: Toma a Arão, e a seus filhos com ele, e as vestes, e o azeite da unção, como também o novilho da expiação do pecado, e os dois carneiros, e o cesto dos pães asmos e ajunta toda a congregação à porta da tenda da congregação. Fez, pois, Moisés como o SENHOR lhe ordenara, e a congregação ajuntou-se à porta da tenda da congregação. Então, disse Moisés à congregação: Isto é o que o SENHOR ordenou que se fizesse. E Moisés fez chegar a Arão e a seus filhos, e os lavou com água, e lhe vestiu a túnica, e cingiu-o com o cinto, e pôs sobre ele o manto; também pôs sobre ele o éfode, e cingiu-o com o cinto lavrado do éfode, e o apertou com ele. [...]Tomou Moisés também do azeite da unção e do sangue que estava sobre o altar e o espargiu sobre Arão, e sobre as suas vestes, e sobre os seus filhos, e sobre as vestes de seus filhos com ele; e santificou a Arão, e as suas vestes, e seus filhos, e as vestes de seus filhos com ele. (Lv 8.1-7, 30)
Podemos observar na consagração de Arão e seus filhos alguns elementos que apontam para a santificação, como, por exemplo, a água (símbolo do Espírito e da Palavra) e o sangue (agente purificados). A unção com óleo (símbolo do Espírito) não simboliza apenas a capacitação para o serviço, mas, fala-nos também da ação santificadora do Espírito (separando para, separando de), verdade essa confirmada no Novo Testamento:
Mas devemos sempre dar graças a Deus, por vós, irmãos amados do Senhor, por vos ter Deus elegido desde o princípio para a salvação, em santificação do Espírito e fé da verdade, (2 Ts 2.13)
Sem o Espírito Santo presente e agindo em sua vida, o obreiro não consegue alcançar os níveis de santidade exigidos para que sirva de modelo ou referencial moral para o rebanho. Por isso, é necessário que na condição de obreiros e líderes:
- Sejamos regenerados pelo Espírito (Jo 3.3-8). Títulos ou posições honrosas sem a regeneração do Espírito não nos credenciam para o Reino de Deus, nem para sermos obreiros no Reino. É necessário nascer de novo.
- Sejamos habitados pelo Espírito (Jo 20.21-22; Rm 8.7-9). A habitação do Espírito é consequência direta da regeneração do Espírito. O Espírito habita na vida dos regenerados, daqueles que experienciaram o novo nascimento.
- Sejamos batizados com o Espírito (Lc 24.49; At 1.5, 8; 2.1-4, 32-33, 38-39). O revestimento de poder outorgado pelo Espírito é fundamental para que desempenhemos o nosso ministério de forma plena, fazendo com excelência e na unção do Espírito a obra de Deus.
- Sejamos guiados (gr. ágo, levados e trazidos, conduzidos, carregados) pelo Espírito (At 10.19-23; At 13.1-4; 15.28; 16.6-11; Gl 5.18). O Espírito precisa voltar a dirigir o nosso ministério, o lugar onde Deus deseja que façamos a sua obra, as nossas decisões, os nossos projetos pessoais e ministeriais.
- Sejamos inclinados (gr. phronéo), ou seja, uma disposição mental, vontade, sentimento e intelecto voltados para as coisas do Espírito (Rm 8.5-6). Sempre haverá uma constante tensão entre a inclinação da carne e do Espírito. A santificação será uma realidade na medida em que a inclinação do Espírito superar a inclinação da carne (baixos instintos da natureza humana, concupiscências, desejos ilícitos e impuros).
- Sejamos cheios do Espírito (At 6.3; 9.15-17; Ef 5.18). Ser cheio do Espírito é fundamental para uma vida de santificação. O verbo grego se encontra no tempo perfeito (ação constante), na voz passiva (ação sofrida) e no modo imperativo (ação ordenada). Estando cheios do Espírito não nos embriagaremos com o vinho do poder eclesiástico ou secular, dos privilégios, das vantagens, da ganância, da fama, da notoriedade, do status, dos cargos, da política eclesiástica suja, do profissionalismo ministerial, da avareza, da relativização dos valores morais, das heresias doutrinárias, dos modismos teológicos.
A presença e o poder do Espírito Santo na vida do obreiro não o habilita e o capacita apenas para realizar coisas para Deus, é também habilitação e capacitação para viver para a glória de Deus em santificação (separação do mal espiritual e moral).

* extraído do blog do Pr Altair Germano

sábado, 23 de junho de 2012

SOLO CHRISTUS: Só Jesus Cristo

À medida que a fé evangélica se secularizou, seus interesses se confundiram com os da cultura. O resultado é uma perda de valores absolutos, um individualismo permissivo, a substituição da santidade pela integridade, do arrependimento pela recuperação, da verdade pela intuição, da fé pelo sentimento, da providência pelo acaso e da esperança duradoura pela gratificação imediata. Cristo e sua cruz se deslocaram do centro de nossa visão. 

Reafirmamos que nossa salvação é realizada unicamente pela obra mediatória do Cristo histórico. Sua vida sem pecado e sua expiação por si só são suficientes para nossa justificação e reconciliação com o Pai. 

Negamos que o evangelho esteja sendo pregado se a obra substitutiva de Cristo não estiver sendo declarada e a fé em Cristo e sua obra não estiver sendo invocada. 

Nossos cultos tem se tornado declaradamente antropocêntrico, ou seja, o centro é o homem e não Cristo. 

Os Louvores e pregações se limitam as necessidades do homem, não há destaque em Jesus Cristo, como Deus deve ser admirado, adorado, reverenciado pelo que Ele é, ou seja, pela sua onipotência, Onisciência, Onipresença, imutabilidade, soberania, Glória e sacrifício vicário. Mas quando Cristo aparece no cenário dos louvores e pregações  hodiernas se limita a um "garçom" dos homens, enquanto o homem "determina" vitórias, Jesus vai servindo seus "clientes exigentes", que cada vez querem mais dinheiro, mais status, mais carros novos, mais casas luxuosas, etc.

Repudio esse "evangelho" mercantilista, pragmático e cheio de sincretismo. Repudio esse "evangelho" em que Cristo já não é o centro do nosso culto, da nossa adoração, da nossa vida. 

Vivemos em tempos que se cumpre verdadeiramente o que Cristo disse: "Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no Reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos me dirão naquele Dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? E, em teu nome, não expulsamos demônios? E, em teu nome, não fizemos muitas maravilhas? E, então, lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade". Mt 7.21-23.

Nossos cultos estão eivados de auto-ajuda, mas carente de ajuda do alto. Precisamos rever nossos conceitos e voltarmos aos princípios da reforma e declararmos Só Cristo (solo Christus). Amém.

Pr Pedro Pereira



sábado, 9 de junho de 2012

Ecumenismo religioso: uma armadilha do Diabo

Houve um tempo em que o ecumenismo religioso era considerado um grande perigo para as igrejas cristãs. Pastores verberavam contra ele. E qualquer comunhão ecumênica entre evangélicos, católicos romanos e espíritas era inimaginável. Mas os tempos mudaram. Hoje, o relacionamento entre padres galãs e celebridades gospel é tão bom que estas até fornecem suas composições àqueles. Certa cantora gospel, inclusive, fez uma canção dedicada a Maria. Juntos, romanistas e evangélicos participam de shows ecumênicos e programas de auditório. “O que nos une é muito maior do que o que nos divide”, argumentam.

O ecumenismo — gr. oikoumenikós, “aberto para o mundo inteiro” — prega a tolerância à diversidade religiosa e a oposição a quem defende uma verdade exclusiva. Trata-se de uma armadilha de Satanás, com o objetivo de calar os pregadores da Palavra de Deus. Ele se baseia no princípio “democrático” de que cada pessoa possui a sua verdade. Mas o Senhor asseverou que não existe unidade motivada pelo amor divorciada da verdade da Palavra: “Se me amardes, guardareis os meus mandamentos. [...] Se alguém me ama, guardará a minha palavra” (Jo 14.15-24). 

Causa estranheza o fato de uma parte do evangelicalismo moderno considerar o ecumenismo religioso biblicamente aceitável. Já ouço pastores dizendo: “A doutrina bíblica divide. É o amor que nos une. A igreja deve ser inclusiva”. A despeito de o Senhor Jesus ter afirmado: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida” (Jo 14.6), está crescendo no meio evangélico a simpatia pelo movimento ecumênico. Nos Estados Unidos, pastores renomados deixaram de falar de Jesus com clareza. Pregam sobre Deus de maneira generalizante, a fim de não ofenderem romanistas, muçulmanos, budistas etc. E, no Brasil, alguns acontecimentos têm preocupado aqueles que ainda preservam a sã doutrina. 

Recentemente, um conhecido pastor realizou — dentro de um templo evangélico! — um culto ecumênico juntamente com a liderança da Igreja da Unificação, do “reverendo” coreano Sun Myung Moon. “Qual é o problema de um pastor de renome ter amizade com o líder de uma seita? Afinal, todos devem se unir pela paz mundial”, alguém poderá dizer. Não devemos, de fato, odiar o “reverendo” Moon. Mas, como ter comunhão com alguém que, de modo blasfemo, desdenha do sangue derramado pelo Cordeiro de Deus, considerando-o insuficiente para nos purificar de todo o pecado? Moon também se considera um novo Messias que precisou vir ao mundo para concluir a obra que o Senhor não conseguiu realizar. Que blasfêmia! A Palavra de Deus não aprova esse tipo de aliança (2Co 6.14-18). 

Outro exemplo de ecumenismo religioso é o envolvimento de pastores com o unicismo, uma seita que diz ter a “voz da verdade” e vem tendo livre acesso, através de suas celebridades, às igrejas evangélicas. O pentecostalismo da unicidade é herético, visto que se opõe à doutrina da Trindade, a base das principais doutrinas cristãs. Quem se opõe à tripessoalidade divina (confundindo-a com o triteísmo) nega não apenas a teologia, mas também a própria Bíblia (Gn 1.26 e Jo 14.23), o cristianismo (Mt 28.19 e 2Co 13.13), a deidade do Espírito Santo (Jo 14.16-17 e 16.7-10), a clara distinção entre o Pai e o Filho (Jo 5.19-47 e 14.1-16) e o plano da redenção da humanidade (Jo 3.16 e 17.4-5). Atentemos para a verdadeira voz da verdade, a do Bom Pastor: “As minhas ovelhas ouvem a minha voz” (Jo 10.17). 

Pastores e cantores, por falta de vigilância ou movidos por interesses pessoais, estão se prendendo a jugos desiguais com os infiéis, deixando-se enganar pelo ecumenismo religioso. A maior emissora de televisão do Brasil — que sempre estereotipou e ridicularizou os evangélicos — descobriu que nem todos os cristãos são “extremistas” e “fanáticos”. Há um grupo de celebridades gospel que não tem coragem de dizer clara e objetivamente que o Senhor Jesus é o único Mediador entre Deus e os homens (1Tm 2.5 e At 4.12). 

Em um programa dominical, certa “pastora” resolveu tripudiar sobre os seus “inimigos”, rodopiando com baianas e cantando com sambistas no ritmo das religiões afro-brasileiras. Enquanto ela dançava, a apresentadora, seus convidados e a plateia riam sem parar, numa grande celebração. Que tipo de evangelho “agradável” e “inclusivo” é esse? Lembrei-me imediatamente do que o Senhor Jesus disse, em Mateus 5.11-12: “Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem, e mentindo, disserem todo o mal contra vós por minha causa. Exultai e alegrai-vos, porque é grande o vosso galardão nos céus; porque assim perseguiram os profetas por minha causa”. 

Há poucos dias, uma conhecida cantora gospel admitiu, de modo tácito, que o sincretismo religioso é aceitável. Ao concordar com a seguinte frase, dita por um famoso apresentador: “O Caldeirão é uma mistura de religiões”, ela respondeu: “Tem espaço pra todo mundo”. E o pior: depois, escreveu nas redes sociais que se sentiu como Paulo no Areópago... Ora, esse apóstolo não pregou a convivência ecumênica nem apresentou uma mensagem que os atenienses queriam ouvir. Ele disse o que todos precisavam ouvir. Ao chegar a Atenas, “o seu espírito se comovia em si mesmo, vendo a cidade tão entregue à idolatria” (At 17.16). Já a aludida celebridade, deslumbrada, estava sorridente e saltitante. 

Tenho visto muitos incautos felizes pelo fato de celebridades gospel estarem aparecendo na televisão. Mas não nos iludamos, pois a porta não foi aberta para o Evangelho. O que existe, na verdade, é um projeto ecumênico em andamento, o qual visa a enfraquecer a pregação de que o Senhor Jesus é o único Salvador. Tais celebridades — certamente, orientadas a não falar claramente da salvação em Cristo — têm empregado bordões antropocêntricos, que massageiam o ego das pessoas. Elas não têm a coragem de confrontar o pecado. E apresentam um evangelho light, agradável, apaziguador, simpático, suave, aberto ao ecumenismo. 

O que está escrito em 1Coríntios 16.9? “Porque uma porta grande e eficaz se me abriu, e há muitos adversários”. Quando Deus verdadeiramente abre-nos a porta da pregação do Evangelho, como a abriu para o apóstolo Paulo, os adversários — Satanás, os demônios e todos os seus emissários — se voltam contra nós. Mas a mídia está aplaudindo de pé esse “outro evangelho” aberto à convivência ecumênica. Preguemos, pois, como Paulo, nesse mundo, que é um grande caldeirão religioso: “Deus, não tendo em conta os tempos da ignorância, anuncia agora a todos os homens, em todo lugar, que se arrependam” (At 17.30). 

Pr Ciro Sanches Zibordi 

* extraído do Blog do Pr Ciro

sexta-feira, 8 de junho de 2012

SOLA SCRIPTURA

Só a Escritura (sola Scriptura)

Só a Escritura é a regra inerrante da vida da igreja, mas a igreja evangélica atual fez separação entre a Escritura e sua função oficial. Na prática, a igreja é guiada, por vezes demais, pela cultura. Técnicas terapêuticas, estratégias de marketing, e o ritmo do mundo de entretenimento muitas vezes têm mais voz naquilo que a igreja quer, em como funciona, e no que oferece, do que a Palavra de Deus. Os pastores negligenciam a supervisão do culto, que lhes compete, inclusive o conteúdo doutrinário da música. À medida que a autoridade bíblica foi abandonada na prática, que suas verdades se enfraqueceram na consciência cristã, e que suas doutrinas perderam sua proeminência, a igreja foi cada vez mais esvaziada de sua integridade, autoridade moral e discernimento. 

Em lugar de adaptar a fé cristã para satisfazer as necessidades sentidas dos consumidores, devemos proclamar a Lei como medida única da justiça verdadeira, e o evangelho como a única proclamação da verdade salvadora. A verdade bíblica é indispensável para a compreensão, o desvelo e a disciplina da igreja. 

A Escritura deve nos levar além de nossas necessidades percebidas para nossas necessidades reais, e libertar-nos do hábito de nos enxergar por meio das imagens sedutoras, clichês, promessas e prioridades da cultura massificada. É só à luz da verdade de Deus que nós nos entendemos corretamente e abrimos os olhos para a provisão de Deus para a nossa sociedade. A Bíblia, portanto, precisa ser ensinada e pregada na igreja. Os sermões precisam ser exposições da Bíblia e de seus ensino, não a expressão de opinião ou de idéias da época. Não devemos aceitar menos do que aquilo que Deus nos tem dado. 

A obra do Espírito Santo na experiência pessoal não pode ser desvinculada da Escritura. O Espírito não fala em formas que independem da Escritura. À parte da Escritura nunca teríamos conhecido a graça de Deus em Cristo. A Palavra bíblica, e não a experiência espiritual, é o teste da verdade. 

Reafirmamos a Escritura inerrante como fonte única de revelação divina escrita, única para constranger a consciência. A Bíblia sozinha ensina tudo o que é necessário para nossa salvação do pecado, e é o padrão pelo qual todo comportamento cristão deve ser avaliado. 

Negamos que qualquer credo, concílio ou indivíduo possa constranger a consciência de um crente, que o Espírito Santo fale independentemente de, ou contrariando, o que está exposto na Bíblia, ou que a experiência pessoal possa ser veículo de revelação.

Sola Scriptura. Pr Pedro Pereira